Senhor, ajude-nos a cairmos sempre prostrados aos seus pés em sinal de constrangimento, submissão e amor!



terça-feira, 31 de julho de 2012

Soberania de Deus e livre arbítrio: é possível harmonizar?


Não me proponho, neste artigo, a fazer uma abordagem teológico-acadêmica sobre o assunto em questão, muito embora entenda que qualquer abordagem seja de cunho acadêmico; o que desejo mesmo é apresentar, de forma muito sucinta, a possibilidade ou não de se harmonizar essas posições aparentemente contraditórias.

Li, recentemente, um artigo que afirmava possível acreditar na soberania absoluta de Deus e no livre arbítrio do homem.   É importante salientar que essa discussão remonta aos tempos mais antigos do cristianismo.  Já no primeiro século, os apóstolos e os defensores da fé evangélica enfrentaram esse assunto de tal forma que Paulo, João e Pedro escreveram sistematicamente sobre tal assunto.  Então, se a Bíblia desenvolve o assunto com exaustão, por que discutirmos e desenvolvermos escolas ao longo do tempo?

O que devemos ter em mente é a inspiração total do texto, não sua leitura e interpretação.  Há linhas diferentes de pensamentos que devem ser respeitadas.  Sento-me à mesa e comungo com muitos amigos que pensam diferente de mim sobre tais questões, pois entendo serem, apenas, questões de cunho acadêmico-teológicas.

No entanto, meu pensamento é que a soberania de Deus está acima e rege o arbítrio humano.  Sendo Deus total e indiscutivelmente soberano em suas ações e feitos, não há como aceitar que o homem - passivo no processo - tenha qualquer tipo de atitude que vislumbre participação ativa.  Não há como associar e mesclar a soberania de Deus com o livre arbítrio humano.  Isso não significa que o homem não possa arbitrar em questões institucionalmente pessoal; destarte, fica o homem responsável pelos seus atos, colhendo sempre o que semeia.  Agora, em questões superiores, a palavra final está com Deus.  A doutrina da salvação pertence ao segundo grupo de questões, em que a soberania de Deus sobrepõe às atitudes humanas, pois a salvação é um ato de e em graça; qualquer pensamento contrário, por mínimo que seja, a esse axioma bíblico, faz da salvação um ato meritório, ferindo, assim, os princípios sagrados.

Não podemos ser extremistas, quanto às escolas teológicas.  Alguém disse que o diabo está nos extremos.  Precisamos adotar um meio termo que não comprometa os princípios sagrados.  A soberania de Deus está acima de todas as outras questões.

É isso, por enquanto.

Sola Scriptura.

domingo, 29 de julho de 2012

Findando o Recesso Escolar


Hoje é o último dia do recesso escolar na cidade de Angra dos Reis - RJ.  Foram duas semanas em que pudemos descansar do primeiro semestre letivo, que , confesso, foi muito desgastante.  A cada ano que se passar, percebe-se um acúmulo muito maior de desgaste por parte do corpo docente em relação ao ano anterior.  É perceptível que o corpo discente, a cada ano que passa, se apresenta com mais energia, culminando em atitudes desordenadas tanto em sala de aula como nos corredores das escolas.  A falta de limites por parte da família aliado às amarras por parte de leis que tiram autoridade da Escola e, até mesmo, do corpo docente dentro de sala de aula, desembocam em situações de intensos conflitos. 

Em pensar que alguns políticos pensam em repensar sobre o recesso escolar ao fim do primeiro semestre.  Deveriam repensar sobre o recesso deles, do judiciário, etc e tal.  Mas isso é outro assunto.

O fato é que amanhã estaremos novamente em sala de aula para o início do segundo semestre letivo com a finalidade de levar aos alunos todo nosso respeito, carinho e comprometimento.  Na intenção de chegarmos ao final do ano letivo alcançando os objetivos pré fixados, vamos à luta, companheiros!

Quanto aos alunos da Faculdade Teológica Sul Fluminense - FATESF -, Instituição que tenho o orgulho de dirigir, e aos professores, meus votos são de boas vindas aliados ao prazer e alegria de tê-los conosco sempre.  Temos muito por fazer nesse próximo período; há muitos projetos para realizarmos juntos.  Tenho certeza de que teremos um período muito agradável e promissor.

É isso.

sábado, 28 de julho de 2012

Isso é legalismo?

É incrível como as questões legalistas acompanham-nos desde os primórdios da igreja cristã.  O próprio apóstolo Paulo experimentou isso quando teve que falar na presença do apóstolo Pedro sobre o fato do  mesmo não comer nem beber com os gentios como antes dos da parte dos judeus chegaram ao local de festividade.  Essa postura de Pedro incomodou muito o apóstolo Paulo ao ponto de ele se levantar e falar na presença de todos contra essa atitude.

Hoje em dia também experimentamos as atitudes consequentes dos espíritos legalistas.  Sabemos que o legalismo tem influência em vários campos da religião cristã, quero compartilhar apenas um ponto do legalismo que diz respeito às lideranças eclesiásticas num período de campanha eleitoral.  

Nossos púlpitos muitas vezes negados ao irmãos para cantarem ou ministrarem uma palavra, em nome do sagrado.  Sim!, pois é assim que muitos líderes justificam os membros usarem da palavra num local que não seja o púlpito da igreja.  No entanto, esses mesmos líderes não somente oferecem os púlpitos aos mais variados tipos de políticos mundanos, como também oferecem o microfone para falarem à igreja do Senhor.  

É um tipo de legalismo, sim!  A aparência sendo colocada como mola mestra de espiritualidade.  Há muitos que tomam textos bíblicos, como honrar as autoridades constituídas, para justificarem tais práticas legalistas.

Que o Senhor nos proteja dos tais.

É isso.

Sola Scriptura.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Psicopata Espiritual"


Então é chegada a hora em que os homens se levantarão uns contra os outros na finalidade ímpar de desenvolver um sentimento de rebeldia, conspiração e crescimento em relação àquilo que pensam ser de suma importância para sua vida social?  

Então o momento em que muitos se converterão em seguidores cegos de seus próprios interesses, não interessando a quem possa ferir desde que consigam atingir seus mórbidos desejos pré fixados, é chegado?

Então é chegada a hora em que verdadeiramente os amigos se converterão em simples colegas disseminadores de contendas e dissabores?

Então ... é o fim?

Não.   É quase o fim.  O que se vê, hoje, é o que se pode chamar de "psicopata espiritual".  Aquele ser que fere seu semelhante - que o tinha até mesmo como amigo -, magoa e dissemina a discórdia entre os seus; fere de morte os companheiros e influentes amigos sem que esta atitude o aflija.  É interessante perceber que o sentimento que permeia os corações de muitos nos dias atuais são os mesmos que permearam, desde os tempos mais antigos, os corações dos homens sem Deus e sem princípios morais.  Não há nada de novo em atitudes semelhantes; se você está passando por situações semelhantes a que foi descrita acima, não se preocupe nem se desespere, pois você é mais um dentre muitos ao longo da história humana.

"Psicopata espiritual" são aqueles que professam uma fé viva (ao menos, é o que eles mesmo pregam), uma confiança em Cristo e em seus postulados.  Tentam passar uma espiritualidade incontestável; são homens que se colocam como estando acima de todos em relação à capacidade espiritual e acadêmica (o interessante, é que muitos são inteligentes mesmo); no entanto, cometem atos que distorcem daqueles que pregam.  São inconstantes e inconsequentes.  Ferem, magoam e pisam para conquistar os seus próprios objetivos.  Não importam para os tais, as questões de ética e moral (só as que eles mesmos pregam!).  Isso é possível, porque eles mesmos não sabem o que estão fazendo.  Não são perceptíveis a eles as atrocidades que praticam, muito pelo contrário.  Na concepção deste tipo de pessoa, suas atitudes são de homens corretos; pois não conseguem vislumbrar a partir de uma mente crítica.  Eles fazem o mal, mas na cabeça deles, estão fazendo o que é correto.

Quer saber de uma coisa real?  Há muitos homens assim nos dias atuais.  O evangelho de Cristo "sofre" por homens dessa estirpe.  Caráter comprometido, conversão falsificada, apregoadores de uma graça malbaratada. Na linguagem de C. Swindoll são os "assassinos da graça".  Interessante que o apóstolo Paulo disse que "com os tais nem comais"; ou seja, não devemos ter relacionamento que gere confiança e liberdade.   Dura palavra?  Mas é isso mesmo que Paulo nos ensina.

Se encontrar um por aí, lembre-se do conselho de Paulo.

É isso.

Sola Scriptura.

domingo, 22 de julho de 2012

Batismo em Cristo

"Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados em sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.  Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.  Porque aquele que está morto está justificado do pecado."   (Rm 6.3-7)

A carta de Paulo, o apóstolo, aos Romanos é de difícil interpretação e de uma profundidade doutrinária incontestável. Prova disso é seu impacto na vida de ilustres nomes da história da Igreja Cristã, tais como Martinho Lutero e João Calvino.  Karl Barth dedicou um livro com nada mais que quatrocentas páginas para iniciar seu pensamento sobre o pensamento paulino acerca de doutrinas como justificação, regeneração, salvação, etc.

É notório que muitos defensores da doutrina arminiana ou "semi-arminiana", como gostam de ser chamados alguns amigos particulares, são homens estudiosos e fiéis aos postulados que defendem; mas, confesso que a leitura da carta aos Romanos de forma cuidadosa leva-nos a um caminho de aceitação dos conceitos teológicos reformados.  Não há como discutir os conceitos de regeneração, justificação, salvação e batismo em Cristo na carta aos Romanos sem que aceitemos os pontos reformados.

Quero dedicar este artigo para meditar no conceito de batismo em Cristo, conforme Paulo no texto supra.  Para entender este texto, é preciso nos afastarmos do conceito de batismo em água e com o Espírito Santo, cuja evidência é o falar em outras línguas, conforme creem os pentecostais.  É algo que ultrapassa esse conhecimento.

Sobre batismo, quem muito bem explicou foi Charles Swindoll.  Ele escreve:

"A palavra 'baptizo' tem basicamente a ver com identificação.  Era um termo usado no século I para se mergulhar um veste de cor clara em um corante que era, digamos, vermelho.  Assim que o tecido era mergulhado no corante vermelho, sua identidade era mudada da cor original para o vermelho.  O ato de mergulhar, que resultava na mudança de sua identidade, era chamado de 'baptizo'.  É o termo grego do qual vem a palavra batismo."

Cristo morreu por nós na cruz e ressuscitou dos mortos por nós na sepultura.  Logo, quando cremos na morte e  ressurreição de Jesus, somos mergulhados, 'baptizados' em Cristo.  Temos nossa identidade transformada; somos tingidos pelo corante do sangue de Jesus e passamos a ter sua cor - sua identidade.  O batismo sobre o qual Paulo descreve e defende nesse texto é o batismo da transformação de postura, identidade; o batismo que não parte do homem, mas de Deus.

O batismo em Cristo é o batismo que nos afasta do legalismo e das falácias atreladas às tradições históricas que nos distanciam do sagrado e nos aproxima do profano.  O batismo em Cristo é o batismo da transformação do coração, sobre o qual os profetas do Antigo Testamento tanto falaram quando pregavam a transformação do coração de pedra em coração de carne.  O batismo em Cristo é o batismo das realizações de Cristo na vida do homem.  O batismo da 'metanóia', mudança de rota.

Há muitos batizados em águas, falando outras línguas, mas nunca passaram pelo batismo em Cristo.  É óbvio que outros muitos experimentam o batismo em águas, falam em outras línguas e passaram pelo batismo em Cristo; no entanto o que se depreende do texto bíblico é o fato de atentarmos para o primeiro, principal e verdadeiro batismo, o batismo em Cristo.  Sem este não há salvação.

É isso. 

Sola Scriptura.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Homem de Deus!

Ao longo de minha história, aprendi com a experiência própria, com a leitura de inúmeras boas literaturas, com as aulas memoráveis de professores da estirpe de João Kolenda Lemos, Samuel Câmara, Ruth Dorris Lemos, Justino Légua Sashimbombo, Cláudio Rogério dos Santos, dentre muitos outros; que o homem de Deus não  tem o direito moral e espiritual de se portar como uma criança na fé.  Passar por momentos difíceis que o conduzem ao ciclo de lágrimas e indecisões, faz parte da história; no entanto, não se pode aceitar que a vivência nesse ciclo seja notória, diretiva e permanente.

Aprendi, também, que o homem de experiências com Deus não tem o direito de passar adiante atitudes que o levam ao descaso e às inconsequências.  Homem de Deus é sério em suas ações, e tais não coadunam com atitudes semelhantes as de humanistas sem Cristo.

Foi numa reunião, no ano de 1993, no Seminário, que ouvi a famosa (nem tanto assim!) frase:  "O verdadeiro homem de Deus come sapo e arrota camarão"; ou seja, suas ações nem sempre serão reflexos daquilo que delineia suas convicções.  Calma que isso não tem nada a ver com hipocrisia, e sim, com postura.  Há momentos em que ele enfrenta situações de dificuldades que o levam ao ciclo das lágrimas, no entanto, ele sabe o local de chorar e derramar suas lágrimas - aos pés do Senhor!.  Na presença da igreja e das ovelhas, ele, independente das circunstâncias se apresenta como um homem alegre, feliz e seguro.

Há um exemplo bíblico dessa verdade.  Aliás, há muitos exemplos, mas sobre o qual desejo fazer uma rápida leitura, está em 2 Reis 4.8-37.  O texto trata da mulher sunamita e o profeta Eliseu. Ela não tinha filhos e cuidava do homem de Deus como um ministério.  Ao passo que Eliseu perguntou ao seu servo sobre a mulher que lhe fazia tão bem e soube que ela não tinha filhos.  O profeta disse a mulher que no percurso de um tempo ela abraçaria seu próprio filho.  Isso aconteceu plenamente.  No entanto, quando o menino já contava com cerca de oito anos de idade, veio a falecer.  A mulher deixou o menino deitado sobre sua cama e foi em busca do homem de Deus. Que cena!  Uma mulher completamente abalada tanto no aspecto físico,social quanto no aspecto religioso. Ela, humanamente falando, tinha todos os motivos para gritar, chorar, enfim; mas o que ela fez?  Foi ao HOMEM DE DEUS.  A todos que lhe perguntavam algo, ela respondia "vai tudo bem".  Que postura de fé madura, de responsabilidade, de crença em Deus.  O mesmo Deus que tira a vida é o Deus que dá; pode até ressuscitar dos dentre os mortos.

Vai tudo bem?  O homem de Deus ao ouvir essa pergunta, não pede ao seu interlocutor para sentar-se ao seu lado e despeja sobre o tal um caminhão de problemas, não...  muito pelo contrário, ele responde "vai tudo bem, sim,comigo e com minha casa"; pois o homem de Deus sabe onde ele tem que chorar.
   

Infelizmente, o que vemos hoje, são muitos se passando por homens de Deus, quando na verdade mesmo são meras peças no tabuleiro da história humana.  Homem de Deus é um ser seguro, de ações simples; que sabe o que quer.

O Senhor procura homens de tais estirpe!

Sola Scriptura!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Despertar da Graça



Um livro que marcou toda uma geração nos idos de 1990.  Tive o privilégio de lê-lo em sua primeira publicação em língua portuguesa.   Esta semana, estou relendo esta obra magnífica, escrita pelo renomado Pr. Charles Swindoll.  Houve algumas alterações para responder às expectativas dessa nova geração.

Trata-se de uma obra que desenvolve o tema da graça sob a perspectiva bíblica, principalmente os conceitos paulinos descritos na carta aos Romanos.  Assevera sobre a doutrina da graça que sobrepõe aos postulados das obras e da salvação pelos méritos pessais.  Resgata a ideia de que essa "batalha" remonta há tempos remotos e cita, inclusive, a Reforma Protesante, em que era nítida a ideia de uma salvação meritória.

Outro ponto a se considerar é uma crítica acirrada aos postulados e aos defensores da teologia da prosperidade e do humanismo, cujas tendências perpassam pela ótica e caminhos do antropocentrismo religioso, que centraliza o homem e seus pseudos valores em detrimento à soberania e sonhorio de Cristo.

Vale a pena a leitura.  Eu recomendo.

É isso.  Sola Scriptura.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Doutrina X Escolas Teológicas

Há pessoas que confundem o que é essencial daquilo que não seja essencial.  Lembro-me que li um livro na época de seminário,intitulado "Opções Contemporâneas na Escatologia", de Millard J. Erickson, Editora Vida Nova; em que o autor cita uma frase interessante:


"Nas questões essenciais, que haja unidade;
Nas questões não essenciais, que haja liberdade;
Em todas as questões, que haja caridade."


Penso que esse seja o caminho.  Liberdade quanto às escolas teológicas; unidade quanto à sã doutrina e caridade, respeito e harmonia em todas as questões.  


Percebo muitos fazendo de sua opção teológica (exemplo, calvinismo x arminianismo; pré tribulacionismo x pós tribulacionismo, etc),verdadeiro "cavalo de batalha", criando até mesmo inimizades.  Penso que devemos estudar as escolas teológicas, submeter-nos àquelas pelas quais somos convencidos; estruturarmos um pensamento sólido, coeso e sério; no entanto precisamos estar abertos,respeitosamente, para aqueles que não pensam da forma como pensamos.  Há a necessidade mais que urgentes de amadurecermos filosófico e teologicamente para entendermos que nossa guerra é para a manutenção da Sã Doutrina.  Por esta devemos lutar incansavelmente; morrermos, caso seja necessário.

A submissão incondicional à Sã Doutrina é nosso norte, pois ela é a base da salvação de nossas almas; é a bússola que nos orienta ao céu; é o caminho que nos conduz à santidade diária, crescente e envolvente.  A Sã Doutrina é objetiva, clara, perene e está fechada nas Escrituras Sagradas.

Já as escolas teológicas são estudos, linhas de pensamentos, estruturas coesas e coerentes que servem de ferramentas para um entendimento maior e mais amplo da Doutrina de Cristo.  Primeiro, parte-se de uma Doutrina, para, então, firmar os pensamentos e escolas teológicas.

Não se pode duvidar do retorno de Jesus para buscar os salvos.  Isso é Doutrina.  No entanto, se esse retorno acontecerá antes ou depois da Grande Tribulação pertence aos estudos teológicos, daí, ter-se várias escolas teológicas.  As escolas teológicas, portanto, estão ligadas à Doutrina no que tange à percepção e objeto de estudo; mas, sobretudo, estão submissa à Doutrina.

Portanto,

Nas questões de doutrina, unidade;
Nas questões de escolas teológicas, liberdade;
Em todas as questões, caridade.

É isso.

Soli Deo Glória!

sábado, 7 de julho de 2012

Orar continua sendo importante

"Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto janelas abertas da banda de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer."   (Dn 6.10)

Há pessoas predispostas a se enquadrarem em lugares comuns, inclusive no que tange a vida espiritual.  Muitos se acostumam com uma vida sem oração.  Não dão crédito à importante mensagem bíblica sobre a relevância de uma vida de estreito contato com o Senhor através da oração.

O texto supra é referência no Antigo Testamento.  Trata da vida de Daniel; um verdadeiro exemplo de fé, "ambição" espiritual e, acima de tudo, comunhão com o Senhor.  Seu povo estava no cativeiro babilônico - ele mesmo havia sido levado na primeira deportação, cerca de 606 a.C. - completamente   sem esperança e sem paz no coração.  Daniel, que fora levado pelo Senhor para o Palácio, pôs em seu coração não se adaptar às situações e conveniências palacianas.  Além de posturas éticas e morais, Daniel manteve o hábito bom de orar por três vezes durante o dia ao Senhor.

Sei que muitos perderam, ao longo da vida espiritual, o hábito de orar.  Fazem-se orações habituais -"lugares comuns" - em que se percebe a conveniência.  Não há mais a prática de orar ao Senhor por tempo já determinado e fixado para desembocar em uma vida espiritual sadia e fecunda.  Isto tem levado nossa geração a uma insignificância espiritual sem precedente.  A falta de oração produz vida  sem ardor; carvão, e não brasas vivas.  Nossa geração mergulhada no desespero espiritual é reflexo de um "cristianismo" sem a disciplina da oração.

Talvez seja pelo fato de que é muito mais fácil a submissão às conveniências do que a luta retumbante da oração diária e ininterrupta.  Incrível, como muitos dizem que oram sempre, mas "em espírito".  Justificando com isso a falta de dobrar literalmente seus joelhos ao Senhor e interceder tal como um sacerdote.  Orar pela madrugada?  Muito mais difícil ainda.

Douglas Bond, um presbítero presbiteriano, disse em seu livro "A poderosa fraqueza de John Knox" que "Nem todos são chamados para pregar ou pastorear, mas todo cristão é conclamado a orar".  Certa vez perguntaram a rainha Mary Guise qual era seu temor, ao que ela respondeu: "Tenho mais medo das orações de Knox do que de um exército de dez mil homens".  Tal era a influência deste homem que revolucionou a Escócia!

Conta a história que o genro de Knox, casado com Elizabeth, sua filha caçula, chamado John Welch foi acusado e condenado por não se submeter às ordens do governo que encarava orei James I como o cabeça da igreja em detrimento a Jesus.  Sua esposa, Elizabeth, foi ao rei em audiência em favor de seu marido.  O rei disse a ela que se ela persuadisse seu esposo a se submeter à sua autoridade acima da igreja, libertaria Welch.  Elizabeth, conhecendo sua fé e a bravura de seu esposo, disse ao rei:  "Vossa Majestade, por favor.  Prefiro receber a cabeça dele aqui".

John Welch gastava tanto tempo ajoelhado em oração sobre o chão gelado das prisões que em seus últimos anos perdera toda a sensibilidade nos joelhos.  Uma verdadeira vida de oração e intercessão ao Senhor.

Que o Senhor nos levante como verdadeiros homens de oração.  A vida de oração produz homens de Deus; homens que se diferenciam dos falsos profetas; homens que não aceitam as falácias de paroleiras; homens compromissados com o sagrado e com as verdades pertinentes à salvação.

Sejamos tais homens!

É isso.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Às portas de um avivamento!

Tenho observado um agir de Deus muito especial (desculpe-me a força de expressão, pois não há agir de Deus que não seja especial) nos dias atuais.  É sabido que o evangelho engodado tem sido servido e apresentado ao povo como se fosse o evangelho sadio do Senhor; é sabido, por conseguinte, que, como consequência dessa maléfica amálgama, tem surgido uma igreja (em tese) decadente pregando um Cristo sem cruz e obtendo um povo sem santidade.  Sim!  É sabido que tudo isso é verdade, mas...

Mas tenho observado um agir especial da parte de Deus.  Isto me leva a crer que estamos às portas de um avivamento; daqueles que, percebemos pela leitura da história da Igreja, acontece de tempos em tempos.  Não estou afirmando que não haja avivamento permanente, muito pelo contrário, pois acredito que sempre, em todas as épocas, houve homens (em minoria, claro) que permaneceram fiéis e não "dobraram os joelhos diante de Baal".   O que quero afirmar é que de tempos em tempos houve um avivamento que despertou toda uma massa.  Um avivamento do tipo especial, que leva-nos a ficar "boquiabertos" com o calor que nos queima por dentro a nos impele a práticas genuinamente bíblicas.

Desde muito tempo prego o Evangelho do Senhor, mas estou experimentando algo novo.  Já faz uns quinze dias que ministrei a Santa Palavra do Senhor em uma determinada Igreja Evangélica; uma mensagem de pura reflexão; e o povo chorava, gemia literalmente.  O que mais chama minha atenção é o fato de eu ter sido abordado ontem por uma pessoa que estava naquele culto e ela me dizer que ainda há muitas pessoas comentando sobre a mensagem e fazendo reflexões profundas; externando sentimentos que desembocam em mudanças de comportamentos; reafirmando a fé em Cristo e declarando a necessidade de obedecer o evangelho genuíno do Senhor.

Tenho percebibo que outros homens de Deus sérios, comprometidos com a Palavra e o Deus da Palavra têm falado sobre a mesma experiência.  Isso é algo maravilhoso, pois, quem sabe, faremos parte de uma geração que experimentará um avivamento semelhante ao que aconteceu no período da Reforma, dos Puritanos, entre os Morávios, na Rua Azuza.......   Que o Senhor nos abençõe.

É isso.  Soli Deo Gloria!