Senhor, ajude-nos a cairmos sempre prostrados aos seus pés em sinal de constrangimento, submissão e amor!



quarta-feira, 19 de novembro de 2008

BACHAREL EM TEOLOGIA RECONHECIDO PELO MEC

O IBADAR (Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em Angra dos Reis - Ministério Sul Fluminense) firmou uma parceria com a FAECAD (Faculdade das Assembléias de Deus, devidamente reconhecida pelo MEC), visando à integralização dos cursos livres de Teologia.
Qualquer formado em Teologia em nível de bacharelado em instituição (Faculdade ou Seminário maior) que ofereça o curso de Teologia com 1600 horas ou mais está habilitado, munido dos devidos documentos comprovados, a fazer a integralização das matérias.
Se você está interessado, o IBADAR se prepara para oferecer a integralização das matérias a partir do próximo ano (2009). Os interessados devem procurar a secretaria do IBADAR ou os respectivos números telefônicos:
Rua Dr. Moacir de Paula Lobo, 179 Centro - Angra dos Reis
Tel. (24) 3365 3498 Ramal Ibadar
(24) 3365 1986 ou 9263 3192 (Pr. William de Jesus)
IBADAR "Se você tem um chamado, nós temos o lugar para o seu preparo"

terça-feira, 4 de novembro de 2008

REFLEXÃO, É IMPORTANTE?

"Honrai a todos, amai os irmãos, temei a Deus, respeitai o rei" 1 Pe 2.17


O dicionário da Língua Portuguesa descreve o vocábulo reflexão como sendo "ato ou efeito de refletir; exame da própria consciência; comentário, ponderação; consideração atenta". Depreende-se dessa afirmativa lingüística, portanto, que refletir perpassa pela solidão no sentido mais lato da palavra. Estar ou ser solitário não significa estar ou ser só. Camões asseverou que o "amor é solitário andar por entre a gente". Isso é magnífico, pois o ser pode se locomover entre a multidão e se encontrar solitário; destarte, solidão seria um estado de espírito. Indubitavelmente, a solidão é o "hodós", o caminho por onde deve passar todos os que almejam atingir o ápice da reflexão.

Os grandes homens de Deus, expostos na Bíblia Sagrada, enfrentaram a reflexão e conseguiram extrair grandes e inefáveis experiências que lhes valeram para seu ministério. É óbvio que a reflexão profunda não é privilégio daqueles que se entregam a Deus e ao Santo ofício Sacerdotal; muitos ligados à questão religiosa e à filosofia também andam pelo caminho da reflexão. Não se pode negar que refletir acarreta e abarca uma profundidade singular na aquisição de conceitos e princípios norteadores. Penso que foi exatamente por esta razão que Cristo foi o homem-Deus que mais exerceu o ministério da reflexão. Por inúmeras vezes, encontra-se o Mestre amado sozinho, em meditação... em reflexão. Foi assim no início de seu ministério terreno na ocasião de seu batismo e, posteriormente, o enfrentamento com o adversário no deserto da Judéia (Mt 4; Lc 4), foi assim na ocasião em que escolheu seus discípulos; no transcorrer de seu ministério e até em sua morte. Ele foi o maior exemplo de reflexão profunda.

O apóstolo Paulo também foi um exemplo de reflexão. Assevera à Igreja em Tessalônica para que orasse sem cessar (1 Ts 5.17). Isso leva-nos ao entendimento sadio de que nossa vida deve ser uma constante oração, um constante diálogo com o Senhor. Não se pode ter uma relação de diálogo com o Senhor desatrelado à vida de reflexão; não há oração sem reflexão. Quem vive uma vida de oração ou quem se predispõe a viver uma vida de oração, deve ter em mente que precisará desenvolver a prática da reflexão profunda. Deste modo, salienta-se que o ministério da reflexão, de que se falou alhures, é algo genuinamente bíblico e pertinente à vida de todos os que desejam o ofício sacerdotal.

Por tudo isso, precisamos desenvolver três máximas que a experiência da reflexão profunda nos proporciona:

a) É momento de crescimento com Deus

Há várias formas e métodos para crescermos e desenvolvermos nossa relação com Deus. Os acadêmicos estudam, dentro de uma logística filosófico-teológica (sei que se trata de um paradoxo), métodos, passos para se chegar a Deus. No entanto, pelos anais sagrados aliados às experiências marcantes e profundas dos heróis da fé, pode-se depreender que o melhor caminho ainda é o da reflexão profunda. É aqui nesse divã que Deus fala com o homem “cara a cara”, como diz o Reverendo Caio Fábio, “sem papai nem mamãe”. O momento da reflexão profunda é o instante em que o homem se abre para Deus sob dois aspectos básicos e fundamentais: primeiro, descobre-se como sendo o mais indigno dentre os homens. Percebe que há um vazio em sua alma; percebe sua insignificância diante do tédio. Segundo, descobre a grandiosidade de Deus. O homem que vive a reflexão profunda percebe que Deus é (para ele) do tamanho exato do seu vazio. É como se Deus existisse para ele. O brinquedo lego nos explica empiricamente essa lógica. Assim como as peças se encaixam perfeitamente formando objetos palpáveis, o homem na reflexão profunda percebe que Deus se encaixa perfeitamente em seu vazio formando um sujeito (para o mundo) e objeto (para Deus) palpável, visível e sólido! Isso é lindo.

b) É o momento da grande decisão

Todos os que primaram pelo caminho da reflexão profunda, tomaram decisões para o resto de suas vidas. É fato que não se entra no processo de reflexão sem que se tome, ao menos, uma decisão modificadora. Jacó no vau de Jaboque (Gn 32.22-32) se encontrou com o Senhor de forma singular até aquele momento, e não saiu dali do jeito como entrou, muito pelo contrário. Após uma noite de profunda “luta” com o Anjo do Senhor, profunda reflexão; Jacó não teve outra alternativa senão a de tomar uma grande, importante, valiosa e duradoura decisão: mudar completamente de vida. A vida de Jacó se divide em antes e depois de Jaboque, ou seja, antes e depois da noite em que experimentou a reflexão profunda, consequentemente, a noite da grande decisão.
É assim que acontece com todos aqueles que desejam experimentar o processo da reflexão profunda, nunca mais é o mesmo. Passa pela tomada de decisão. Diria que passa por uma "metanóia"; uma mudança radical. São decisões profundas que conduzem o homem a vivenciar na própria carne o desenvolvimento progressivo do relacionamento com Deus.
c) É o momento da confissão

Jesus, quando ensinou seus discípulos a orarem (Mt 6 e outras referências), por inúmeras vezes asseverou a importância da oração reflexiva que diferencia da oração congregacional. Chama-se oração congregacional aquela em que se faz com a participação da igreja ou de um grupo de irmãos. Essa oração é bíblica, é importante e deve sim fazer parte de nossa vida religiosa, pois aí está o elo visível dessa grande família e irmandade que é o corpo místico de Cristo. Chama-se oração reflexiva aquela em que o homem entra em seu quarto, fecha a porta e sozinho com Deus começa um diálogo franco, aberto. É o momento de falar e ouvir, o momento de tagarelar com Deus. É o instante da confissão sadia. Não há nada mais lindo e emocionante do que ter o prazer de apresentar a Deus os nossos pecados! Primeiro, porque Deus tem poder de perdoá-los e, segundo, porque após uma confissão marcada pela sinceridade recebe-se um alívio semelhante ao de quem viaja por três dias sem beber água e se depara com um calor causticante, senta-se em uma sombra e ingere um copo com água bem fresca. É um alívio indescritível!!
Orar sozinho é derramar, sem o mínimo de vergonha, sua alma diante de Deus. É refletir em sua vida e naquela que Deus te oferece; é chegar à conclusão de que nada se tem, nada se é, diante da imensidão do que Deus tem para ti; diante da imensidão do que Deus é em ti. A oração reflexiva leva-nos ao encontro mais sublime com Deus, ou seja, à confissão.

Conclusão

Não posso negar que estou vivendo um período, que já ultrapassa três meses, de profunda reflexão com Deus. Tem sido um período de grandes conquistas espirituais; de grandes lições que, com toda certeza, me levará a uma relação mais estreita com meu Deus. Esse período tem servido para eu compreender a grandiosidade do Senhor! Ele é muito maior do que a igreja institucional, do que o conglomerado de homens que constituem a igreja, enfim. Portanto, nada, absolutamente nada, será capaz de fazer com que Deus diminua; se extinga do seio de Sua igreja.
Tem sido um momento singular em minha trajetória cristã. Convido o caro leitor a entrar por esse caminho, o caminho da reflexão profunda acompanhada de oração, leitura e estudo sistemático, com pitadas de confissão séria e sadia.

Sola Scriptura.

sábado, 18 de outubro de 2008

QUANDO DEUS DIZ NÃO?

Pois é a vontade de Deus, que pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos, como livres, e não tendo a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. 1 Pe 2.15,16



Confesso que alguns temas têm me chamado a atenção não somente pela sutileza que os acompanha, mas também pela ambigüidade ideológica. Já ouviu “Há momentos que Deus se cala”, “Trezentos anos de silêncio de Deus na história”, “Quando Deus sussurra seu nome” e, é claro, “Quando Deus diz: Não”?. Por trás dessas frases de impacto, há algumas mensagens não trabalhadas por quem as escreve. Não que os escritores estejam cometendo algum tipo de erro, muito pelo contrário, pois eles seguem um caminho diferente do que eu me proponho a seguir. Vamos ler então, quando Deus diz não?

Na verdade, nunca Deus diz não. Deus sempre diz sim. Nós é que não fazemos, muitas vezes, aquilo que Ele nos manda, daí, quando as coisas acontecem contrárias àquilo que imaginamos, entendemos que o Senhor está dizendo não para nós. Deus sempre colocou à frente do seu servo as possibilidades, e descritas na Bíblia e fixada em nossas experiências particulares a Sua vontade, o seu desejo. Desta forma, entendemos que podemos fazer cumprir os ideais divinos, o que não nos impede de pecarmos. Quando dizemos que Deus nunca diz não, não estamos fazendo uma leitura superficial, marginal, mas mais profunda, mais centralizada na essência da Bíblia. Quando alguém diz que Deus disse não e faz uma apologia dessa afirmação complementando que experimentou (e contra fatos não há argumentos), não fico amedrontado pensando que estou defendendo uma heresia, muito pelo contrário, o convido a que me dê a mão e caminhe comigo pelo mundo da arte relacional com Deus. Pense bem, o Senhor só disse não àquilo que alguém faz ou esteja fazendo, exatamente porque um dia esse alguém saiu dos propósitos divinos, saiu do sagrado e se aliou ao profano, saiu do âmbito da integridade e esmerou-se pelos largos caminhos da corrupção. Destarte, temos duas formas de entendermos a voz, o pronunciamento do Senhor nessa experiência. A primeira é a superficial, a marginal, a transparente e visível: nitidamente Deus está dizendo não. “Não faça isso, meu filho”. Em outra ocasião, Ele diz não através de uma situação adversa, contrária.

A Segunda forma de entendermos o pronunciamento do Senhor nessa experiência é a profunda, a teológica, a bíblica, a da relação vertical e estreita com Deus. Nessa ótica, nessa leitura, não podemos analisar tão somente o visível, o presente, o aqui e agora. Deus não está dizendo não para essa minha situação, mas antes e acima de tudo, Ele está dizendo sim, e um SIM com letras maiúsculas para uma situação que eu menosprezei, para o sagrado que eu abandonei.

Não resta um pingo de dúvida, quando o homem de Deus pensa que o Senhor está dizendo não para ele em uma situação contrária, esse homem de Deus precisa entender que o Senhor está “gritando” sim para uma situação que ele conhece e deixou de lado. Estou querendo dizer que o Senhor prefere dizer sim para o sagrado, para a perfeição, para o caminho da fidelidade, do amor e da gratidão a dizer não para o profano, para a imperfeição, para todos os caminhos que ofuscam a beleza real de Cristo Jesus na vida de seus servos.

Precisamos, como servos do Senhor, entender tudo que o Senhor tem para nós e cultivar uma relação mais central, mais estreita com Ele. Precisamos analisar não somente o superficial, o palpável e visível, mas antes e primordialmente o que é profundo, espiritual. Se alguém vive hoje uma experiência onde pensa que o Senhor está dizendo não para uma situação, eu o convido a voltar em introspecção, oração e relação íntima com Deus para ver onde você errou, em que ponto da história de sua vida você deixou o sagrado, e quando você descobrir (e eu sei que vai descobrir, pois todos nós sabemos onde falhamos), com certeza, você vai ouvir o Senhor dizendo sim. Vai ouvir o Senhor dizer em nítido som: “Meu filho esse é o caminho de um homem bom!”

Sola Scriptura.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

JESUS À PORTA

Eis que estou à porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ap 3.20

Introdução
Laodicéia era uma pequena cidade, mas não por isso menos importante, situada no vale de Licos, na província da Frigia. Recebeu esse nome em homenagem à esposa de seu fundador, o Imperador Antíoco II da Síria, no 3ª século a. C.. Ficava localizada entre duas importantes cidades: Hierápolis, famosa por suas fontes de água quente; e Colossos, cercada por fontes de água mineral fresca. Veja a sina de Laodicéia: era abastecida pelas águas dessas duas cidades através de manilhas de barro, e a água quente que vinha de Hierápolis, chegava morna, e a água fresca que vinha de Colossos, esquentava no calor do sol e também chegava morna, logo suas águas eram mornas.

Mas, Laodicéia não possuía só suas águas mornas, era também conhecida por três atividades essenciais: confecção de roupas de lã negra, fortíssimo centro bancário por causa do ouro que ali circulava (troca de moeda) e por uma escola de medicina que fabricava um raro colírio para a cura dos olhos.

Eis que estou à porta

É interessante notar que o Senhor, em Filadélfia, pôs uma porta aberta (Ap 3.7), mas em Laodicéia, a igreja pôs uma porta fechada. Muitos lêem esse texto e o interpreta como que se o Senhor estivesse convidando os ímpios ao arrependimento, quando na verdade, o convite é feito a uma igreja. Laodicéia possuía sérios problemas, enfermidades e feridas profundas, no entanto o que mais doía no Senhor era encontrar a porta fechada. Isso deve nos levar a algumas reflexões e introspecções.

a) Conota perda de Comunhão
O primeiro homem a fechar a porta para o Senhor foi Adão (Gn 3). Houve ali uma ruptura na comunhão vertical entre Adão e o Deus. O pecado afastou Adão do Senhor e o fez alguém que anda escondido, atemorizado, sem paz. Adão possuía, ainda, um belo jardim, uma esposa muito bonita, mas havia perdido a comunhão com o Senhor. Ele fechou a porta para o Senhor! O pecado da desobediência, de fazer aquilo que o Senhor disse para não fazer, foi o pecado de Adão. Há uma necessidade mais que urgente da igreja do século XXI atentar para essa realidade. A desobediência afasta o homem do Senhor, fecha a porta, corta a comunhão. A artimanha do adversário é antiga, ele sempre trabalhou de um único jeito: esfriar a relação do homem com seu Senhor. Foi assim no passado e é assim hoje. Aparentemente, estamos cercados de iguarias. Tal qual Laodicéia, temos águas frescas de um lado e águas térmicas de outro, mas nos esquecemos de que essas águas não nos pertencem, as que nos pertencem são mornas. À semelhança de Laodicéia, temos atividades essenciais: roupas de frio para nos agasalhar em tempestades, riquezas imensuráveis e remédios para nossos olhos, no entanto, não temos sensibilidade nem percepção da decepção do Senhor diante de nossas atitudes. Ter colírio não resolve, por si só, o problema dos olhos. Israel foi advertido pelo Senhor por ter remédio, médicos, mas não ter a cura; “Porventura não há bálsamo em Gileade? Ou não há lá médicos? Por que, pois, não teve lugar a cura da filha do meu povo? (Jr 8.22). Depreende-se desse texto, portanto que mais importante não é ter colírio ou bálsamo, a cura se dá mediante um retorno à relação vertical com o Senhor; mediante à abertura da porta.

Após Adão, Israel também por várias ocasiões fechou a porta para o Senhor. Percebe-se, ao longo da história, que os homens fecham a porta para Jesus. Rompem a comunhão com o Senhor por motivos mesquinhos.

Se alguém ouvir, abrir... Entrarei, cearei

Diante do exposto, depreende que o Senhor não desiste. Dizem que o brasileiro não desiste nunca, penso que o Senhor é mais insistente. Ele percebe Laodicéia, uma igreja morna, aderindo aos anseios da carne e do pecado, distante da sã doutrina e dos bons costumes, longe dos marcos, causando ânsia de vômito, mas Ele está ali batendo incessantemente a porta do coração. Ele sempre amou a igreja. “... o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso e de boas obras” (Tt 2.14). Ele só quer que haja uma disposição interna que desemboque em ação plena: abrir a porta.

Precisamos sair dessa inércia espiritual e tomar uma iniciativa. Precisamos dizer não ao pecado, não à conduta errada, não à distorção à Palavra de Deus, não aos conchavos, não à desobediência. Precisamos simplesmente abrir a porta.

As figuras expressas nos verbos entrar e cear representam a comunhão com Cristo. Creio que o maior desejo do Senhor é ter comunhão com seu filho. Ele entra na casa e habita nos corações daqueles que obedecem a sua palavra (Jo14.23). Cear com alguém sugere uma relação especial de pura intimidade. Era assim a festa ágape, festa do amor (1 Co 5.11; 10.21). É um privilégio especial comer à mesa com o Senhor e esse sempre foi seu desejo (Mt 26.29).

Conclusão

Penso que não estamos na hora de fazer outra coisa senão estreitarmos os laços de relação com o Senhor. Isso só se consegue através da obediência, a obediência incondicional aos seus mandamentos. Abrir a porta para o Senhor pressupõe obedecer-lhe e obedecer-lhe.

Sola Scriptura

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A MORALIDADE PRECEDE A LEGALIDADE

“O Senhor abriu o seu tesouro e tirou os instrumentos da sua indignação, porque o Senhor Jeová dos Exércitos, tem uma obra a realizar na terra dos caldeus.”


Perscrutando os anais da história eclesiástica, principalmente o período dos Pais da Igreja, encontram-se provas cabais do compromisso da Igreja com o sagrado. É nítida, clara e transparente a reação da Igreja contra tudo que fosse oposição às Sagradas Escrituras, tudo que não coadunasse com o que está fundamentado na Bíblia, tudo que ferisse a ética e a moral.

Essa postura da Igreja tem sua origem nas doutrinas de Jesus Cristo. Conquanto, a moralidade não. A moralidade foi ratificada por Jesus. Desde os primórdios da humanidade, os homens sérios já pautavam suas vidas por esse caminho. Uma coisa é certa: nem tudo que é legal, é moral. Daí a grande questão: é correto atrelar-se a um fato que é legal, mas não é moral? Muitos são os que navegam por essas águas. Sem nenhum tipo de constrangimento, sem nenhum tipo de vergonha ou pudor, agem na imoralidade naturalmente, simplesmente por que o que fazem, o fazem dentro da legalidade.

Na Idade Média, a situação era semelhante à de hoje. A lei era construída pela igreja, doravante, a igreja detinha todo o poder de legislar e gerir sem qualquer intromissão de alguma instituição. O que a igreja fazia era legal, inclusive cobrar as indulgências. Havia uma lei, uma autorização do Papa que dava legalidade a tal ato. Sim, cobrar as indulgências era legal! Mas Lutero não entendeu assim, muito pelo contrário, entendeu como todos os Pais da Igreja entenderiam. Como os santos homens de Deus entenderiam: nem tudo que é legal, é moral. E a Igreja deve seguir pelo caminho da moralidade todas as vezes em que tiver que optar por uma dentre as duas atitudes.

O século XVIII, conhecido como o século das luzes ou o iluminismo, foi o século dos grandes embates, da exposição nua, clara e nítida do contraditório. A teologia deixou de ser a “águia ciência” e passou a consolidar-se com os postulados filosóficos e os avanços científicos. Foi o século do arrefecimento espiritual, dos conchavos e trocas. Causando sempre perdas irreparáveis à igreja. No entanto, e talvez exatamente por isso, foi nesse século que o mundo serviu de palco para grandes profetas e avivalistas, tais como: Jonathans Edwards (1703 – 1758), pregador do famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado”; John Wesley (1703 – 1791); George Whitefield (1714 – 1770); Charles Finney (1792 – 1875), dentre outros. Tais homens de Deus não se deixaram influenciar pela máxima demoníaca de que o legal suplanta o moral. Não! Eles levaram adiante a máxima bíblica de morrer pelo que é ético, bíblico e moral.

Percebe-se claramente que algumas verdades estão deixando de ser anunciadas e ensinadas de forma mais expressiva em nossos púlpitos. As grandes discussões e os grandes embates pertencem ao âmbito do que é secundário e conseqüência. Não se discute nem se consolida a sã doutrina. Os que deveriam exercer o papel de líderes estão vendidos, literalmente nas mãos dos “homens maus” (infelizmente!) por troca de favores ou pelas moedas que tilintem em seus próprios bolsos. Mas não há problemas, segundos esses pseudos líderes, pois o que fazem é legal.

Quando Jonathans Edwards preparou seu mais conhecido sermão, havia ficado três dias inteiros em oração, jejum e estudo. Era comum esse homem de Deus ficar treze horas orando e estudando a Palavra. Se a igreja deseja impactar, causar um estrondo tal nesse mundo, incomodar mesmo essa geração, precisa o mais urgente possível rever sua postura, e primar, incondicionalmente, pela ética e moralidade.

Penso que é hora de uma nova reforma, tal qual a que aconteceu sob o ministério de Lutero em relação à Igreja Católica Romana, ou a que aconteceu sob o ministério de Wesley em relação à Igreja Anglicana. E por que não citar o avivamento da Rua Azuza. É preciso, e para isso me esforço e oro, que instituamos (os que amam a verdade e não desejam se vender) a Igreja Confessante. Nos mesmos moldes daquela que foi liderada por Dietrich Bonhoffer. Sem placa, sem CGC, sem inscrição estadual, mas compromissada com os ideais de Cristo, com os ideais dos apóstolos, dos pais da igreja e dos grandes reformadores e avivalistas, que precederam este século de escuridão e morbidez espiritual.

Tenho me prostrado aos pés do Senhor e chorado o caminho que a “igreja” tem tomado; tenho vertido lágrimas pelas lideranças frágeis e inconseqüentes que têm apresentado a lama para a igreja. Para tais líderes, eis o que diz o texto sagrado: “Os teus sacerdotes transgridem a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano não fazem diferença; nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles” (Ez 22.26). É incrível, mas parece que o Profeta Ezequiel está nos nossos púlpitos falando conosco.

Ouçamos o Espírito.

Sola Scriptura.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

TESTEMUNHOS SOBRE DIETRICH BONHOFFER


"Os quais pela fé venceram reinos... foram mortos... (dos quais o mundo não era digno)..."
Hb 9.33-40


"Dietrich Bonhoeffer Na manhã do dia 6 de abril de 1945, entre as 5 e as 6 horas, os prisioneiros [...] foram retirados de suas células e o julgamento do tribunal de guerra lhes foi comunicado. Pela porta entreaberta de um quarto, no acampamento, eu vi, antes que os condenados fossem despidos, o pastor Bonhoeffer de joelhos diante de seu Deus em uma intensa oração. A maneira perfeitamente submissa e certa de ser atendida com que esse homem extraordinariamente simpático orava me emocionou profundamente. No local da execução, ele orou novamente e depois subiu corajosamente os degraus do patíbulo. A sua morte ocorreu em alguns segundos. Em cinqüenta anos de prática, jamais vi um homem morrer tão completamente nas mãos de Deus".

[Testemunho do médico do campo de concentração nazista Flossenburg, citado em D. Rance. Un siècle de temóins. Paris: Fayard-Le Sarment, 2000]


"O pensamento de Bonhoeffer ficou inacabado. A morte lhe chegou cedo demais. Foi então que surgiram seus diversos seguidores que tomaram emprestadas algumas de suas idéias dos escritos da prisão. Aconteceu a deformação de suas idéias e nosso autor foi transformado em precursor e pai da teologia da morte de Deus, da ética de situação e da teologia da liberação. Seus pretensos seguidores nunca levaram a sério sua formação teológica e a evolução de seu pensamento. Dezenas de livros foram escritos, mas poucos autores conseguiram penetrar nos labirintos do pensamento de Bonhoeffer".

[Prócoro Velasques Filho em sua obra Ética para nossos dias - Origem e evolução do pensamento ético de Dietrich Bonhoeffer]

Sola Scriptura!

PARA ANDAR SOBRE AS ÁGUAS, É NECESSÁRIO SAIR DO BARCO

"E Ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus." Mt 14.29

Eu havia preparado esse artigo há um tempo atrás, mas ainda não tinha um título. Foi quando recebi uma revista da Editora Vida e, para minha surpresa, ali estava um artigo escrito por um renomado pastor com esse tema. Não tive nenhum receio, fiz uma pequena alteração e copiei o título. É óbvio que o artigo é totalmente diferente, mas vale a explicação de onde veio o título.

O apóstolo Pedro quando ouviu a ordem do Senhor Jesus, não hesitou e foi ao encontro do Mestre. Confesso que perscrutando esse texto e me deixando envolver pela sua simplicidade e profundidade, cheguei a algumas conclusões pertinentes à vida cristã e à forma como a conduzimos.

“Andar sobre as águas”, fala de novos horizontes, novas propostas. Andar sobre as águas é solidificar o abstrato, concretizar o ideal, o sonho. No entanto, andar sobre as águas tem a conotação também de entrega total à vocação ministerial. É importante salientarmos que no envolvimento da vida cristã obtém-se, dentre muitas atitudes, a generosidade do Senhor. Foi o que aconteceu com Pedro, ele ouviu a ordem: “Vem”. Quantos de nós ouvimos essa ordem do Senhor e nos maravilhamos! Sim, maravilhamo-nos porque sabemos que somos úteis na obra do Mestre, porque podemos exercer o ministério a nós confiado, enfim.

“Andar sobre as águas”, portanto impele-nos a Cristo. É caminhar com o Senhor; ser participante de tudo que o Senhor destinou aos fiéis. É compartilhar com Cristo; ser Seu amigo; seu cúmplice. Andar sobre as águas é viver intimamente com o Senhor ao ponto de solidificar o que é líquido.

É isso que o Senhor deseja de sua igreja; que ela ande sobre as águas, que coloque em prática os seus ideais, que viva, cada dia mais intensamente os seus projetos, que lance mão no arado e não olhe para trás; que entenda e encarne a sua responsabilidade como agente de Deus na face da terra; que peça ao Senhor: “se és tu mesmo que está aqui e fala comigo, então me permita ir ao Seu encontro”; e, com certeza, ouvirá do Mestre, tal qual Pedro: “Vem”. Depois, ah! Depois é só lançar-se aos braços do Senhor e viver sobre as águas, viver na dependência exclusiva do Mestre. Aleluia!

Quando pensava nas razões básicas e nos privilégios de andarmos sobre as águas com Cristo, confesso que me veio uma sensação maravilhosa de que estava em outro mundo; pois não há nada mais agradável e mais importante neste mundo do que sabermos que somos úteis para o Senhor e que estamos sobre as águas com Ele. Todavia, pude voltar ao texto, perscrutá-lo mais um pouco e entender que Pedro só conseguiu o milagre de andar sobre as águas, só marcou seu nome nos anais da história cristã, porque um dia saiu do barco. O que representa sair do barco, então? Sair do barco tem a conotação de ato voluntário em seguir os passos e a ordem do Mestre. Sair do barco fala de disponibilidade interna, total e incondicional. Fala em aceitar os desafios propostos e amalgamados no santo ministério.

Não tenho dúvidas de que o Senhor deseja fazer dessa geração uma geração que marque, uma geração que faça acontecer, mas para isso é necessário que saiamos do barco. O barco da incredulidade, o barco da vida sossegada, o barco da escravidão, o barco do cristianismo mascarado, o barco do evangelicalismo, do modernismo, do farisaísmo, etc. Precisamos dar o primeiro passo, consciente de que o Senhor solidificará as águas a fim de que pisemos e marquemos nossos nomes na história. Não tenho dúvida alguma que ecoa a voz do Senhor nesse século dizendo: “Vem”. Sabemos que o mar está bravio, venta forte, é grande e intensa a luta, mas vamos sair do barco e andarmos sobre as águas. Vamos?

É muito importante sermos usados pelo Senhor, exercer nossos ministérios, mas não podemos nos esquecer de que para andarmos sobre as águas, é necessário primeiro sairmos do barco.....

Sola Scripturas.

domingo, 21 de setembro de 2008

A SANTA IGREJA, EM SUA TRAJETÓRIA, GUARDIÃ DOS VALORES E PRINCÍPIOS ETERNOS


INTRODUÇÃO


A Santa Igreja do Senhor é, indubitavelmente, a instituição mística guardiã dos valores e princípios eternos porque é o Corpo de Jesus. O nosso adversário, por sua vez, vem lutando, desde o princípio da história cristã, para desviar a Igreja de sua trajetória vitoriosa, apresentando sempre pressupostos teóricos e práticos que visam à destruição da Igreja.


Neste trabalho, sem pretensão alguma, apresentaremos, em três momentos, as artimanhas do adversário na sua incansável luta contra a Igreja. No período da Patrística, no período da Reforma Protestante e no período da hodiernidade.


Em todos esses períodos o adversário foi derrotado; e o foi porque a Igreja pautou suas idéias nos ideais sagrados, sobre os quais apresentaremos aqui. Nosso intuito é que todos os alunos dessa Escola Bíblica tenham consciência de sua participação nessa luta e, portanto, se apresente a Deus como “obreiro de que não tem do que se envergonhar”.


I - O Período da Patrística


A Patrística é o período que engloba o primeiro ao sexto século. Alguns estudiosos o colocam em datas um pouco divergentes, mas que giram em torno desse período. É também conhecido como o período dos Pais da Igreja, que, por sua vez, se subdivide em dois grupos: Os Pais Ante-Nicenos, porque o período de sua atuação se situa antes do grande marco na história da Igreja que foi o Concílio de Nicéia; e os Pais pós-Nicenos, porque o período de sua atuação ocorre depois do Concílio de Nicéia.


A Patrística é dividida em três grupos:


a) Os Pais Apostólicos: O período que abrange todo o primeiro século, encerrando-se com a morte de João, o último dos apóstolos a morrer.

b) Os Apologistas: O período que abrange os séculos posteriores ao primeiro. São os homens que Jesus levantou para convencer os líderes do estado de que os cristãos nada tinham feito para merecer a perseguição que lhes era impingida. Destacam-se nesse período: Justino Mártir, Atenágoras, Teófilo de Antioquia, Tertuliano, dentre outros.

c) Os Polemistas: É um período paralelo com o período dos apologistas, mas que tem objetivos diferentes. Os polemistas foram os homens que Jesus levantou para combater as doutrinas heréticas que tentavam entrar no seio da Igreja. Destacam-se nesse período: Irineu, Clemente de Alexandria, Orígenes, dentre outros.

É importante salientarmos que no período da Patrística ou dos Pais da Igreja, muitas heresias tentaram se instalar no seio da Igreja. Quase todas as tendências teológicas giraram em torno do conceito cristológico. vejamos algumas:

1) Ebionismo: Pregava um Jesus puramente homem, que, no ato do batismo, fora agraciado com poderes sobrenaturais.

2) Gnosticismo: Pregava a distinção entre Jesus e Cristo. Jesus era um homem comum, filho de José e Maria; Cristo era um espírito ou poder que desceu sobre Jesus quando de Seu batismo.

3) Arianismo: Pregava a divindade de Jesus, mas não aceitava sua eternidade. Aceitava que Jesus foi o primeiro dos seres criados, através de quem todas as outras coisas são feitas.

4) Apolinarianismo: Negava a integridade da natureza humana de Cristo. Afirmava que se Cristo é Deus, ou o Logos, divino, era incompatível uma inteligência infinita e uma vontade humana.

4) Nestorianismo: Negava a verdadeira união das naturezas humanas e divina em Cristo, afirmando ou dando a entender uma personalidade dupla em Cristo. Fazia objeção à frase: “Mãe de Deus”, usada pelos monges à Virgem Maria.

5) Eutiquianismo: Pregava a deificação da humanidade de Cristo ao ponto de hesitar em admitir que seu corpo era da mesma natureza que o nosso. Afirmava que não havia duas, mas apenas uma natureza em Cristo. Tudo acerca de Cristo era divino, mesmo Seu corpo.

II - O Período da Reforma Protestante


O Período da Reforma Protestante é um período singular na história da humanidade. Na verdade, o século XVI é marcado por um avanço enorme. Foi o século das grandes navegações, das grandes descobertas, da entrega às artes, à literatura. Não se pode negar que o homem já estava se desvencilhando das “amarras” impostas pela Igreja medieval.

O período, que precede a Reforma Protestante, conhecido como Humanismo, foi, sem dúvida, um marco divisor entre os ideais da Igreja Medieval e os ideais do homem.


Esse conceito acarretou mudanças em todas as áreas, inclusive, e talvez muito mais, na política. De modo que podemos afirmar que o mundo estava preparado para a Reforma Protestante.


Havia um interesse dos governantes de se libertarem de um poder centralizado em Roma; bem como havia uma mentalidade aberta demais para continuar amarrada às imposições de Roma.


O monge Lutero foi o primeiro a romper com Roma, mas ressaltemos aqui que nunca foi a vontade primeira de Lutero romper com a Igreja, seu desejo maior foi levar a Igreja de Roma ao entendimento que ela, ao longo da história, havia se desviado dos ideais sagrados.


Com Lutero, muitos líderes eclesiásticos, amparados pelos governantes de seus países ou províncias, também se distanciaram de Roma por questões doutrinárias. No entanto, houve uma tentativa do adversário para que o movimento da reforma fosse manchado por algumas heresias e tendências doutrinária-teológicas. Vejamos algumas:


a) A Venda das Indulgências: Muito embora tenha sido essa prática, fruto de concepções teológicas, que contribuiu muito para a Reforma. Muitos continuaram aderindo essa teologia. Pregava que havia uma participação do homem no processo de salvação. O homem, ao ofertar para a Igreja, poderia salvar sua alma ou a alma daqueles queridos que haviam mortos.

b) A questão da Doutrina da Predestinação: Muito embora tenha sido uma doutrina muito debatida, não contribui em nada para o processo de salvação. Prega a soberania de Deus. Tanto Lutero quanto Calvino aceitava tal doutrina, no entanto, Lutero aceitava a predestinação para a salvação, não dando muita atenção para os que se perdem; enquanto Calvino aceitava a dupla predestinação, tanto para a salvação como para a perdição, embasada na soberania de Deus. Foi um abalo na Igreja da Reforma.

c) O Conceito de Ceia: Lutero aceitava a consubstanciação como a melhor teologia para a Ceia do Senhor; Calvino negava a presença física de Cristo, aceitando apenas a presença espiritual de Cristo pela fé nos corações dos participantes.


III - O Período Atual


Nos dias atuais, muitas são as tentativas do adversário para desviar a Igreja de Jesus do seu foco, o céu através da observância das Escrituras. No entanto, por falta de tempo e espaço, vamos nos deter numa aberração que está ocorrendo em nosso meio e que tem, infelizmente, abarcado alguns irmãos – o Movimento G-12. Ressalta-se que esse processo evangelístico (células) em nada contradiz as Escrituras. Os métodos são eficazes desde que os resultados assim o sejam. No entanto, há uma teologia por trás dessa nomenclatura; não se trata apenas de um método inovador de uma evangelização eficaz, há todo um arcabouço teológico que contraria os ideais sagrados, por conseguinte, o repudiamos. Vamos trabalhar alguns pontos, abalizados pelo manifesto do Conselho de Doutrina da CGADB:


1) G-12: O movimento leva esse nome porque pensa e o atrela às doze tribos e aos doze apóstolos. Cremos que o número doze é presente em muitos aspectos na Bíblia, mas é um número como qualquer outro.

2) A Nova Visão: Acreditam que possuem uma nova visão. Cremos que o que Jesus pré determinou para a Igreja está inserido nas páginas da Bíblia, não cabendo nenhuma outra revelação nova ou nova visão. O apóstolo Paulo falou aos gálatas sobre isso – chamou de anátema.

3) Quebra de Maldição hereditária: Acreditam e pregam que muito do que se passa hoje é fruto e conseqüência de pecados cometidos por seus antepassados e até mesmo pela pessoa estando ela ainda no ventre materno. Ao passo que a Bíblia nos afirma que dos nossos pecados Jesus não se lembraria mais.

4) Libertação e cura interior: Assegura que salvação é decorrente dos encontros em que são realizadas as regressões, curas interiores, as libertações, etc. ao que refutamos, pois toda e qualquer tentativa de salvar o homem, fora do sacrifício de Jesus no Calvário é abominação às Santas Escrituras.


CONCLUSÃO:


Cabe a nós, servos do Senhor e militantes na santa Igreja, afirmarmos e reafirmarmos os ideais de Cristo prescritos na Bíblia Sagrada. Não permitirmos que nessa luta, o adversário saia vitorioso. Muito embora, cremos que a Igreja jamais perderá essa batalha.



BIBLIOGRAFIA
HAGGLUND, Bengt. História da Teologia. Concórdia Editora Ltda. 4ª Ed. 1989
CAIRNS, Earle E.. O Cristianismo Através dos Séculos. Ed. Vida Nova. 1992
THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. IBR. 1999
www.avivamento.net/g-12 em 09/08/2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

ONDE A MORTE E A VIDA SE CONVERGEM


“Pois para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” Fp 1.21


A morte é, sem dúvida, um tema causador de grandes debates; seja na esfera teológica como em qualquer outra. Desde que o homem se entende por homem e passivo de morrer, ele discute, pensa, filosofa, conclui e não conclui, enfim; disseca sobre a morte. E quanto mais pensa, menos se conclui enfaticamente.

Esse tema é debatido no âmbito da filosofia como sendo um tema profundo, abrangente e, até certo ponto, salutar, pois é o caminho de todos os seres viventes, e não seriam viventes se não houvesse a possibilidade de morrerem. Para Platão, a morte representava a “libertação da alma dessa matéria inibidora”. O grande sábio entendia que na morte “o homem realiza a sua verdadeira natureza: a contemplação intuitiva do mundo ideal”. Por essa linha, seguem as escolas platônicas e neo-platônicas.

O cristianismo do primeiro século, que teve vários enfrentamentos com as filosofias neo-platônicas, apresenta um conceito de morte diferente do que estava em voga no momento.

a) A matéria não é má

Se a filosofia pregava a morte como uma libertação da alma, era automática a crença na fragilidade do corpo, num corpo mau. O cristianismo é implacável contra esse pensamento. Paulo fala sobre o engrandecimento do nome de Jesus em seu próprio corpo, seja na vida ou na morte (Fp 1.20).

b) A morte não é o fim último da vida

A filosofia anunciava o verdadeiro objetivo do ser humano como sendo a busca incansável pelo mundo ideal, conquistado apenas com a libertação da alma. O cristianismo primitivo entendia (como entende ainda hoje, óbvio) que o fim último do ser humano é a contemplação de Deus, seja nessa vida ou no porvir, e para tal, não é necessário que o homem se “liberte” do corpo, pois na contemplação final e eterna, o homem estará com corpo, pois Paulo fala na existência de corpos celestes e na ressurreição (1 Co 15.40, 42).

Nos dias atuais, esse tema continua sendo debatido, e continua controverso. O mais interessante é se entender que a morte em teoria não pertence a esse plano. Quando Paulo enfatiza a morte, no texto supra citado de Filipenses, há a nítida percepção de que ele tem um conceito muito mais abrangente e profundo do que temos ao analisarmos cruamente. À medida que se contrapõe a morte aos mais variados tópicos que permeiam a vida, fica mais distante o entendimento bíblico desse tema.

Não se pode pensar em questões espirituais em plano material. A morte deve ser analisada em plano espiritual. Daí o entendimento de que no plano superior, na esfera em que Deus age, morte e vida se confundem. Aqui, a morte tem várias conotações, tais como perda irreparável, ponto final em sonhos, ideais, enfim. E a pergunta que não quer calar: quem tem promessas, pode morrer? Não é fácil responder a tal pergunta, exatamente por que não é fácil fazer-se uma distinção entre a percepção de morte no prisma espiritual com suas conseqüências no âmbito material da percepção no prisma material.

Parto do entendimento de que tudo está no controle de Deus. É Ele quem faz como quer e quando quer. Daí o entendimento de que a morte pode nos alcançar hoje e nos causar grandes perdas, dores fortes e similares, mas no plano de Deus não. No plano de Deus a morte e a vida se convergem em uma só coisa. Não há diferença, não há espaço, não há tempo, a morte e a vida não são estágios para Deus como são para nós. Morre-se uma criança, para nós morreu uma criança; se morre um sacerdote, para nós morreu um sacerdote; se morre um autêntico servo de Deus com um ministério brilhante pela frente, para nós morreu um homem com um brilhante ministério pela frente. No plano de Deus não acontece desta forma. A morte não é separação, não acontece no tempo nem no espaço, pois Ele é atemporal e não se limita ao espaço. Tudo acontece num mesmo momento. Deus não faz distinção entre criança, jovem, ministério, enfim.

Diante de tudo isso, de todas as perguntas sem repostas, prefiro ficar com a frase de Moody: “Algum dia vocês lerão nos jornais que Moody morreu. Não creiam nisso, pois naquele dia eu estarei mais vivo do que agora ... Apenas fui encontrar com Deus”.

A morte é apenas um estágio que na ótica celestial se converge com a vida.

Karis kai eirene.

sábado, 13 de setembro de 2008

A CENTRALIDADE DO EVANGELHO NO CENTRO DA IGREJA

"Vós sois o sal da Terra. Mas se o sal se tornar insípido, com que se há de salgar? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e pisado. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte." Mt 5.13,14


Não posso negar que algo tem contribuído muito para alguns arrazoamentos que têm me afligidos nestes últimos tempos. Não são caracteres externos aos do cotidiano de quem vive ou luta para viver uma vida com Deus. A situação da Igreja do Senhor, o caminho que a liderança evangélica tem tomado, levam-me a profundas indagações e a meditações singulares. Lembro-me muito bem de um diálogo com um amigo ainda no seminário teológico, no Instituto Bíblico Central das Assembléias de Deus, na cidade de Pindamonhangaba, SP. Conversávamos acerca do futuro da Igreja e chegamos à conclusão de que estamos diante de dois problemas cruciais: primeiro, que tipo de obreiros vão assumir a igreja? Nossos obreiros, na maioria das vezes filhos de pastores, (estamos diante de uma hereditariedade desenfreada. Tratam a igreja como firmas) estão se interessando em ser advogados, psicólogos, administradores, contadores, engenheiros, menos pastores (talvez pelo fato de pensarem que o pastorado é uma questão de tempo). Não querem ir a um bom seminário, não querem cursar teologia, não querem se preparar para o exercício do ministério. E não o querem, talvez, e isso me entristece mais, por já terem a cadeira cativa.

Segundo, que tipo de igreja os novos obreiros vão receber. Talvez aí esteja o maior problema. Nossos líderes atuais não se preocupam ou não têm demonstrado preocupação com as relações e conchavos cancerígenos. Não se percebe nenhuma iniciativa para tirar a igreja, enquanto instituição que prima pela verdade sólida, absoluta e pela ética, desse caminho mórbido do balcão sujo de negócios escusos.

Sei que a Igreja é de Cristo e por isso jamais sofrerá danos, mas a igreja institucional administrada por homens negociadores tem se manchada e, com isso, ferido aqueles que são sérios. Não podemos perder, entre outras coisas, a centralidade de nossa função como Igreja de Cristo, nossa razão de ser e existir. Quando esquecemos quem somos, é porque esquecemos quem Cristo é, e ao esquecermos quem Cristo é, perdemos nossa identidade, e sem identidade de Cristo nada do que façamos ou dissermos causará impacto positivo na vida das pessoas. Esse é o maior problema da cristandade.

No entanto, há um mecanismo, há uma ferramenta para nos tirar desse marasmo espiritual: permitir que Cristo seja o centro do evangelho que pregamos. Precisamos resgatar nossa identidade de Igreja imaculada. O texto de Apocalipse 21.2 diz que João viu “a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido”. Notemos que a Igreja não se adereça, mas é adereçada, ou seja, ela sofre a ação. A Igreja não tem poder por si só, não tem autoridade por si só. A Igreja sem a centralidade de Cristo é um conglomerado de pessoas discutindo ideologia. Penso que seja pela aproximação com esses seres que a igreja sem a centralidade de Cristo vive seus dias de discussões ideológicas, feita um partido político. Mas não é isso que Cristo quer da Igreja. Muito pelo contrário, o que Ele deseja para a Igreja é que ela se posicione acima de todas as instituições e, como a instituição detentora da promessa de Cristo, se porte como atalaia, propagadora das verdades eternas e salvívicas.

É nesse afã e interesse que oro a Deus. Penso que a Igreja do Senhor voltará à centralidade do evangelho e portando a simplicidade do evangelho entenderá que ela é maior que todas as demais instituições. Sem perdermos a identidade de nosso Cristo, chegaremos ao sucesso final.

Karis kai eirene.

William de Jesus é Pastor auxiliar na Assembléia de Deus-Ministério Sul Fluminense e Diretor do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em Angra dos Reis-IBADAR.