Senhor, ajude-nos a cairmos sempre prostrados aos seus pés em sinal de constrangimento, submissão e amor!



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eu continuo dizendo: NÃO!


Não tenho por objetivo nem pretensão alguma indicar aos meus leitores o melhor candidato, o melhor partido ou a melhor ideologia nestas eleições; muito pelo contrário, no entanto, proponho-me a indicar o pior partido e a pior ideologia que estão em voga.  Isto por que muitos ainda não sabem, por questões várias, os pressupostos que sustentam um partido como o Partido Comunista do Brasil - PC do B.

Não vou fazer uma narração histórica desse partido e o quão foi destrutivo para a história da igreja de Jesus Cristo.  Não vou descrever as histórias horrendas de morte e destruição de famílias escritas por esse partido ao longo da história.  Não vou expor os malefícios e as mazelas de um partido, cuja estrutura fundamental é o comunismo à luz do radicalismo religioso.  Não o farei porque meu desejo é que o estudo e a pesquisa sirva de lições basilares para cada um que queira se aventurar.

Posso e quero expor que o comunismo sempre se portou como um inimigo de todos aqueles que professam a fé em Jesus Cristo; posso afirmar que há incompatibilidade em servir a Cristo e defender seus ideais a ao mesmo tempo votar, associar ou se filiar a um Partido Comunista.  Sei que muitos podem afirmar que não existem mais essa questão de ideologia, o que me parece verdadeiro mesmo, pois fico abismado com a Senhora Jandira Feghali (PC do B/ RJ) aparecer na televisão pedindo voto para um candidato a prefeito do PP; dentre muitos outros absurdos; no entanto, se esse pensamento condiz com a verdade - o de não haver hoje essa questão de ideologia política -, penso que seria mais um ingrediente positivo para que nos afastemos de tudo que se relaciona com o comunismo.

Como Pastor Evangélico, com muito orgulho (1 Tm 1.12), exponho minha insatisfação e repúdio ao ver pessoas que se dizem cristãs filiadas ao Partido Comunista.  Parece-me que esses homens não têm um mínimo de conhecimento da história recente da igreja cristã. Volto a dizer, não há compatibilidade entre comunismo e cristianismo.  Ou somos cristãos, defensores dos ideais de Cristo, amantes da Bíblia Sagrada ou somos adeptos ao comunismo.

Continuo dizendo: Não!  Não ao comunismo; não aos que são filiados a partidos comunistas; não às armas de Satanás para lutar contra a Igreja do Senhor.  Digo não e conclamo a todos os leitores cristãos a não votarem no partido comunista nem em seus candidatos, mesmo que seus candidatos se digam crentes, pois não o são, são lobos no meio do redil vestidos de ovelhas.

É isso.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

1º Encontro de Teologia Reformada - PETRA


Confesso que estou ansioso pelo Encontro de Teologia Reformada que será realizado a partir de sábado, dia 22, estendendo até o domingo, dia 23, sob a realização das Igrejas Presbiterianas do Brasil em nossa cidade - igrejas estas que pertencem ao Presbitério de nossa região. A coordenação desse evento cabe a três homens experientes e sinceros na obra de Cristo: Rev Anderson Silva, Rev. Antônio Dusi e Rev. Ederson Felix.  Ressalta-se, ainda, que o evento acontecerá no espaço Serenar.

Quero destacar apenas uma razão, dentre muitas, para este anseio quase que incontrolável pelo início do PETRA; além, óbvio, de ser um momento de congratulação entre os irmãos:

É uma vitória, ou mais uma vitória de todos aqueles que amam o estudo sistêmico de uma teologia genuinamente bíblica; diga-se de passagem, algo que necessitamos como nunca!  O Encontro PETRA oferecerá aos participantes a possibilidade de ouvir homens preparados que desde muito tempo desenvolvem um trabalho na área da educação cristã e teológica por esse Brasil à fora e exterior; trata-se de homens com um currículo "invejável", capaz de fazer frente com muitos palestrantes de renome.  Digo tudo isso sobre os palestrantes para informar ao amigo leitor que estamos sendo brindados pelo Senhor, na instrumentalização das Igrejas Presbiterianas do Brasil em nossa região, de participarmos de um evento de tamanha envergadura que até pouco tempo atrás somente os grandes centros eram servidos por esse privilégio.  Estamos sendo servido por um prato que os grandes eventos servem.  Não precisaremos sair de nossa cidade para ouvirmos homens de tamanha envergadura no que tange ao estudo qualificado sobre os temas propostos.

Sabe o que isso significa? Significa que estamos no caminho certo!  Angra está entrando de uma vez por todas no calendário dos grandes eventos da educação teológica.  A Assembleia de Deus - Min. Sul Fluminense -, através de sua Faculdade Teológica Sul Fluminense - FATESF -, realiza anualmente sua Escola Bíblica; a Assembleia de Deus - Min. de Madureira -, realiza anualmente seu EBOM; a Igreja Batista - IBACEN -, constantemente realiza seminários marcantes e profundos, a isto se soma outros eventos na área da educação que coloca nossa cidade no caminho do desenvolvimento progressivo de uma educação sólida que culminará num evangelho sem engodo.

E agora para coroar, e coroar com coroa de ouro mesmo, as Igrejas Presbiterianas do Brasil, através do Presbitério de nossa região, realiza aquele que será, cremos e para isto oramos, o maior evento da Teologia Reformada em nossa cidade de Angra dos Reis.

Cremos piamente num retorno aos ideais da reforma, cremos nos ideais da Teologia Reformada, cremos numa mudança radical dos princípios norteadores da fé para o século XXI, e cremos que essa mudança se dará pela educação da Teologia Reformada.

Espero por você, ok?

Abraços,

É isso.

domingo, 16 de setembro de 2012

Um rápido pensamento sobre a política

Está se aproximando um momento muito importante para todos os cidadãos brasileiros, exercer sua cidadania, votando para ajudar a eleger os vereadores que representarão o povo na Câmara (ao menos em tese) e o prefeito que executará as leis.  

Sabe?  Confesso que o que mais me preocupa, e preocupa também os homens de bens, é esse período que precede as eleições, por tudo que o envolve.  Sabe de outra coisa?  Confesso que me preocupa muito o envolvimento cada vez mais crescente de líderes eclesiásticos com o poder temporal.   Bom, entendo que o homem é um ser político e que lideranças eclesiásticas exercem influências, pois são formadores de opinião; no entanto, o que nos preocupa muito é a forma leviana, heterodoxa e menos evangélica com que esse envolvimento é caracterizado. 

Cada vez mais percebemos a graça de Cristo se tornar para muitos uma "graça malbaratada", como    pregou Dietrich Bonhoffer nos idos de 1940.  Eles aram um balcão e negociam o sagrado; encaram as ovelhas como eleitores e as negociam.  Que o Senhor nos proteja para os poucos que ainda existem não se permitam entrar por esse caminho aparentemente sem volta.

É isso... por enquanto.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Prega a palavra!


"Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos
e os mortos, na sua vinda e no seu Reino,
que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas,
repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina."
(1 Tm 4.1,2)

Desde os primórdios dos tempos apostólicos, percebe-se a preocupação com a pregação genuína da Palavra.  A pregação sem mistura, sem engodo e sem conveniência; a pregação pura, simples e objetiva.  O mesmo sentimento houve, também, por parte dos reformadores.  A importância da Reforma deu-se muito pela ministração pura da Palavra do que por qualquer outra ação.  Um dos "solas" da Reforma, inclusive, foi o Sola Scriptura; Somente a Escritura.

Interessante que percebemos nos dias atuais, muitos se dizendo e se portando como pregadores, mas que fogem às ordenanças bíblicas e aos postulados dos pais da igreja e dos reformadores.  Percebemos um abandono total da pregação séria, um apego às fábulas e tradições em detrimento ao texto sagrado.  O bom pregador para muitos não é aquele que, em oração e seriedade, prepara um sermão respeitando todas as regras da hermenêutica aliado à submissão do senhorio de Cristo na mensagem; muito pelo contrário, o que se percebe são muitos sendo ovacionados por que fazem do púlpito um palco de show pirotécnico com uma oratória brilhante, mas encharcada de fábulas profanas e tradições alienadas.

Ontem, ouvi um pregador (conceituadíssimo no cenário evangélico) afirmar que o homem fora criado por Deus sendo árvore com dez raízes, ou seja, o homem antes de receber o fôlego de vida, era uma árvore plantada no chão pelas dez raízes, que seriam seus futuros dez dedos.  O pior de toda essa afirmação é que ele justificou com dois textos bíblicos (Sl 1.3; Mc 8.24), enfatizando que uma prova estava no Antigo Testamento e outra no Novo Testamento.  Que heresia!  Não precisa ser um exegeta bíblico nem um profundo conhecedor para entender que esses dois textos não justificam tal ideia, pois os textos apresentados trazem o elemento comparativo "como", que tem a conotação de semelhante.  Vamos aos textos:

"Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará."

"E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens, pois os vejo como árvores que andam."

Sabe o que mais me chama atenção?  O fato de muitos irmãos saírem do templo regozijando com a mensagem.  Falta-nos a crítica construtiva, a crítica bereana.

O tal pregador foi mais além na sua ânsia de profanar o púlpito santo, afirmando que o Senhor Jesus é inferior ao Pai.  Utilizando de uma palavra lógica e, aparentemente, coerente, afirmou que tudo acontece primeiro na mente para que, posteriormente, se historifique; desta forma, a mente era Deus - em Gênesis 1- que pensou a criação, idealizando-a; a partir daí, ele usa a palavra, o verbo, para historificar sua ideia.  Nesse momento, ele cita João 1.1 para afirmar que o verbo é Jesus.  A heresia estava por vir, e confesso que não consegui conceber a ideia de que ele falaria o que falou.  O tal pregador afirmou que Deus fez todas as coisas pensando primeiro e usando o verbo - Jesus - para historificar sua ideia, no entanto, quando foi para fazer o homem, coroa da criação, ele não usou o verbo - Jesus -, muito pelo contrário, ele fez sozinho, com suas próprias mãos, deixando claro que no "haja" que precede a criação do homem, Jesus participa como agente secundário, mas na criação do homem, como seria o ápice de sua obra, Ele não precisaria de agente secundário, pois criaria sua "obra primária".  Enquanto isso, a igreja "delirava" como quem estava recebendo e entendendo tudo.

Sabe?  No pensamento dele, e uma questão de causa e efeito.  A causa é Deus, o efeito é o verbo - Jesus.  Poderia citar muitos textos que apresentam Jesus sendo Deus, inclusive João 1.1., não o farei porque sei que a base da doutrina evangélica é aceitar a divindade de Cristo.  Mas fico muito preocupado com a massa de manobra que vão para o templo na finalidade de adorar a Cristo e O maldizem quando concordam - a partir do glória a Deus e aleluia - com essas aberrações.

É isso.

Sola Scriptura.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Soberania de Deus e livre arbítrio: é possível harmonizar?


Não me proponho, neste artigo, a fazer uma abordagem teológico-acadêmica sobre o assunto em questão, muito embora entenda que qualquer abordagem seja de cunho acadêmico; o que desejo mesmo é apresentar, de forma muito sucinta, a possibilidade ou não de se harmonizar essas posições aparentemente contraditórias.

Li, recentemente, um artigo que afirmava possível acreditar na soberania absoluta de Deus e no livre arbítrio do homem.   É importante salientar que essa discussão remonta aos tempos mais antigos do cristianismo.  Já no primeiro século, os apóstolos e os defensores da fé evangélica enfrentaram esse assunto de tal forma que Paulo, João e Pedro escreveram sistematicamente sobre tal assunto.  Então, se a Bíblia desenvolve o assunto com exaustão, por que discutirmos e desenvolvermos escolas ao longo do tempo?

O que devemos ter em mente é a inspiração total do texto, não sua leitura e interpretação.  Há linhas diferentes de pensamentos que devem ser respeitadas.  Sento-me à mesa e comungo com muitos amigos que pensam diferente de mim sobre tais questões, pois entendo serem, apenas, questões de cunho acadêmico-teológicas.

No entanto, meu pensamento é que a soberania de Deus está acima e rege o arbítrio humano.  Sendo Deus total e indiscutivelmente soberano em suas ações e feitos, não há como aceitar que o homem - passivo no processo - tenha qualquer tipo de atitude que vislumbre participação ativa.  Não há como associar e mesclar a soberania de Deus com o livre arbítrio humano.  Isso não significa que o homem não possa arbitrar em questões institucionalmente pessoal; destarte, fica o homem responsável pelos seus atos, colhendo sempre o que semeia.  Agora, em questões superiores, a palavra final está com Deus.  A doutrina da salvação pertence ao segundo grupo de questões, em que a soberania de Deus sobrepõe às atitudes humanas, pois a salvação é um ato de e em graça; qualquer pensamento contrário, por mínimo que seja, a esse axioma bíblico, faz da salvação um ato meritório, ferindo, assim, os princípios sagrados.

Não podemos ser extremistas, quanto às escolas teológicas.  Alguém disse que o diabo está nos extremos.  Precisamos adotar um meio termo que não comprometa os princípios sagrados.  A soberania de Deus está acima de todas as outras questões.

É isso, por enquanto.

Sola Scriptura.

domingo, 29 de julho de 2012

Findando o Recesso Escolar


Hoje é o último dia do recesso escolar na cidade de Angra dos Reis - RJ.  Foram duas semanas em que pudemos descansar do primeiro semestre letivo, que , confesso, foi muito desgastante.  A cada ano que se passar, percebe-se um acúmulo muito maior de desgaste por parte do corpo docente em relação ao ano anterior.  É perceptível que o corpo discente, a cada ano que passa, se apresenta com mais energia, culminando em atitudes desordenadas tanto em sala de aula como nos corredores das escolas.  A falta de limites por parte da família aliado às amarras por parte de leis que tiram autoridade da Escola e, até mesmo, do corpo docente dentro de sala de aula, desembocam em situações de intensos conflitos. 

Em pensar que alguns políticos pensam em repensar sobre o recesso escolar ao fim do primeiro semestre.  Deveriam repensar sobre o recesso deles, do judiciário, etc e tal.  Mas isso é outro assunto.

O fato é que amanhã estaremos novamente em sala de aula para o início do segundo semestre letivo com a finalidade de levar aos alunos todo nosso respeito, carinho e comprometimento.  Na intenção de chegarmos ao final do ano letivo alcançando os objetivos pré fixados, vamos à luta, companheiros!

Quanto aos alunos da Faculdade Teológica Sul Fluminense - FATESF -, Instituição que tenho o orgulho de dirigir, e aos professores, meus votos são de boas vindas aliados ao prazer e alegria de tê-los conosco sempre.  Temos muito por fazer nesse próximo período; há muitos projetos para realizarmos juntos.  Tenho certeza de que teremos um período muito agradável e promissor.

É isso.

sábado, 28 de julho de 2012

Isso é legalismo?

É incrível como as questões legalistas acompanham-nos desde os primórdios da igreja cristã.  O próprio apóstolo Paulo experimentou isso quando teve que falar na presença do apóstolo Pedro sobre o fato do  mesmo não comer nem beber com os gentios como antes dos da parte dos judeus chegaram ao local de festividade.  Essa postura de Pedro incomodou muito o apóstolo Paulo ao ponto de ele se levantar e falar na presença de todos contra essa atitude.

Hoje em dia também experimentamos as atitudes consequentes dos espíritos legalistas.  Sabemos que o legalismo tem influência em vários campos da religião cristã, quero compartilhar apenas um ponto do legalismo que diz respeito às lideranças eclesiásticas num período de campanha eleitoral.  

Nossos púlpitos muitas vezes negados ao irmãos para cantarem ou ministrarem uma palavra, em nome do sagrado.  Sim!, pois é assim que muitos líderes justificam os membros usarem da palavra num local que não seja o púlpito da igreja.  No entanto, esses mesmos líderes não somente oferecem os púlpitos aos mais variados tipos de políticos mundanos, como também oferecem o microfone para falarem à igreja do Senhor.  

É um tipo de legalismo, sim!  A aparência sendo colocada como mola mestra de espiritualidade.  Há muitos que tomam textos bíblicos, como honrar as autoridades constituídas, para justificarem tais práticas legalistas.

Que o Senhor nos proteja dos tais.

É isso.

Sola Scriptura.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Psicopata Espiritual"


Então é chegada a hora em que os homens se levantarão uns contra os outros na finalidade ímpar de desenvolver um sentimento de rebeldia, conspiração e crescimento em relação àquilo que pensam ser de suma importância para sua vida social?  

Então o momento em que muitos se converterão em seguidores cegos de seus próprios interesses, não interessando a quem possa ferir desde que consigam atingir seus mórbidos desejos pré fixados, é chegado?

Então é chegada a hora em que verdadeiramente os amigos se converterão em simples colegas disseminadores de contendas e dissabores?

Então ... é o fim?

Não.   É quase o fim.  O que se vê, hoje, é o que se pode chamar de "psicopata espiritual".  Aquele ser que fere seu semelhante - que o tinha até mesmo como amigo -, magoa e dissemina a discórdia entre os seus; fere de morte os companheiros e influentes amigos sem que esta atitude o aflija.  É interessante perceber que o sentimento que permeia os corações de muitos nos dias atuais são os mesmos que permearam, desde os tempos mais antigos, os corações dos homens sem Deus e sem princípios morais.  Não há nada de novo em atitudes semelhantes; se você está passando por situações semelhantes a que foi descrita acima, não se preocupe nem se desespere, pois você é mais um dentre muitos ao longo da história humana.

"Psicopata espiritual" são aqueles que professam uma fé viva (ao menos, é o que eles mesmo pregam), uma confiança em Cristo e em seus postulados.  Tentam passar uma espiritualidade incontestável; são homens que se colocam como estando acima de todos em relação à capacidade espiritual e acadêmica (o interessante, é que muitos são inteligentes mesmo); no entanto, cometem atos que distorcem daqueles que pregam.  São inconstantes e inconsequentes.  Ferem, magoam e pisam para conquistar os seus próprios objetivos.  Não importam para os tais, as questões de ética e moral (só as que eles mesmos pregam!).  Isso é possível, porque eles mesmos não sabem o que estão fazendo.  Não são perceptíveis a eles as atrocidades que praticam, muito pelo contrário.  Na concepção deste tipo de pessoa, suas atitudes são de homens corretos; pois não conseguem vislumbrar a partir de uma mente crítica.  Eles fazem o mal, mas na cabeça deles, estão fazendo o que é correto.

Quer saber de uma coisa real?  Há muitos homens assim nos dias atuais.  O evangelho de Cristo "sofre" por homens dessa estirpe.  Caráter comprometido, conversão falsificada, apregoadores de uma graça malbaratada. Na linguagem de C. Swindoll são os "assassinos da graça".  Interessante que o apóstolo Paulo disse que "com os tais nem comais"; ou seja, não devemos ter relacionamento que gere confiança e liberdade.   Dura palavra?  Mas é isso mesmo que Paulo nos ensina.

Se encontrar um por aí, lembre-se do conselho de Paulo.

É isso.

Sola Scriptura.

domingo, 22 de julho de 2012

Batismo em Cristo

"Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados em sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.  Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado.  Porque aquele que está morto está justificado do pecado."   (Rm 6.3-7)

A carta de Paulo, o apóstolo, aos Romanos é de difícil interpretação e de uma profundidade doutrinária incontestável. Prova disso é seu impacto na vida de ilustres nomes da história da Igreja Cristã, tais como Martinho Lutero e João Calvino.  Karl Barth dedicou um livro com nada mais que quatrocentas páginas para iniciar seu pensamento sobre o pensamento paulino acerca de doutrinas como justificação, regeneração, salvação, etc.

É notório que muitos defensores da doutrina arminiana ou "semi-arminiana", como gostam de ser chamados alguns amigos particulares, são homens estudiosos e fiéis aos postulados que defendem; mas, confesso que a leitura da carta aos Romanos de forma cuidadosa leva-nos a um caminho de aceitação dos conceitos teológicos reformados.  Não há como discutir os conceitos de regeneração, justificação, salvação e batismo em Cristo na carta aos Romanos sem que aceitemos os pontos reformados.

Quero dedicar este artigo para meditar no conceito de batismo em Cristo, conforme Paulo no texto supra.  Para entender este texto, é preciso nos afastarmos do conceito de batismo em água e com o Espírito Santo, cuja evidência é o falar em outras línguas, conforme creem os pentecostais.  É algo que ultrapassa esse conhecimento.

Sobre batismo, quem muito bem explicou foi Charles Swindoll.  Ele escreve:

"A palavra 'baptizo' tem basicamente a ver com identificação.  Era um termo usado no século I para se mergulhar um veste de cor clara em um corante que era, digamos, vermelho.  Assim que o tecido era mergulhado no corante vermelho, sua identidade era mudada da cor original para o vermelho.  O ato de mergulhar, que resultava na mudança de sua identidade, era chamado de 'baptizo'.  É o termo grego do qual vem a palavra batismo."

Cristo morreu por nós na cruz e ressuscitou dos mortos por nós na sepultura.  Logo, quando cremos na morte e  ressurreição de Jesus, somos mergulhados, 'baptizados' em Cristo.  Temos nossa identidade transformada; somos tingidos pelo corante do sangue de Jesus e passamos a ter sua cor - sua identidade.  O batismo sobre o qual Paulo descreve e defende nesse texto é o batismo da transformação de postura, identidade; o batismo que não parte do homem, mas de Deus.

O batismo em Cristo é o batismo que nos afasta do legalismo e das falácias atreladas às tradições históricas que nos distanciam do sagrado e nos aproxima do profano.  O batismo em Cristo é o batismo da transformação do coração, sobre o qual os profetas do Antigo Testamento tanto falaram quando pregavam a transformação do coração de pedra em coração de carne.  O batismo em Cristo é o batismo das realizações de Cristo na vida do homem.  O batismo da 'metanóia', mudança de rota.

Há muitos batizados em águas, falando outras línguas, mas nunca passaram pelo batismo em Cristo.  É óbvio que outros muitos experimentam o batismo em águas, falam em outras línguas e passaram pelo batismo em Cristo; no entanto o que se depreende do texto bíblico é o fato de atentarmos para o primeiro, principal e verdadeiro batismo, o batismo em Cristo.  Sem este não há salvação.

É isso. 

Sola Scriptura.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Homem de Deus!

Ao longo de minha história, aprendi com a experiência própria, com a leitura de inúmeras boas literaturas, com as aulas memoráveis de professores da estirpe de João Kolenda Lemos, Samuel Câmara, Ruth Dorris Lemos, Justino Légua Sashimbombo, Cláudio Rogério dos Santos, dentre muitos outros; que o homem de Deus não  tem o direito moral e espiritual de se portar como uma criança na fé.  Passar por momentos difíceis que o conduzem ao ciclo de lágrimas e indecisões, faz parte da história; no entanto, não se pode aceitar que a vivência nesse ciclo seja notória, diretiva e permanente.

Aprendi, também, que o homem de experiências com Deus não tem o direito de passar adiante atitudes que o levam ao descaso e às inconsequências.  Homem de Deus é sério em suas ações, e tais não coadunam com atitudes semelhantes as de humanistas sem Cristo.

Foi numa reunião, no ano de 1993, no Seminário, que ouvi a famosa (nem tanto assim!) frase:  "O verdadeiro homem de Deus come sapo e arrota camarão"; ou seja, suas ações nem sempre serão reflexos daquilo que delineia suas convicções.  Calma que isso não tem nada a ver com hipocrisia, e sim, com postura.  Há momentos em que ele enfrenta situações de dificuldades que o levam ao ciclo das lágrimas, no entanto, ele sabe o local de chorar e derramar suas lágrimas - aos pés do Senhor!.  Na presença da igreja e das ovelhas, ele, independente das circunstâncias se apresenta como um homem alegre, feliz e seguro.

Há um exemplo bíblico dessa verdade.  Aliás, há muitos exemplos, mas sobre o qual desejo fazer uma rápida leitura, está em 2 Reis 4.8-37.  O texto trata da mulher sunamita e o profeta Eliseu. Ela não tinha filhos e cuidava do homem de Deus como um ministério.  Ao passo que Eliseu perguntou ao seu servo sobre a mulher que lhe fazia tão bem e soube que ela não tinha filhos.  O profeta disse a mulher que no percurso de um tempo ela abraçaria seu próprio filho.  Isso aconteceu plenamente.  No entanto, quando o menino já contava com cerca de oito anos de idade, veio a falecer.  A mulher deixou o menino deitado sobre sua cama e foi em busca do homem de Deus. Que cena!  Uma mulher completamente abalada tanto no aspecto físico,social quanto no aspecto religioso. Ela, humanamente falando, tinha todos os motivos para gritar, chorar, enfim; mas o que ela fez?  Foi ao HOMEM DE DEUS.  A todos que lhe perguntavam algo, ela respondia "vai tudo bem".  Que postura de fé madura, de responsabilidade, de crença em Deus.  O mesmo Deus que tira a vida é o Deus que dá; pode até ressuscitar dos dentre os mortos.

Vai tudo bem?  O homem de Deus ao ouvir essa pergunta, não pede ao seu interlocutor para sentar-se ao seu lado e despeja sobre o tal um caminhão de problemas, não...  muito pelo contrário, ele responde "vai tudo bem, sim,comigo e com minha casa"; pois o homem de Deus sabe onde ele tem que chorar.
   

Infelizmente, o que vemos hoje, são muitos se passando por homens de Deus, quando na verdade mesmo são meras peças no tabuleiro da história humana.  Homem de Deus é um ser seguro, de ações simples; que sabe o que quer.

O Senhor procura homens de tais estirpe!

Sola Scriptura!