Senhor, ajude-nos a cairmos sempre prostrados aos seus pés em sinal de constrangimento, submissão e amor!



domingo, 14 de novembro de 2010

PENSAR É ABRIR-SE!!


Tenho observado atentamente aos últimos acontecimentos que permeam e enchem as páginas de muitos blogueiros nesses últimos dias; principalmente sobre a temática da "Humanidade Plena do Senhor Jesus".  Entendam do jeito que quiserem e desejarem entender, o fato puro não está em se defender ou não se Jesus foi homem quando de sua encarnação; mas sim, se sua "humanidade" foi igual ou diferente da nossa ou da de Adão antes da queda.

Incrível o fato de esse embate teológico ter produzido algumas "fissuras", ou, talvez as ditas fissuras já existissem e a exposição do tema apenas fez com que se agravassem mais.  Percebo que homens de Deus estão se deixando levar por caminhos que não são os que pregam nos púlpitos das igrejas e ensinam em seus posts nos blogs.  Afirmo isso, não por extrair conclusões preciptadas, mas pelos textos que leio. Afirmar o contrário é negar minha capacidade - ainda que mínima - de entender o óbvio; pois estes irmãos não se preocupam nem mesmo em serem poéticos; querem ser realistas, escrevendo e deixando transparecer o que desejam - suas mágoas e seus rancores.

Textos sem tato, muito pelo contrário.  Textos irônicos.  Não há nada mais sórdico que textos irônicos.  A ironia é uma figura de linguagem e quando bem usada, serve para abrilhantar e embelezar o texto; mas quando deixa de lado seu lado poético para ser utilizado como zombaria, deboche, passa a ser patético.  É sabido, perfeitamente, que um texto na net, talvez, não façam nem levem alguém a uma reflexão profunda, mas, bom seria se ao menos os levassem a repensarem e chegarem à conclusão de que mais vale um bom debate no campo das ideias somente do que a discussão pela posse da verdade subjetiva.

Acredito no Jesus encarnado 100% homem à semelhança e igualdade (não vejo diferença semântica entre essas duas palavras) de Adão antes da queda.  Afirmar que a divindade de Jesus produziu uma nova humanidade é querer explicar o mistério da encarnação e anular, com isso, o poder sobrenatural do Senhor.  No entanto, isso é o que acredito.  Tenho plena certeza de que possuo argumentos bíblicos sólidos para afirmar tal pressuposto, bem como estou amparado pela Teologia Tradicional e Reformada.   Aqueles que pensam contrários são respeitados por mim.  Aprendi a conviver amigavelmente com tantos que pensam diferentes de mim!   Cursei Teologia num Seminário (IBAD - Pindamonhangaba SP) e nunca deixei de ser Reformado.  Convivi e convivo muito bem com tantos que não são!  Penso que vale a pena batalharmos por nossas ideias desde que não interfira nas relações.

Entristece-me ler textos de homens "renomados" "cuspindo" palavras cheias de ironias, endereçadas e querendo que todos aceitem "na marra" o que pensam.  Entristece-me essa forma pobre de se fazer teologia, menosprezando os teóricos e acreditando que apenas suas leituras dos textos sagrados serão suficientes para solidificar questões históricas.  Até porque, atitudes como essas são contraditórias às praticas dos ditos escritores, pois se escrevem e ensinam é porque são formadores de opinião.  Como quero formar opinião, não aceitando as opiniões dos teóricos?  Não há nexo em tal pensamento.

Minha oração e desejo são no sentido de que haja uma reflexão para que firmemos posições sólidas e façamos teologia no campo das discussões, jamais no campo das relações, pois nesse campo estamos firmados no amor de Cristo.

É isso.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E NOSSO SISTEMA EDUCACIONAL, HEIN?

Por motivo de trabalhos intensos, estive um pouco ausente quanto às postagens nesse modesto blog.  São inúmeros os eventos que preciso participar, somado ao trabalho escolar (professor que sou!!); afinal de contas, estamos às portas do final do ano letivo e quarto bimestre é sempre mais curto e, por isso mesmo, mais trabalhoso.

No entanto, graças a Deus, aqui estamos para pensarmos sobre um assunto que vem me intrigando ultimamente.  Li um artigo escrito pelo blogueiro e meu amigo particular, Adelson Pimenta, em que ele cita um parlamentar de Angra dos Reis, numa inauguração de escola pública, discursando e proferindo essa joia: "Quanto mais alunos em sala de aula hoje, menos homens nos camburões amanhã!".  Não resta dúvida de que se trata de uma frase bem montada, de impacto.  Só que tenho minhas dúvidas se condiz com a verdade plena, ao menos, nessa proporção.  Acredito que seja muito importante e salutar o ensino sistemático para a formação do caráter, mas acredito piamente que a educação precisa passar por uma grande discussão.  Penso que o caminho para o sucesso educacional é a despolitização.  A partir do momento em que a educação deixou de lado seu relevante papel na vida da sociedade, passando a figurar como meros números para se obter dividendos políticos, ela decretara seu fim.

Há solução para o sistema educacional brasileiro?  Há solução para um sistema falido, desacreditado?  Para um ENEM sem o mínimo de crédito?  Afirmo que sim.  Há, portanto que se pensar em educação como verdadeiros educadores, e não como aspirantes.  Em educação, o retorno está no sucesso de nossos alunos e não no retorno  capitalista de educadores, enquanto seus próprios filhos estejam em escolas modelos, diga-se de passagem, paticulares.  O sucesso de nossa educação está no retorno às origens, em que se prestava solidariedade ao professor, respeito e satisfação.  O professor precisa ser visto novamente como um líder na formação do caráter de nossos jovens; não pode ser massacrado e nivelado por baixo. 

A frase do parlamentar angrense (Vereador José Antônio) não traz em sua essência uma inverdade, não; muito pelo contrário.  Mas, é preciso fazer muito mais que proferir frases de impacto. Há uma necessidade urgente de se fazer uma longa discussão sobre educação.  Está constatado que alguns cursos de licenciatura na cidade do Rio de Janeiro, estão fechando por falta de procura.  Muitos não desejam mais o magistério.  Por quê? ... Em pensar que D. Pedro II, caso não fosse imperador, queria ser professor....

Sou professor com orgulho, amante de minha profissão; mas não fecho os olhos para a realidade.  Penso que a quantidade de alunos em sala de aula nos moldes de hoje, diminuirão, sim, o números de homens no camburão amanhã, mas pelo poder da educação simplesmente; quando poderia acabar, extirpar com o número de homens nos camburões.

É o que penso.

sábado, 30 de outubro de 2010

REFORMADO, SIM! (Parte 2)


Entende-se por Teologia Reformada, todo sistema teológico surgido no século 16.  Então, trata-se de um sistema teológico novo?  Claro, que não; pois os reformadores basearam seus pressupostos nas Escrituras Sagradas, como indica o credo do "Sola Scriptura".  Desta forma, O sistema teológico conhecido como Teologia Reformada é um sistema que procura dar continuidade às doutrinas dos apóstolos.

Em linhas gerais, os fundamentos da Teologia Reformada são quatro:  A autoridade das Escrituras, a Soberania de Deus, a Salvação pela graça através de Cristo e a necessidade de Evangelismo.  Esses fundamentos estão interligados e a defesa de um depende muito do que se pensa sobre os outros.  No entanto, a maior relutância em se aceitar a Teologia Reformada, é quanto ao fundamento da Salvação pela graça.

O que significa salvação pela graça através de Cristo?  A Teologia Reformada entende que Efésios 2 ("Vós sois salvos pela graça mediante a fé, e isso não vem de vós, é com de Deus"), além de muitos outros textos, descreve de forma simples, transparente e genuína que  o processo, o meio e a prática salvífica dependem exclusivamente de Deus; e que o homem, por estar "morto em seu delito e pecado", não tem participação ativa nesse processo,  muito pelo contrário, o homem é passivo. Deus é o agente, é o sujeito dessa ação.

A Teologia reformada ensina que Deus em Sua graça e misericórdia escolheu redimir um povo para Si mesmo, livrando-os do pecado e morte. A doutrina de salvação reformada é também conhecida como os cinco pontos do Calvinisno (ou pelo acróstico TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês):

T -  Depravação total do homem (Total depravity).  O homem após a queda, tornou-se completamente depravado, e não possui condição alguma de tomar qualquer decisão, mesmo em benefício próprio.  (Gênesis 6:5; Jeremias 17:9; Romanos 3:10-18).

U -  Eleição incondicional (Unconditional election).  Deus é soberano e escolheu, na eternidade passada, salvar uma grande multidão de homens (Romanos 8:29-30; 9:11; Efésios 1:4-6:11-12).

L -  Expiação limitada (Limited atonement). Também chamada de “redenção particular”.  Nesse ponto há muita divergência com os arminianistas, mas é fácil entender pela Bíblia Sagrada que a Expiação de Cristo é limitada não pelo efeito de seu poder, mas pelo fato de Ele mesmo ter escolhido quem devesse ser salvo.  A expiação é limitada ao número de salvos escolhido por Ele na eternidade passada. (Mateus 1:21; João 10:11; 17:9; Atos 20:28; Romanos 8:32; Efésios 5:25).

I -  Graça irresistível (Irresistible Grace).   Não há como conceber a ideia do homem resistir a vontade de Deus em salvá-lo.  Aceitar que Jesus não consiga (nem pelo fato do homem não aceitar) salvar pela sua graça, é diminuí-lo e afirmar que sua graça não é capaz.  O sacrifício de Jesus foi perfeito; sua graça é altamente capaz, logo, irresistível.  Ninguém resiste sua graça salvadora.  (João 6:37,44; 10:16).

P -   Perseverança dos santos (Perseverance of the saints).  Não há como aceitar que Jesus não preserve aqueles que Ele próprio salvou.  A salvação é eterna. (João 10:27-29; Romanos 8:29-30; Efésios 1:3-14).

Sei que há divergências históricas e, convivo perfeitamente, com os que pensam de forma contrária; no entanto, estou convencido pelas Escrituras de que os pressupostos da Teologia Reformada são genuinamente bíblicos e sólidos.

PS.  Dia 31 de outubro, dia da Reforma Protestante.

É isso.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CONCÍLIO ASSEMBLEIANO!!

O estimado blogueiro, amigo, Pr. Altair Germano, após um sadio "embate" teológico na blogosfera sobre a completa (100%) humanidade do Jesus encarnado, propõe que a Assembleia de Deus, em toda sua dimensão, realize um concílio visando, a partir de discussões sólidas e genuinamente bíblicas, à elaboração de um documento que sirva de norte embasador para uma denominação que beira seu centenário.  (Leia o artigo na íntegra).

Confesso que meu posicionamento é favorável, se não por outros, ao menos pelo simples fato de sermos a maior denominação evangélica desse país e, ao longo da linda história quase centenária, nunca ter havido um Concílio que visasse às questões puramente teológica.  Não me refiro às reuniões dos Conselhos de Educação e de  Doutrina e Comissão de apologética; refiro-me à uma grande reunião em que cada Igreja pudesse ser representada por delegado (s); refiro-me a um grande e importante movimento dentro de todas as congregações, desde aquelas que estão enraizadas nos mais distantes grutões, até as grandes catedrais fincadas nas metrópoles de nosso país; refiro-me a um engajamento teológico que perpasse todas as instâncias de um campo ou ministério, vá, caso necessário, às Convenções Estaduais e desemboque no Concílio Assembleiano.

Por que não aproveitarmos o espírito de alegria e comoção que nos envolve pelo centenário e, deixando de lado as diferenças, firmemos pactos sólidos para aquilo que será uma agradável novidade?

A Assembleia de Deus Brasileira chegou à maioridade; possui homens competentes e com condições para realizar calorosos debates dentro das perspectivas bíblicas.  Penso que chegou a hora de termos um documento que solidifique uma teologia para os nossos dias; para a nossa realidade; uma Teologia genuinamente Pentecostal Brasileira.

O momento é de orar, orar e orar; além de agirmos, não é mesmo?

Em Cristo sempre,

WOJ

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

REFORMADO, SIM!

Há plena convicção, por parte de todos quanto amam o bom sustentáculo da fé cristã, de que não se tem como ser plenamente seguidor de uma escola ou método, sejam eles pedagógicos, filosóficos ou teológicos.  Sempre se deparará com pontos agregadores em escolas difernetes; exatamente, pelo fato de todas as escolas similares, terem por objetivos primários o ortodoxo, verdadeiro e genuíno.

Sou pentecostal por entender que os dons são para os nossos dias, por aceitar de bom grado os postulados teológicos no que tange à paracletologia, principalmente; mas sinto-me constrangido em aceitar o perfil soteriológico no que concerne à doutrina da graça e quanto à ordem dos "locus" da salvação.  É muito forte para mim o postulado da segurança dos salvos.  Não consigo entender e aceitar que alguém pode perder sua salvação.  Há soberania plena em Jesus Cristo.

Sei que a Teologia Reformada tem sofrido bombardeios cruéis por parte da Teologia da Prosperidade - diga-se de passagem, uma teologia (teologia?) que fere os pressupostos da fé cristã.  Os ataques não estão somente na esfera prática - ter para ser - mas, acima, inclusive, de tudo isso, esses ataques se perpetuam nos princípios sólidos do pensamento sobre sua cristologia, conforme assevera o Pr. Ricardo Gondim em seu livro "O Evangelho da Nova Era", se puder lê-lo, leia.

Penso que há uma necessidade muito enfática de voltarmos aos velhos tempos e redescobrirmos os ideais dos puritanos.

Mais para frente desenvolverei esse tema.

É isso.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ASSEMBLEIA DE DEUS E FATESF REALIZAM CURSO PREPARATÓRIO PARA OBREIROS

Visando ao aperfeiçoamento do corpo ministerial, a Assembleia de Deus  Ministério Sul Flumninense, em parceria com a FACULDADE TEOLÓGICA SUL FLUMINENSE - FATESF -, iniciou o Curso Preparatório para novos Obreiros: Auxiliares, Diáconos e Presbíteros.

O curso é minstrado em forma de palestras.  Serão 10 palestras em que se abordarão os seguintes assuntos:

a)  Fundamentos da Fé Cristã;

b)  História da Assembleia de Deus no Brasil;

c)  Ética comportamental;

d)  Prática diaconal e presbiterial.

A aula inaugural ocorreu ontem, dia 25, nas dependências da FATESF, com a palavra do Pr. Marcelo Robson (Vice Presidente da Assembleia de Deus Ministério Sul Fluminense) e do Pr. William de Jesus (Diretor da FATESF).  Haverá ainda encontros nas quintas feiras dos dias: 28/10;  11/11;  25/11;  e  02/12.
A ordenação acontecerá na festividade da Igreja.

É a Assembleia de Deus dando suporte teórico no que tange ao conhecimento histórico-prático-teológico aos postulantes ao episcopado.

Em Cristo sempre.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

AS ÚLTIMAS DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Meus caros amigos,

Graça e paz!!

Aconselho e incentivo a leitura do texto escrito pelo meu amigo, Pr. Geremias do Couto, sobre as razões por que votará em José Serra no próximo domingo.

Utilizando-se de sua mente brilhante, o Pr. Geremias, escreve de forma simples, transparente e inteligente; não deixando dúvida alguma sobre não votar em Dilma Rousseff para Presidente do Brasil.

Clique nesse link:

http://geremiasdocouto.blogspot.com/2010/10/jose-serra-unica-opcao-para-presidente.html

Boa leitura!!

domingo, 24 de outubro de 2010

AGORA É FATESF

Visando ao aprimoramento, em todos os sentidos, das estratégicas de ensino Teológico, o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus em Angra dos Reis -  IBADAR -, está dando lugar à Faculdade Teológica Sul Fluminense - FATESF.

A Faculdade Teológica Sul Fluminense continuará exercendo as atividades do IBADAR, sendo que agora com a possibilidade de oferecer novos cursos e firmar novas parcerias. 

Estamos em processo de formulação, mas até novembro haverá a mudança de Estatuto.  Haverá alteração na grade curricular e na carga horária.  Nosso curso de Teologia terá carga horária de 1920 horas.

A partir de janeiro de 2011, estaremos oferecendo, além de Teologia em nível de Bacharelado:

a)  Psicanálise Clínica;

b)  Integralização dos Créditos em Teologia;

c)  Capelania;

d)  Mestrado e Doutorado em Teologia.

Será um enorme prazer receber uma visita:

FACULDADE TEOLÓGICA SUL FLUMINENSE  -  FATESF
Rua Dr. Moacyr de paula Lobo, 179
Centro - Angra dos Reis - RJ
Tel.  24  3365 3894
Cel  24  78368894
ID  86* 242367

DIRETOR:

WILLIAM DE JESUS, PR
Bacharel em Teologia pelo IBAD (Pindamonhangaba)
Licenciado em Letras pela UEMG
Especialista em Língua Portuguesa pela FEUC
Especialista em Gestão Educacional pela UCB

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

''Ó PROFUNDIDADE DAS RIQUEZAS!"

 Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas.
Rm 11.36

Interessante notar que o primeiro versículo do capítulo doze da Epístola de Paulo aos Romanos se liga ao texto anterior através de uma conjunção coordenativa conclusiva (pois, posposto ao verbo) "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus...".  Isto leva-nos a entender que o capítulo doze é uma extensão do capítulo anterior; não há como fazer uma leitura desse texto sem levar em conta o que Paulo disse anteriormente.

O apóstolo, após dissecar sobre o futuro escatológico de Israel e a soberania de Deus; nos últimos versículos do capítulo onze celebra ao Senhor evocando a "profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus..." (Rm 11.33).  Daí, pode-se afirmar que há uma evocação de todo tipo de conhecimento, seja o produzido pelo intelecto,a partir de estudos sistêmicos dos mais variados assuntos; até o produzido pela fé.  Sim! o conhecimento produzido pela fé tem relação estreita com as convicções que exaurem daqueles que se posicionam como ouvintes das assertivas axiomáticas pronunciadas pelo Senhor através da revelação pessoal ou bíblica e das circunstâncias históricas.

Há, nitidamente, um interesse no apóstolo em fazer conhecido seus pressupostos - inclusive já dissecados em textos anteriores - de sua insignificância diante da grandeza do Senhor.  "Ó profundidade das riquezas" é, portanto, um vocativo que vai muito além de um termo independente de uma oração ou período; é uma afirmação congênita de que os mais profundos conhecimentos filosóficos ou teológicos não são, por si só, suficiente para o conhecimento de Deus.

A única vontade expressa pela verdade ímpar nesse texto é a de que cabe ao mero mortal o suplício incondicional ao Senhor.  Como afirmou C. H. Spurgeon:

"Ó Deus, se tu me destruíres, eu o mereço.  Se tu nunca me dirigires um olhar de consolo, não tenho de que me queixar.  Mas, Senhor, salva um pecador, por tua misericórdia.  Não tenho o mínimo direito de pedir nada, mas oh, porque tu és  cheio de graça, olha para uma miserável alma cega que deseja contemplar-te."

Há necessidade, mais que urgente, de se pensar numa proposta como esta.  Até pelo fato de ser genuinamente bíblica e proferida por dois dos "grandes" da fé cristã: Paulo e Spurgeon. 

Evoquemos também a profundidade das riquezas para ser testemunha viva de que nos posicionamos diante do Senhor como um autêntico servo necessitado de suas misericórdias.

É isso.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

TAMBÉM ACREDITO NUM JESUS ENCARNADO 100% HOMEM E 100% DEUS.

Há uma discussão sadia na blogosfera envolvendo dois amantes do estudo teológico, dois pastores que fazem parte do meu ciclo de amizade: Pr. Luís Felipe de Azevedo e Pr. Ciro Sanches Ziblrdi. 

Antes de externar, de forma sistêmica, um posicionamento sobre o aludido tema, penso que é salutar expôr algumas considerações sobre tais pastores e teólogos.  Quanto ao Pr. Luís Felipe, penso que sou a pessoa menos indicada para falar sobre sua capacidade intelectual, seu amor pelo estudo sistemático das Sagradas Escrituras e seu zelo pela sã doutrina; pelo fato de ser, antes de tudo, seu amigo de longas datas.  No entanto, faz-se necessário uma exposição.  Trata-se de uma pessoa que tem compromisso com o zelo da sã doutrina; tem lecionado Teologia Sistemática durante muitos anos em alguns Seminários de nossa querida Angra dos Reis, e suas aulas são acompanhadas vividamente por alunos que almejam ao sucesso ministerial e à condução pelo caminho do saber teológico embasado numa perspectiva genuinamente bíblica.

Quanto ao Pr. Ciro, confesso que ainda não tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, mas isto acontecerá na noite do dia 6 de dezembro (ele estará em nossa 3ª Escola Bíblica - Angra dos Reis).  No entanto, posso testemunhar que se trata de uma pessoa convicta e sincera em seus posicionamentos.  Acompanho seus escritos desde muito tempo nos periódicos do Mensageiro da Paz, além de acompanhar seu blog e ler seus livros.  Posso relatar que defende seus posicionamentos de forma veemente e luta para levar aos seus leitores uma tese embasada nos Escritos Sagrados.  É também compromissado com a sã doutrina.

Faz-se necessário acrescentar o fato de ser normal a exposição do contraditório; o que deve ser evitado é a afronta às pessoas.  Leonel Brizola, grande estadista brasileiro, certa vez disse sobre alguém que o contradizia: "Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizeres".  Pois bem, se até os não crentes aceitam, em nome do bom senso, a exposição do contraditório, não seremos nós quem vai agir de forma centralizadora e a semelhança do dono da verdade absoluta.

Sou amante do estudo sistemático da Palavra do Senhor e de suas Doutrinas; desta forma, comungo da ideia daqueles que defendem a completa, total humanidade de Jesus amalgamada à sua completa e total divindade.  Penso que nossa conduta teológica deva se pautar sob dois pilares:  o Texto Sagrado e os teóricos da teologia (obviamente que os Textos Sagrados falam por si só e suplantam todas as demais vertentes). 

Quanto ao Texto Sagrado, há muitas referências que corroboram com tal assertiva de que Jesus foi, encarnado, 100%  homem (ponto de divergência nessa discussão teológica sadia) Gl 4.4; Mt 1.18 – 2.12; Lc 1.30 – 38; 2.1-20; Rm 1.3; além de muitas outras referências.


Quanto aos teóricos, poderíamos começar citando os Concílios, mas desejo me ater ao pensamento de Tomás de Aquino (1225 – 1274), maior nome do Período da Escolástica.  Em sua “Summa Teológica”, Aquino defende a completa humanidade de Jesus, asseverando que o mesmo não possuía uma natureza semelhante à nossa, pois nossa natureza está comprometida pela presença do pecado original.  Defende a tese de que a natureza humana de Jesus corresponde à natureza humana plena, sem pecado, sem ser “adulterada”; ou seja, a natureza do homem antes da queda.  O pecado deformou a natureza humana; logo, nós que possuímos uma natureza pós queda é que temos uma natureza deformada, enquanto Cristo possuía uma natureza humana plena.

Afirmar que Jesus encarnado não possui uma natureza semelhante à nossa (pós queda) nem uma natureza semelhante a do homem antes da queda é forçar a interpretação de alguns textos para solidificar um conceito “revelado” no século 21.  É aceitar que aquilo que o Senhor não revelou aos Pais da Igreja; aquilo que o Senhor ocultou aos Mestres da Idade Média; aquilo que o Senhor omitiu aos líderes da Reforma e aos mais imponentes teólogos do nosso século; talvez tenha revelado a algum teólogo hoje.  Se isso aconteceu, louvo ao Senhor, pois estou fazendo parte de uma geração que ficará marcada por tal reviravolta nos conceitos cristológicos.  No entanto, prefiro, no momento, ficar com a Teologia Tradicional.  Fico, ainda, com a Teologia Reformada.  Permaneço com a Teologia Pentecostal.

Acredito no Jesus encarnado plenamente Deus e plenamente Homem.  Não há racionalidade; mas, para que tê-la?  Pois na falta dessa tal racionalidade é que se fundamenta o mistério da encarnação.

É o que penso.

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