Senhor, ajude-nos a cairmos sempre prostrados aos seus pés em sinal de constrangimento, submissão e amor!



terça-feira, 26 de julho de 2011

Eklesia X Instituições Para-eclexiásticas

"E Jesus, respondendo, disse-lhe:  Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque
não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a MINHA IGREJA,
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."  (Mt 1617,18)


Tenho observado que muitas pessoas, já há muito tempo, fazem leituras do texto sagrado, comprometida com o conceito prévio.  Daí se tem a interpretação conveniente.  Muitas pessoas  negam a infalibilidade papal, mas afirmam a intocabilidade dos pastores.  Confundem instituições fundadas e dirigidas por pastores (que são para-eclesiásticas) com a Igreja de Cristo.  A Igreja é intocável, inviolável e sem pecado.  Já as instituições para-eclesiásticas.........

Interessante que, para sustentarem atividades que, em alguns casos, comprometem o evangelho genuíno, apegam-se aos textos dirigidos aos pastores da Eklesia (Igreja) - os verdadeiros "anjos do Senhor".  Penso que instituições, tais como Convenções, Associações, Conselhos, Comissões, etc; são para-eclesiásticas e não devem ser confundidas com as prerrogativas da Igreja do Senhor.  Igreja de Cristo é dirigida por Pastores "anjos do Senhor"; instituições que comprometem os pressupostos da Igreja são dirigidas por pastores portadores de credenciais.

Tenho pra mim que as instituições para-eclesiásticas são importantes também, não devendo atrituir a elas o que a Bíblia atribui à Igreja.  Mesmo sabendo que os maiores escândalos acontecem nas instituições para-eclesiáticas reafirmo a importância delas e a importância de sua gestão ser feita por verdadeiros homens de Deus.

Aqui em Angra dos Reis, temos o Conselho de Pastores (CPAR), muito bem dirigido pelo Pr. Pedro Lucena, um homem íntegro e sincero, aliado à nobreza de um grande amigo.  Tenho observado, desde sua posse - num culto em que estive presente -, a vontade, a luta e o desejo do Pr. Pedro Lucena em fazer do CPAR, um conselho que caminhe pelo caminho por que foi proposto.  Sei que por motivos alheios, o CPAR aderiu a um sistema literalmente para-eclesiástico, e que será árduo o trabalho de quem desejar fazer com que ele volte a ser um conselho de homens respeitados e honrados pela vida diária; um conselho de homens que se reúnem para a oração, meditação na Palavra e uma social regada ao amor em Cristo e à amizade sincera.  No entanto, acredito que o Pr. Pedro Lucena está no caminho certo e que tem todas as prerrogativas para fazer essa condução.

A Eklesia não traz problemas, confusões nem exposição do contraditório, até porque não há contraditório.  A Eklesia é a Igreja de Cristo, aquela sobre a qual ele mesmo diz "...minha igreja...".  Ora, a Igreja de Cristo é de Cristo, logo, uma igreja sem problemas, sem dificuldades, sem lutas.  Instituições regadas nos problemas são instituições que lutam para fazer a vontade de Cristo, mas não são de Cristo como o é a Eklesia.

Uma outra instituição para-eclesiástica, sobre a qual me proponho a pensar é a Convenção Geral (CGADB).  Estamos caminhando para o ano de 2013, ano de eleição para a Mesa diretora.  Penso que precisamos pensar numa terceira via, como muito bem tem pregado o Pr. Geremias do Couto.  Acredito nos ideais do Pr. Samuel Câmara, penso até que chegou sua vez.  Acredito na história rica do Pr. José Welington.  Mas sou favorável a uma terceira via nos moldes complartilhado pelo Pr. Geremias do Couto.  Penso que as Instituições para-eclesiásticas devem ser geridas com seriedade para que não sejam alvos fáceis para a "oposição".

São por motivos semelhantes a esses e a crença de que instituições para-eclesiásticas não podem nem devem ser ingualadas à Santíssima Igreja do Senhor Jesus Cristo que continuarei expondo, sempre respeitando pessoas, meus pensamentos sobre ideias, modelos e métodos.

É isso.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

"À sombra do onipotente"

O Salmo 91 é um salmo ímpar em muitos aspectos, inclusive o de sua autoria anônima.  Quanto ao anonimato de sua autoria, cabe ressaltar que a tradição judaica atribui ao autor do salmo anterior a autoria do salmo, cujo autor é desconhecido; destarte, a autoria do Salmo 91 é, conforme a tradição judaica, atribuída a Moisés, que é o autor do Salmo anterior, 90.

Outro ponto de suma importância quanto ao Salmo 91 é a relação de causa e consequência.  A causa está intrínseca ao fato de haver uma submissão incondicional, "Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo...".  Habitar no esconderijo do Altíssimo tem a conotação de se submeter ao Altíssimo.  Morei, por quatro anos, nas dependências do IBAD, e lá havia regras a serem seguidas; depois morei mais quatro anos na casa de um amigo, quando fazia Faculdade de Letras em Minas, e lá também havia regras.  Só habita no esconderijo do Altíssimo, aqueles que conseguem se submeter às regras impostas pelo altíssimo.

Aí, então, está a causa - submissão ao Altíssimo - para se conquistar a consequência, "... à sombra do onipotente descansará."  Descansar à sombra do onipotente é muito mais do que descansar em uma cama após um longo dia de trabalho; é não ter preocupação com os problemas diários.  É não lutar nem batalhar, mas ter a consciência de que sua luta, agora, é a luta do Senhor.  Descansar é descansar.  Não se preocupar com absolutamente nada, pois os que habitam e, por conseguinte cumprem as regras impostas pelo Altíssimo, tendem a descansar à sombra do Onipotente.

Pense nisso.

domingo, 17 de julho de 2011

MASTER TV COMPLETA 10 ANOS. PARABÉNS!

Na noite de ontem, dia 16, sábado, nas dependências do Iate Clube Aquidabã, em Angra dos Reis, foi realizado um coquetel alusivo aos 10 anos da Master TV.  Como presidente da Cooperativa Educacional Capacita (CEDUC), instituição de ensino privado (do maternal ao pré vestibular, localizado à Av. conde Maurício de Nassau, 168 - Jacuecanga - Angra dos Reis, RJ) e parceira da Master TV, fui calorosamente convidado.  Aliás, o convite se deu também por conta da amizade sadia que nutro com o Cássio e sua esposa Fabíola (Diretor e apresentadora do programa "A cada dia", respectivamente), e com a Tassy e Natan Soares (sócia prorpietária e minha aluna no curso médio e Natan, meu aluno na Faculdade). Infelizmente eu, minha esposa e minha filhinha (Graziele de Jesus e Raquel, respectivamente) não pudemos estar no evento por termos um outro compromisso social.

Segue daqui meus sinceros votos de que a Master TV continue nos brindando com uma programação limpa, sólida e voltada para a família.  Desejo, do fundo do coração, que esses dez anos se multipliquem por muitos outos, a fim de que tenhamos entretenimento, boa música e programas maravilhosos.

Meus parabéns!!

É isso.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

SOU ROMÂNTICO! ... NASCI NO SÉCULO ERRADO?

Como professor de Língua Portuguesa e Literatura, confesso que amo as aulas de literatura.  Dentre todas as tendências literárias, sou mais afeiçoado ao Romantismo,  movimento que, pedagogicamente, vai de 1836 com a publicação de "Suspiros Poéticos e Saudades", de Gonçalves de Azevedo; até 1881 com a publicação de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, dando início, assim, ao Realismo.  Confesso que os ideais dos românticos me fazem delirar de prazer.  Dentre as características que compõem esta tendência literária, destaco a evasão e o patriotismo (amor à terra, à Pátria).  A evasão era percebida pela fuga para o passado; o deleite dos momentos de criança.  "Oh! Que saudade que tenho da aurora de minha vida, da minha infância perdida que os anos não trazem mais!", bradava Casimiro de Abreu.  Já o patriotismo, era percebido pela vontade de amar incondicionalmente a terra que os viu nascer e crescer; o êxtase pela liberdade, alcançada  na independência (1822).  Já dizia Gonçalves  Dias, em seu poema que se transformou em hino - Canção do Exílio - em que mostra seu amor pelo Brasil: "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá, as aves que aqui gorgeiam, não gorgeiam como lá".

Fico pasmo ao ler esses poemas, até porque, entendo que há chão que pés de teólogos não pisam; são pisados por pés de poetas; entendo que em muitos casos há mais de Teologia nos escritos poéticos do que em compêndios teológicos ou filosóficos.

Sou romântico! E como tal, trago comigo algumas marcas.  Sou amante da solidão; do está só, só com Deus.  Amo a evasão romântica; a caminhada para um passado em que encontramos a real razão do genuíno evangelho de Cristo; amo a caminhada introspectiva e solitária, pois é nesse chão que encontramos o real motivo que se transforma em mola compulsora para um futuro de triunfo.  Em meio às mazelas da pós modernidade, amo o levantar e caminhar pelo chão poético que me leva à verdadeira Teologia; ao verdadeiro pensar em Deus! 

A evasão é bíblica; está retratada na solidão, no está só, só com Deus.  Veja o que disse o sábio Salomão:  "Melhor é o pouco com o temor do Senhor do que um grande tesouro onde há inquietação.  Melhor é a comida de hortaliça onde há amor do que o boi gordo e, como ele, o ódio..." (Pv. 15.16,17).  É claro que há muitos outros conselhos do sábio, mas esses dois já dá para termos ideia de que os valores de uma espiritualidade sadia acompanham a todos os pouquíssimos que os desejam.

Sou romântico!  E como tal trago algumas marcas.  Sou amante do céu, nossa verdadeira pátria (Fp 3.20).  Há quem diga que não se sente saudade de um lugar em que nunca se esteve, mas eu tenho saudade do céu.  Sei que a doutrina escatológica tem saído dos nossos púlpitos; sei que as atitudes de muitos não condizem com quem acredita no céu; mas eu acredito.  Defendo os ideais do céu, minha Pátria, como um romântico.  Um amante incondicional do espaço que Deus reservou para mim. 

Ainda penso nos dias em que éramos felizes e, talvez, muitos não sabiam.  Penso nos dias dos cultos que recebiam pequenos grupos de pessoas, mas os corações de todos estavam focados no mesmo objetivo: a adoração real e sincera.

Ainda penso nos dias de cultos em "nossa" igreja, onde havia a verdadeira comunidade cristã.

Ainda penso, sou evasivo... ainda penso porque ainda amo... amo minha Pátria!

Nasci no século errado?  Penso que não.  Apenas sou romântico e crente incondicional dos valores cristãos e das promessas, dentre elas, a que cito abaixo:

"Não se turbe o vosso coração, credes em Deus, crede também em mim.  Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.  E quando eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também."    Palavras de Jesus em Jo 14.1-3.

Eis o que penso.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

UM POUCO MAIS SOBRE A "ANGRA EXPO 2011"

Fiz uma análise extremamente pessoal do evento Angra Expo 2011 no post "Vem ai a Angra Expo 2011... Lamentavelmente!".  Neste post, como todos puderam observar, fui brindado por um comentário de um leitor chamado Eduardo Amorim.  Um comentário recheado de rancor, ira, sentimento de poder absoluto.  Um comentário que deixa claro como alguns, munidos do dinheiro público, pensam que ganhar almas para Jesus é fazer o show gospel que fazem.  Sabe o início do carnaval em que as chaves da cidade são entregues ao rei momo?  Pois é, nesses dias de evento, alguns se sentem, literalmente, os donos da cidade, do povo e do evangelho.

Nesse comentário, o amigo irmão fala sobre o anjo da igreja descrito em Ap 2, e os confunde com alguns pastores que portam credenciais e que, em nome dessas credenciais, armam um balcão para negociarem o sagrado.  Preocupo-me com o fim deles!!!

Pois bem, volto a escrever sobre a Angra Expo por dois motivos básicos.  Primeiro, reafirmar que nunca discuti nem me predisponho a uma discussão de nomes, pelo simples fato de respeitar as pessoas e ter na Angra Expo grandes amigos.  O que discuto é o modelo de gestão, tanto na questão administrativa contábil, pois defendo a menor injeção de dinheiro público a fim de que não sejamos presas, pois eles cobram e cobram alto.  Quanto na questão de uma programação que abarque todos os ramos do movimento evangélico.  Amo, e como eu, muitos, a exposição sistemática da Palavra de Deus em que todos fiquem parados atentos ao que está sendo dito.  Eventos semelhantes às Escolas Bíblicas da Assembleia de Deus - Ministério Sul Fluminense.  Porque não temos preletores com esse perfil na Angra Expo?  Por que não incluímos um pastor batista, congregacional, presbiteriano na programação?  Por que não fazemos do evento um evento que abrace todas as denominações a partir de uma mesa de discussão em que todos os ramos denominacionais estejam inseridos?

Segundo, volto a este tema para indicar a todos a leitura do artigo escrito pelo meu amigo particular, pr. e profº Ezequias Amâncio Marins, tirular da Igreja Batista Central na Japuiba intitulado ANGRA EXPO 2011! TÔ FORA!.  Não vou tecer nenhum comentário sobre o artigo para deixá-los com "água na boca"; apenas reafirmo que se trata de uma exposição coerente, sólida e bíblica.

Sobre o centenário de minha denominação, a Assembleia de Deus; já disse e reafirmo que se deveria fazer uma programação em conjunta com todos os ministérios, sem injeção de dinheiro público, na noite do dia 18 de junho, sábado, dia do centenário.

É o que penso!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

UTOPIA POSSÍVEL!!

"Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.  Se envelhecer na terra a sua raiz, e morrar o seu tronco no pó, ao cheiro das águas, brotará e dará ramos como a planta."  (Jó 14.7-10)

Sempre amei aqueles que viveram pouco ou muito (muito mais os que viveram pouco) e conseguiram escrever lindas páginas na história da vida.  Sim! A vida é uma linda história, escrita em várias páginas e capítulos.  Nós somos os escritores.  Tal como as histórias fictícias, desde a Grécia clássica, a história da vida possui as comédias, os dramas e as tragédias.  Particularmente, amo os que escrevem lindas páginas na história de suas vidas!

A patriarca Jó escreveu umas das mais lindas histórias de amor, devoção e crença em Deus.  Após perder quase tudo (em todos os sentidos), se levanta como "Fênix", literalmente das cinzas, e brada o texto supra, reafirmando que a esperança não acabara, pelo seu estado físico-moral-social.  Sua espiritualidade ainda estava sadia.  Sua fé inabalável.  Sua visão cravada, focada, no objetivo pré fixado - adorar a Deus incondicionalmente.

Às vezes me pego pensando nas utopias possíveis.  Possíveis porque nada há de impossível para Deus.  Assim como Jó creu na esperança de um renovo, de uma restauração completa; e para sua época, tendo como pano de fundo sua "miséria" física, moral e social; também passo a expor algumas utopias:

Penso no dia em que o silêncio dos fiéis incomodem os barulhos dos infiéis.

Penso no dia em que a esperança de uma fé sólida vença a vida de holofotes.

Penso no dia em que o amor à cruz sobrepuja a deselegância dos oprimidos.

Penso no dia em que a genuinidade do evangelho seja vivida em sua forma tão plena que não haja espaço para os que mancham a fé.

Penso no dia em que não haja mercadores de fé.

Penso no dia em que os baluartes se posicionarão como únicos defensores das Sagradas Letras, e vençam os que se utilizam dEla para se autopromoverem.

Penso no dia em que Jesus virá e pisará todos aqueles que barganham a fé e a utilizam para o proveito próprio.

Penso no dia em que estaremos no céu com Jesus..... Penso em estar no céu com Jesus!!

Sei que há muitos que vivem a integralidade do Evangelho, hoje, como viveu o patriarca Jó, em seu tempo; e essa é a esperança dos que são sal da terra!!

É isso!  Apenas utopias, possíveis.

sábado, 9 de julho de 2011

Vem aí a Angra Expo 2011! ... Lamentavelmente!

"Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai e chamai carpideiras, para que venham; e mandai procurar mulheres sábias, para que venham também.
E se apressem e levantem o seu lamento sobre nós; e desfaçam-se os nossos olhos em lágrimas, e as nossas pálpebras destilem águas."  (Jr 9.17,18)

A partir do dia 13, quarta-feira, até o dia 17, domingo, segundo o panfleto de propaganda, a Comissão de Pastores de Angra dos Reis (da qual não faço parte, diga-se de passagem) realizará a Angra Expo 2011, com o apoio da Prefeitura de Angra dos Reis.  Sendo muito objetivo: A Prefeitura utilizar-se-á do dinheiro público para custear um evento, cuja realização beira a casa dos seis dígitos antes da vírgula.  Há quem diga que o Conselho de Pastores de Angra dos Reis (do qual não faço parte também) não tem gerência no aludido evento, no entanto, é preciso ressaltar que TODOS os componentes da Comissão de Pastores são membros (alguns até compõem a Mesa) do Conselho de Pastores de Angra dos Reis.  Bom, não quero e não vou entrar no mérito moral dessa suposta ausência na gerência da Expo, mas reafirmar que há homens entendidos nessa cidade e que não se pode subestimar sua inteligência...

O fato é que o histórico político-cristão do aludido evento deixa muito a desejar.  A Angra Expo já deixou há  muito tempo de ser cristã.  Se levarmos em conta os pressupostos do evengelho genuíno de Cristo e os postulados da Angra Expo, perceberemos isso com muita evidência.  Pensemos, ao menos, um ponto: a amálgama entre a política partidária e algumas liderenças evangélicas de nossa cidade.  Convoco todos os homens de bem dessa cidade a fazerem um estudo sistemático sobre a história da igreja cristã que perceberão nitidamente a derrota, o fracasso e a queda da igreja institucional todas as vezes que se aliou ao poder temporal.  É o que acontece em nossa cidade.  Homens que se dizem pastores, "homens de Deus", com pires na mão pedindo e pedindo e pedindo.....  Interessante que nos púlpitos das igrejas, falam sobre a providência de Deus na vida de todos que confiam ardentemente nEle.  Que paradoxo!!!  Há uma dependência de glamour por parte de muitos pastores em Angra, e isto vem através da Angra Expo.

Penso que todos que usufluem do dinheiro público para realização completa de seus eventos não tem moral para subirem em púlpitos e palanques reafirmando o poder e a providência de Deus pelo evento.  Homem de Deus, pastores genuinamente chamados e vocacionados não compactuam com a política partidária muito menos usufluem, em nome de Deus, do dinheiro público.

Deixo algumas indagações para reflexão:

Por que não temos um Conselho de Pastores que abarque os homens de Deus dessa cidade para um café com comunhão, palestras bíblicas, orações e celebrações?

Por que não temos um Conselho de Pastores que seja verdadeiramente de pastores, sem vínculo algum com o poder temporal?  Não defendo a tese de que o pastor não possa receber um político para orar por ele, aconselhá-lo, enfim; muito pelo contrário.  Sou contrário a esse casamento, a essa submissão.

Por que o Conselho de Pastores não se posiciona contrariamente, mas se "esconde" atrás da Comissão de Pastores, permitindo que as falácias sobre tal evento respingam sobre todos os pastores de Angra?

Sou contra a Angra Expo 2011, nesses moldes.  Não vou à Angra Expo 2011!

É isso que penso.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

"FOI MUITO FORTE..."

Como muitos, amantes do evangelho genuíno e bíblico, também fico pensativo e, até certo ponto, estupefato com as aberrações que se cultivam em nome de suposto avivamento.  São os "avivalistas" do século XXI.  Homens que entendem que o avivamento sadio é a expressão maior do movimento, do "reteté" e similares.  São adeptos, então, do pensamento triunfalista; comungam dos pressupostos da teologia da prosperidade.

Há muitas frases de impacto.  O que chamamos na literatura de "lugar comum".  Termos e expressões que levam à prolixidade, ou seja, não levam a lugar algum, apenas enfeitam o discurso sem objetividade (ao menos que o objetivo seja a resposta dos ouvintes na forma de "êxtase").  A expressão que dá título a este artigo é muito usada pelos ditos pregadores.  Mas, o que significa ser"muito forte"?  Seria a explosão de glórias a Deus e aleluia, abraços, mãos levantadas, choro, línguas estranhas, etc e tal?  Seria o choro compulsivo de muitos irmãos por terem seus emocionais atingidos?  Penso, a partir das experiências e convívo com esses pregadores triunfalistas (não que concorde com esse tipo de mensagem, muito pelo contrário) que "foi muito forte" é algo que responda sim à primeira pergunta.

No entanto, a exposição bíblica, por si só, não é muito forte?  O compromisso de se pregar o Evangelho e pregá-lo com seriedade e objetividade, não é muito forte?  Não seria muito forte se ao término da pregação houvesse muitas pessoas chorando e se declarando atingidas pelo poder salvívico de Jesus?  É de se perceber que os valores da pós modernidade, que corrompem a sociedade do nosso século, de certa forma se tem manifestado também na igreja através, dentre muitos, deste tipo comportamental.  Expressões desse tipo só fazem com que o "evangelho" se amesquinhe. 

O evangelho de Jesus é forte por si só.  No último domingo, após o culto, encontrei um amigo que estava ministrando em uma igreja; logo que me viu, disse: "Amigo, foi muito forte hoje, e lá contigo?" ao que respondi: "Sempre é forte".  É o que penso.  Ministrar com sinceridade e seriedade; preocupar-se em preparar uma mensagem nas bases da oração e do estudo sistêmico; falar aquilo que o Senhor quer que se fale ao Seu povo, indubitavelmente, será forte.

A partir daí, então, poder-se-á dizer sempre que "foi muito forte"!

É o que penso.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cem anos de Conquistas e Vitórias!!

A Assembleia de Deus, pioneira no pentecostalismo brasileiro, comemorará amanhã, sábado, dia 18 de junho, cem anos desde seu nascimento.  Cem anos plantando igrejas por esse Brasil a fora, instalando e zelando pela obra social (orfanatos, abrigos, casas de inslusão social, asilos, etc).  Levando uma mensagem sã e conduzindo milhares a Cristo.

Tudo começou quando os missionários Daniel Berg e Gunar Vingren chegaram, provenientes dos Estados Unidos da Améria - sendo Suecos de nascimento -, no dia 19 de novembro de 1910.  No início, foram recebidos pelo pastor metodista Justus Nelson que os conduziu, devido ao fato dos missionários estarem ligados à Igreja Batista na américa, ao pastor Raimundo Nobre, titular da Igreja Batista em Belém.  Ficaram congregando nessa igreja e morando em suas dependências.

Após alguns dias e meses, os missionários começaram a ensinar a doutrina  da "glossolalia" (falar em línguas estranhas) e a hodiernidade dos dons espirituais.  Isto causou um grande transtorno na igreja, pois alguns aceitaram a "nova" doutrina, enquanto outros não aceitaram.  Destarte, os missionários foram expulsos da Igreja Batista no dia 13 de junho de 1911 e, no dia 18 de junho de 1911, juntamente com mais 18 crentes, fundaram a Missão Apostólica da Fé, posteriormente, Assembleia de Deus, tendo como Pastores os seguintes irmãos Daniel Berg e Gunar Vingren.

Desde então, muitos outros missionários provenientes da Suécia e dos Estados Unidos, atracaram em terras brasileiras difundindo, com unção e elegância, a poderosa mensagem pentecostal.  Dentre os missionários, destacamos:  Otto Nelson, Samuel Nystron, Nels Julius Nelson, Samuel Hedlund, Simon Lundgren, Bruno Skolimovski, J. P. Kolenda, Nils Kastberg, Lawrence Olson, Bernard Johnson Jr., dentre muitos outros.

Meu desejo e oração vão no sentido de que possamos escrever para os próximos cem anos, caso Jesus não venha arrebatar sua Igreja, páginas tão lindas como esses pioneiros escreveam.  Que as lutas minúsculas e partidárias sejam enterradas e que os sonhos dos pioneiros sejam realidades presentes nas vidas de nossas lideranças.

Na história da Assembleia de Deus em Angra dos Reis, destaco os nomes de: João Gouveia Martins, Manoel Clementino Gonçalves (Pr. Salles) e Argemiro Pedro Soares, dentre outros.

Uma referência ao meu mestre Pr. João Kolenda Lemos...... 

P.S.  Amanhã, dia 18, dia do centenário, estarei, pela misericórdia do Senhor, pregando no "Louvorzão do Centenário", no bairro de Monsuaba - Angra dos Reis.

P.S.  Ouça o programa "Tarde com a Bíblia", sábado, dia 18, das 12:30 às 13:30 horas.  Todo voltado para o Centenário da Assembleia de Deus.

É isso.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jonh Newton: Amazing grace!!!

Sou adepto a leituras de biografias.  Amo ler sobre a vida daqueles que serviram a uma causa e se entregaram por ela.  Foi assim com Haralan Popov, recentemente, e muitos outros, dentre os tais, Wesley, Sadu Sung, Emílio Conde, Orlando Boyer, e outros.  Todos esses homens viveram sob o manto da humildade e a realização de um chamado incondicional.  Todos escreveram com sangue uma boa parte da história do cristianismo; verdadeiramente, foram homens "dos quais o mundo não é digno"!

Sempre aprendo com eles.  Assim foi com Jonh Newton (24 de julho de 1725 - 21 de dezembro de 1807); um homem que nasceu em um lar, cuja mãe, uma piedosa serva do Senhor, ensinou-lhe o caminho do amor e da devoção ao sagrado.  Dormia ouvindo as músicas de Wass, músicas essas que muito o influenciaram na consciência de uma vida sagrada.  Após perder sua mãe (vítima de tuberculose), aos seis anos, viu-se criado pelo pai, um mercador, homem do mar.  Muito cedo foi para o mar!  Ali viveu toda sua juventude, até se ternar um traficante de escravos.  Era a Inglaterra do século XVIII.

Certa noite, seu navio foi fortemente atingido por uma tempestade.  Logo após ele deixar seu posto no convés, o marinheiro que o substituiu foi arremessado ao mar, morrendo tragicamente.  Após esse incidente, Newton, concluiu que foi somente pela graça do Senhor que ele sobreviveu.  Desde então, passou a servir ao Senhor com seriedade.

Após alguns anos, Jonh Newton foi ordenado Ministro Anglicano e serviu como pastor em Olney.  Ali, Newton teve suas mais ávidas experiências espirituais.  Pastoreou o grande poeta William Cowper; correspondeu-se com o político abolicionista William Wilberforce e foi contemporâneo dos irmãos Wesley.

Dentre suas produções, destaca-se a música "Amazing Grace" (Maravilhosa Graça), cantada por milhões desde o século XVIII.  Interessante que a letra é atribuída a Newton, mas a música é de autoria desconhecida.  Há quem pense que Jonh gravou em sua mente a música entoada pelos escravos nos navios sendo transportados da África para a Europa.  Um gemido inexpremível, sem palavras.  Jonh Newton apenas colocou a letra nessa música que, talvez, nunca tenha saído de sua mente.

Jonh Newton foi, sem dúvida, um grande homem de Deus do qual o mundo não foi digno.  Vale a pena a leitura de sua biografia.  (De Traficante de Escravos a Pregador  - Ed. Fiel)

É isso.