Senhor, ajude-nos a cairmos sempre prostrados aos seus pés em sinal de constrangimento, submissão e amor!



sexta-feira, 17 de julho de 2009

ESTÁ COM O SENHOR O PR. DELFINO BRUNELLI

Conforme noticiou o Pr. Carlos Roberto Silva (pointrhema.blogspot.com), partiu para a eternidade, na madrugada do dia 06 de julho, o Pr. Delfino Brunelli (Assembléia de Deus - Casa Verde - SP).
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Escrevo agora, por duas razões: Primeira, pelo fato de conhecê-lo, senti muito e me fechei em meus pensamentos e leituras dos blogs que noticiaram. Segunda, quero fazer uma homagem a esse homem que fez parte da segunda geração dos assembleianos.
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Quando era aluno no IBAD, por duas vezes (1992 e 1993), estive na Assembléia de Deus da Casa Verde. A primeira vez fui pelo fato de o saudoso Pr. Delfino Brunelli solicitar ao Pr. João Kolenda um pregador; já na segunda vez fui porque o Pr. Delfino solicitou ao Pr. Kolenda a minha presença, o que muito me orgulhou.
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Foram momentos mágicos para minha vida e ministério. Eu estava diante do Pr. Delfino Brunelli!! Um dos poucos assembleianos que marcaram seus nomes na linda história de nossa querida Assembleia de Deus. Nunca me esqueci de quando fomos almoçar em um restaurante após a Escola Dominical. O garçon perguntou o que beberíamos e ele disse: - uma coca cola. Eu disse que queria um suco de laranja. Então o Pr. Brunelli disse ao garçon: - Traga uma coca pra ele também. Eu disse: - Pastor, eu não tomo coca. O Pr. Brunelli disse ao garçon para que trouxesse uma coca pra mim. Quando o garçon saiu, o Pr. Delfino Brunelli me disse:
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- Meu jovem, ao ser convidado para almoçar com um pastor, nunca peça algo que custe mais caro do que o que te convidou pediu. O suco de laranja é mais caro do que a coca-cola.
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Todos que conheceram o Pr. Delfino Brunelli sabem perfeitamente que ele sempre falou o que bem queria e o modo como ele falava. Fiquei perplexo com essa frase dele pra mim, mas depois entendi perfeitamente o que ele quis dizer e aceitei de coração. Foi um lindo aprendizado.
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Nesse mesmo almoço, após ele me contar várias histórias da Assembleia de Deus em Santos e Curitiba, ele me falou do dia em que ele se converteu. O diácono perguntou o que ele queria ser, ele olhou pro diácono e apontou para o púlpito dizendo: - Quero ser o que ele é.
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Que o Senhor conforte os familiares. Um dia reencontraremos o Pr. Delfino Brunelli.
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Sola Scriptura.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

JOÃO CALVINO, UM PRESENTE DE DEUS PARA A HUMANIDADE

"E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros
para evangelistas, e outros para pastores e doutores." Ef 4.11
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Hoje, comemora-se o quinto centenário de nascimento do reformador João Calvino. Ele nasceu no dia 10 de julho de 1509, na França, e morreu no dia 17 de maio de 1564 em Genebra, na Suiça. João Calvino foi, sem dúvida alguma, o maior expoente da Reforma Protestante no âmbito da sistematização de uma Teologia genuinamente bíblica. Calvino influenciou também a economia, a educação e a política do seu tempo. É de se perceber que o pensar teológico divide-se em antes e depois de Calvino; não foram muitos os teólogos que puderam marcar e sub-dividir a história através de uma sistematização lógica e coerente, além de muito fundamentada.
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A influência de Calvino na teologia foi tão profunda que, após sua morte, a teologia reformada cognominou-se calvinismo. O que Calvino pensou foi o que os apóstolos, os pais da igreja e tantos outros doutores (entre os tais: Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino) já haviam pensado sobre as doutrinas de Cristo.
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Desejo destacar apenas dois pontos do pensamento de Calvino, o que daria uma tese de doutorado (diga-se de passagem não é o objetivo neste post), tal a profundidade do pensar teológico desse autêntico doutor, dado pelo Senhor à igreja:
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(a) A depravação total da humanidade.
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Calvino defendia que o homem pecou em Adão e, consequentemente, não possui meios próprios de se aproximar do Salvador. Esse posicionamento vem de encontro ao defendido pela escola arminiana, que defende a participação do homem no processo de salvação; ou seja, o homem tem condições de decidir em aceitar ou não o Salvador.
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O que Calvino depreende dos escritos sagrados é que literalmente o homem morreu em seus delitos e pecados, não podendo, assim, tomar qualquer iniciativa em direção ao Senhor e Salvador. O pecado e a iniquidade que dilaceram o ser humano são mais que suficientes para lançá-lo ao inferno. O pecado original que está entranhado no homem, faz desse homem literalmente escravo do pecado. A depravação foi total, impossibilitando, sumariamente o homem de tomar qualquer iniciativa em direção a Cristo.
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A depravação humana é total da mesma forma que a morte é total. Ninguém pode está parcialmente morto. Assim, ninguém pote está parcialmente depravado. O pecado gerou uma depravação na humanidade de forma total que o incapacita de se decidir pelo Salvador.
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(b) A soberania de Deus.
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Calvino defendia a soberania de Deus absoluta. A autoridade de Deus é perfeita em sua administração. Nada, absolutamente, nada pega Deus de surpresa. Ele tem o controle da história em suas mãos e tudo é direcionado e determinado por Ele.
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Aqui está mais um ponto em que há divergência entre a escola da teologia reformada e a escola da teologia arminiana, que defende o processo de salvação com sendo produto da pré-ciência de Deus; ou seja, o Salvador conhece aquele que por sua livre vontade aceitaria o convite para salvação. Esse entendimento foi duramente contestado por Calvino, porque este depreendia da Palavra do Senhor que o pré-conhecimento de Deus está fundamentado no seu propósito e no seu plano; ou seja, é o Salvador quem, por livre vontade e autonomia absoluta, escolha, regenera e salva.
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Como pudemos observar, houve e ainda há um grande debate sobre os postulados dessas duas escolas teológicas. Por isso, quero destacar uma frase de Jacob Arminius, grande opositor da teologia de Calvino:
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"Calvino está um nível acima de qualquer comparação, no que diz respeito à interpretação da Escritura. Os seus comentários precisam ser muito mais valorizados do que quaisquer dos escritos que recebemos dos pais da igreja”!
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Quero deixar outro pronunciamento, agora de Richard Baxter, um grande puritano do século XVII:
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"“Não conheço outro homem, desde os dias dos apóstolos, que eu valorize e honre mais do que João Calvino. Eu me aproximo e tenho grande estima do seu juízo sobre todas as questões e sobre seus detalhes”.
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Acreditamos que enquanto houver pensadores, haverá divergências no campo do saber teológico, mas não se pode negar a enorme contribuição de João Calvino para a história da teologia reformada.
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Que o Senhor nos ajude a compreendermos mais e mais os seus caminhos!
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PS. Para quem deseja experimentar momentos de oração e compartilhamento na teologia reformada, filie-se a MAR - Missão Angrense Reformada.
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Sola Scriptura
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WJ

quinta-feira, 2 de julho de 2009

É HORA DA ASSEMBLEIA DE DEUS REPENSAR SEU SISTEMA

Há muito venho pensando sobre o sistema administrativo da nossa querida Assembleia de Deus no Brasil: Campo, Ministério, enfim. Na verdade, o que temos é uma administração presidencialista absolutista. O Presidente é vitalício e já indica como seu vice, aquele que quer que seja o futuro presidente (na grande maioria das vezes, seu filho).
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A igreja hoje é tida, por esses líderes, mais como uma empresa da família do que como uma instituição sagrada, que deveria servir aos anseios do Senhor. Não se ora mais para um direcionamento quanto ao futuro pastor, muito pelo contrário, há uma imposição com o discurso de que o "anjo do Senhor" está sob a orientação de Deus para indicar e empossar seu filho.
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A instituição perdeu o respeito. Também é cabível de entendimento, pois já perdeu o respeito pelo sagrado, quando sua liderança se curva diante do poder temporal e a ele se submete incondicionalmente pela visibilidade política, pelo afago ao ego, pelos míseros trocados. Repito: A instituição perdeu o respeito.
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Perdeu o respeito pelos homens de Deus. Não se atende mais aos intentos dos homens de Deus quando esses são antagônicos aos desejos da liderança. É estipulado um limite e não se pode avançar, mesmo que esse limite seja muito aquém do potencial dos chamados. É incrível, mas a maior alegria de alguns líderes é liderar homens com uma chamada profunda, e podá-los.
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Perdeu o respeito pela liberdade. A liderança da instituição não percebe a liberdade existente concedida aos chamados e expressa na Palavra do Senhor. Ela, no temor de perder poder, massacra, inibe, sufoca. Não emancipa ninguém, porque só pode haver um quem manda. Muitos líderes, mesquinhos e mentirosos, se escondem atrás de um discurso lindo, afirmando que seus obreiros devem crescer juntos, mas o que querem mesmo é que o seu nome apareça; que ele cresça. Entendo por pastor aquele que apascenta, que tem um púlpito para pregar e ensinar. Não consigo conceber a idéia de se ter pastor que não conheça suas ovelhas.
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Perdeu o respeito pela ética. Ética... Nem sei se existe mais na maioria da liderança das instituições eclesiásticas. Fico muito com uma frase proferida pelo Pr. Ricardo Gondim numa célebre mensagem entregue em uma formatura no IBAD: "O Senhor está mais preocupado com o que acontece em algumas reuniões em alguns gabinetes pastorais, do que com as prostitutas que rodam bolsinhas na praça da Sé". É duro esse discurso, mas é preciso pensar e repensar até concordarmos, pois é exatamente isso que acontece. Há coisas terríveis acontecendo nos gabinetes de nossas lideranças, inclusive em anos eleitorais. Não há ética pastoral, ministerial muito menos comportamental.
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Perdeu o respeito pelo evangelho de Jesus. Não foi esse tipo de evangelho que o Senhor pregou e outorgou a um grupo de discípulos. Não foi o evangelho do holofote. Não foi o evangelho do ter; do desrespeito; do massacre. O Evangelho de Jesus é o evangelho da repartição, do amor. O evangelho em que os pastores se ajudem mutuamente em oração. Não foi o evangelho que prega um campo enorme em que só o presidente vive de forma digna.
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Desejo concluir esse pensamento em forma de artigo, afirmando que minha mente não concebe a idéia de termos homens que se dizem de Deus, usufluindo do ministério por presidir, enquanto muitos dos seus liderados, que muitas vezes sofrem em suas congregações, vivem às minguas. A nossa querida Assembleia de Deus precisa repensar sua forma de governo, pois a tendência é que muitos pastores se desliguem de suas igrejas de origem para iniciar um trabalho autônomo. É hora de dizer não ao feudalismo eclesiástico.
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Que o Senhor nos proteja!
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Sola Scriptura

sábado, 27 de junho de 2009

2ª ESCOLA BÍBLICA DO MINISTÉRIO SUL FLUMINENSE

"Ouvi, Senhor, a tua palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra
no meio dos anos, no meio dos anos a notifica;
na ira lembra-te da misericórdia." Hc 3.2
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A Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Ministério Sul Fluminense -, em parceria com o Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em Angra dos Reis, realizam, entre os dias 10 e 14 de agosto do corrente ano, sua segunda Escola Bíblica. Serão 10 palestras sobre o tema: "É HORA DE AVIVAMENTO". Todas as palestras serão ministradas no templo sede - Rua Dr. Moacir de Paula Lobo, 179 - Centro - Angra dos Reis - RJ. As palestras acontecerão sempre a partir das 19:00 h.
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Segue-se a programação:
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Dia 10 - Pr. Timóteo Ramos de Oliveira (Presidente da CONFADERJ)
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Dia 11 - Pr. Ciro Sanches Zibórdi
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Dia 12 - Pr. Eliezer de Lira e Silva
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Dia 13 - Pr. Ezequias Amâncio Marins e Pr. William de Jesus
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Dia 14 - Pr. Geremias do Couto
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Salienta-se, ainda, que as inscrições devem ser feitas antecipadamente na secretaria da Igreja ou do IBADAR, pois as vagas são limitadas.
Contatos: (24) 3365 3498 - Secretaria da Igreja e do IBADAR
(24) 9263 3192 - Pr. William de Jesus
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Esperamos por você e sua família.
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Pr. William de Jesus - Coordenador da EBSF

sábado, 6 de junho de 2009

NÃO SOU CANTOR, SOU LEVITA

"E habitaram os sacerdotes, e os levitas, e alguns do povo, tanto os cantores como os porteiros e os netineus nas suas cidades, como também todo o Israel nas suas cidades." Esd 2.70
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Recentemente, estive ministrando a Palavra do Senhor em uma festividade de jovens e fiquei pensativo diante de uma afirmação feita por uma irmã (convidada para cantar no evento). Assim como a maioria dos cantores modernos, ela disse:
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"Primeiro que não sou cantora, sou levita. E isso tem uma diferença enorme."
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Incrível é que à semelhança dessa irmã, muitos cantores, hoje, estão se autoentitulando levitas. Pensam que fazem parte de um ministério mais abrangente, santo ou similar. No entanto, o que a Bíblia fala sobre os levitas?
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(a) Primeiro, os levitas, ou filhos de Levi, eram antes uma tribo secular, mas que se tornou a tribo sacerdotal, pois deles procederam os sacerdotes (descendentes de Arão) e os levitas (os demais membros da tribo).
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(b) Os levitas eram os descendentes de Levi, filho de Jacó, e pai de Gérson, Coate e Merari, de onde vem os gersonitas, coatitas e meraritas. No capítulo 4 do livro dos Números, temos o ministério dos levitas:
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1) Ministério dos filhos de Coate (Nm 4.5-20). Cuidar dos utensílios do Tabernáculo.
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2) Ministério dos filhos de Gérson (Nm 4.21-28). Levar as cortinas, a tenda, a coberta do Tabernáculo.
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3) Ministério dos filhos de Merari (Nm 4.29-33). Levar as tábuas, os varais, as colunas, as bases do Tabernáculo.
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Como se depreende do texto supra, o ofício dos levitas era o serviço do altar. Trabalhar em prol do Tabernáculo. Tudo que diz respeito ao Tabernáculo era ofício dos levitas, inclusive as ministrações, pois os sacerdotes eram oriundos dos levitas.
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Entendo que todos aqueles que se predispõem em servir ao Senhor de coração, tornam-se um de seus levitas. Confesso que não entendi ainda de onde tiraram que os levitas formam, hoje, um ministério somente voltados àqueles que cantam. Quando meditamos nos Salmos, podemos perceber que o salmista convoca todo o povo de Israel a adorar ao Senhor.
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Além do mais, louvar ao Senhor é algo que ultrapassa a idéia de cantar. Há muitos que cantam, mas não louvam ao Senhor. Louvar ao Senhor está intimamante ligado à prestação de culto, e prestar culto é algo que vai muito além de cantar. O culto é prestado nas minhas ações, no meu silêncio em reverência, nas minhas ofertas, enfim. Desta forma, todos somos levitas. À semelhança dos levitas no antigo Testamento, todos nós temos uma responsabilidade diante do Senhor e com sua obra. Todos temos um ministério.
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Confesso que não concebo a idéia de uma grande diferença entre cantar e ser levita. Confesso também que é de uma prepotência muito grande alguém desejar autoentitular levita na consciência de que, com essa titulação, consegue um ministério maior.
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Entendo que ser levita é servir ao Senhor. É fazer parte da tribo escolhida para o ofício do Tabernáculo e para o ofício sacerdotal.
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Sola Scriptura.
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WJ

terça-feira, 2 de junho de 2009

Existe algo de estranho no reino da "Dinamarca"

"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - isso é vaidade de baixo nível. Há os que desejam tê-lo para edificar outros - isso é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - isso é sabedoria."
Barnardo de Claraval
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Confesso que minha mente não concebe a idéia de uma aliança entre o sagrado e o profano. Ainda que as circunstâncias lutem implacavelmente para me fazer aceitar tal pressuposto, não consigo vislumbrar, à luz da Santa Palavra de Deus e da tradição histórica da santa igreja do Senhor, um fim saudável e vitorioso para os que aderem tal aliança.
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Ontem foi uma noite especial no Instituto de Teologia! Discutíamos, em Teologia Contemporânea, os pensamentos de Karl Barth sobre "A Comunidade", no seu livro "Introdução à Teologia Evangélica" (Editora Sinodal). Após um debate sadio que desembocou num ambiente profícuo e salutar, tomei a palavra e disse à classe: "Meus irmãos, entendemos que se a Palavra entrar em nossos corações, ela nos obriga a transmitir uma palavra à sociedade. A Palavra de Deus, uma vez dentro de nossa mente, impele-nos à realizações comportamentais".
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Não duvido dessa verdade barthiana, até porque é genuinamente bíblica. Sabemos que há muitos pontos na teologia de Karl Barth que devemos nos aprofundar e, até certo ponto, deixar de lado no que tange à adoção de uma linha a ser seguida, mas especificamente aqui, quando ele pensa a relação entre a Palavra e a Comunidade, percebo uma ortodoxia desembocando na ortopraxia, ou seja, a prática do amor.
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E toda essa ação noturna, numa sala de aula de uma academia teológica, levou-me a algumas indagações:
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Por que muitos homens de Deus, ou ditos homens de Deus, que tiveram um envolvimento com o sagrado no início de seus ministérios, conseguem se sentar à mesa dos ímpios e fazer negociatas?
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Por que lidam com a Igreja (a "Comunidade" Barthiana) como se fosse uma empresa da família?
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Por que muitos não conseguem entender que a cultura, os tempos e tantos outros aspectos da vida mudaram, mas as verdades fundamentais do Evangelho não mudará jamais?
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Por que essas atitudes me levam a crer cada dia mais que muitos não aceitam mais os pressupostos teológicos da escatologia, principalmente a vinda do Senhor e a vida eterna?
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Não adianta adquirir sabedoria, se esta não for usada para a edificação do corpo. A sabedoria que foge a essa essência, não é a sabedoria que vem do alto. Faz-se necessário entendermos que as verdades teológicas que sustentam historicamente a Igreja são imutáveis e é por elas que devemos lutar, custe o que custar.
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De um subversivo, mas crente em Jesus e no seu Evangelho.
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Sola Scriptura.
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WJ

terça-feira, 19 de maio de 2009

REFLEXÕES SOBRE A TRINDADE

"Eu não sei qual das três pessoas da Trindade eu mais amo, porém isso eu sei, eu amo a todas três"
Samuel Rutherford
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A doutrina da Trindade é de difícil entendimento, no entanto, é uma doutrina bíblica. Destarte, não se pode ter outra atitude se não aceitá-la. Trata-se de três pessoas, autônomas e dissolúveis, e um Deus em essência.
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Assim descreve o Pr. Joel R. Beeke sobre a Trindade:
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"Quando estamos motivados pelo grande amor de um Pai que deu Seu único Filho, e somos movidos pelo Filho que Se deu a Si mesmo, e somos movidos pelo Espírito Santo que tem a paciência de operar em pecadores tão difíceis como nós, somente podemos caminhar de uma forma gostosa e desejosa com este Deus Triúno".
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Que maravilha! Percebe-se na história humana o envolvimento de Deus. Há uma preocupação em Deus de se fazer presente na vida e na história do homem. Nessa relação vertical, e de pura passividade do homem, presencia-se o envolvimento nítido de um Deus triúno. O Pai que ama o homem e dá Seu Filho; o Filho que ama o homem e Se dá e o Espírito Santo que opera no homem, pecador e mortal.
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Há um conceito de Trindade pensado por William P. Young, que o atrela à relação de amor e relacionamento. Eis o que ele diz:
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"Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um (...) O importante é o seguinte: se eu fosse simplesmente Um Deus e Uma Pessoa, você iria se encontrar nessa Criação sem algo maravilhoso, sem algo que é essencial. E eu seria absolutamente diferente do que sou. (...) E os homens estariam sem amor e relacionamento. Todo amor e relacionamento só são possíveis para vocês porque já existem dentro de Mim, dentro do próprio Deus. O amor não é limitado. O amor é o voo. Eu sou o amor".
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No conceito de Young, a Trindade se apresenta e se relaciona na existência para levar ao homem
o entendimento da relação firme, sólida, essencial à vida, entre o amor e o relacionamento. Deus é amor. A Trindade existe harmonicamente.
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Pode até ser uma doutrina de difícil entendimento, mas, indubitavelmente, de fácil aceitação. Digo isso, pois todo aquele que se predispõe a aceitá-la, sente na alma a presença real e substancial das três pessoas na essência de um único Deus Triúno.
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Sola Scriptura.
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WJ

quarta-feira, 13 de maio de 2009

LI "A CABANA" E RECOMENDO

"Um dia, porém, ele recebe um estranho bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo."

Com o coração encharcado de prazer, alegria e comoção, acabo de ler o livro, magnífico, "A Cabana", de William P. Young, Editora Sextante.

Trata-se de uma obra de ficção em que o autor utiliza uma linguagem simples para dissecar assuntos complexos, tais como: a doutrina da Trindade, a centralidade de Deus, o amor incondicional de Deus, a singularidade do homem, etc.

É a história de um homem, Mackenzie Allen Phillips, envolvido em crises existenciais e traumáticas. Suas crises chegam ao apce quando sua filha, de seis anos, é cruelmente assassinada numa cabana.

Passam-se três anos e meio e Mack, como é chamado Mackenzie, recebe um bilhete assinado por "Papai", nome pelo qual sua esposa se referia a Deus, dizendo que o aguardava para um encontro na Cabana. Mack vai ao final de semana para a Cabana e lá tem um encontro surpreendente.

Bom, daí para frente vocês podem, e devem, ler essa obra. O que quero compartilhar é a forma simples como o autor consegue, nos moldes de um romance, discutir assuntos complexos da teologia. Parece até que estamos diante de uma teologia puritana e prática. Afirmo que só não estamos, porque a linha defendida pelo autor foge à da reformada.

Na Cabana, Deus conversa com Mack, como se fosse um homem.... E durante esses diálogos, Mack recebe a cura interior gradativamente. É incrível a forma simples como podemos, e, creio, devemos, nos comportar diante do Sagrado. Deus é o Emanuel, "Deus conosco", é o Ser que se historifica, temporaliza, "arma entre nós a sua tenda".É o Deus que vive conosco e vive em nós. A partir do momento que encararmos Deus como um ser que não quer se distanciar de nós, muito pelo contrário, indubitavelmente, teremos uma comunhão muito mais efeicaz com Ele.

A leitura de "A Cabana", além de nos proporcionar uma alegre e contagiante viagem, vai também nos fazer compreender mais sobre a relação íntima com o Senhor.

Leia, você não vai se arrepender.

Sola Scriptura.

wj

sexta-feira, 1 de maio de 2009

É TEMPO DE VOLTAR

"Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante mim." (Is 49.16)

Confesso que, às vezes, me pego pensando em tudo que já vivi. Então, vejo-me aos 13 anos de idade quando caminhava cerca de 3 km, a pé, para cultuar ao Senhor. Lembro-me perfeitamente das noites que passava em vigílias, sozinho, em meu quarto. Momentos que reservava para compartilhar com o Senhor de um diálogo sério e comprometedor. Penso, também, nas muitas horas em que passava lendo a Bíblia sagrada; lia a Bíblia 2 vezes ao ano e todo ano. Havia um ardor em meu coração que me conduzia a leituras devocionais, teológicas e similares.

Aí o tempo passa. Advêm os compromissos, as responsabilidades com o trabalho, a família, a igreja, enfim. Muitas vezes, não percebemos que o tempo vai sendo utilizado com outras ações. Não há mais tempo disponível para uma leitura, um estudo dirigido, uma noite de oração e meditação, pois no dia seguinte, há a necessidade de se levantar às seis horas. Aquela sobra de tempo que era tão comum, já não existe. Então, começamos, naturalmente, a deixar de lado a leitura, a meditação, a oração. Não digo que deixamos de lado, por completo, a vida de leitura, estudo sistemático da Palavra e a oração, mas que a essas ações é destinado um tempo muito menor, disso não se tem dúvidas. Então, o que fazer?

"Antecipei-me à alva da manhã e clamei; esperei na tua palavra. Os meus olhos anteciparam-me às vigílias da noite, para meditar na tua palavra." (Sl 119.147,148)

Em primeiro lugar, precisamos entender que não há motivo algum para que minha relação com o Senhor seja prejudicada. Urge a necessidade de que entendamos que nada pode assumir o lugar de mais importante em nossa vida do que a relação íntima com o Sagrado; e que essa relação advém com a leitura, a meditação e a oração. Logo, há a necessidade de se fazer como o salmista, dormir menos.

O salmista também passou por tudo isso. Sua vida era uma vida de oração, estudo, mas um dia se viu diante da responsabilidade, que tomava quase todo seu tempo - governar o povo. O que ele fez? Diminuiu as horas de sono. É o que precisamos fazer, hoje, diminuir as horas de sono. Dormir menos. Criar o hábito de ler, estudar e orar, nos momentos que temos e dormirmos menos. Ou dormimos mais tarde, ou acordamos mais cedo, mas precisamos dormir menos a fim de utilizarmos esse tempo na construção de uma relação mais íntima com o Senhor.

"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus." (Ef 5.16,17)

Que conselho magnífico o apóstolo Paulo dá ao seu filho Timóteo! Remir o tempo se iguala à expressão "cuidar do tempo", ou seja, usar o tempo de maneira mais satisfatória; não desperdiçar o tempo. Quanto tempo se perde na fila do banco, nas conversas entre amigos, nas idas e vindas a determinados locais.

Cheguei à conclusão de que, por mais que nosso tempo tenha se encurtado palas responsabilidades já descritas alhures, ainda temos tempo - menos, mas temos. O grande problema é que não estamos "remindo o tempo".

Precisamos voltar àqueles tempos em que alimentávamos a relação com o Senhor. Tempo em que estar intimamente ligado com o sagrado era o que havia de mais importante em nossa vida. Tempo em que gastávamos na leitura, no aprendizado, na meditação profunda e sistemática, na oração, no jejum, nas vigílias, enfim. Tempo em que o tempo era usado para um comprometimento mais estreito com tudo que se relaciona com o Senhor.

Eu preciso resgatar essa idéia. E, confesso que esse sentimento me consome de alguns meses para cá. Tenho lutado muito para não perder mais tempo. Muitos me encontram (quando me encontram) e dizem: "Ainda está morando em Angra?", outros: "Nossa, como você está sumido!" E é verdade, eu estou sumido mesmo, mas é porque estou remindo meu tempo. Quando não estou trabalhando ou na igreja, estou em casa lendo, orando. Tenho lutado muito para dormir menos. Só durmo tarde, independente se tenho que acordar às seis da manhã (horário que acordo todos os dias).

Há uma necessidade mais que urgente de voltarmos a essa meditação. Não podemos permitir que percamos a comunhão que tínhamos com o Senhor, por razões temporais.

Sola Scriptura.

WJ

quinta-feira, 30 de abril de 2009

NA CASA DO FARISEU, POR AMOR.

"E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele;
e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa." Lc 7.36

Esse texto retrata uma linda história de amor. Diria até, de uma mulher híper apaixonada por Jesus. Ela entra por detrás do Mestre, sem se interessar se seus pés estão sujos, pela poeira da estrada, com odor não muito agradável.... Não... Ela não liga pra isso. Seu objetivo é único: chorar aos pés do seu amado.

É uma linda história, que nos mostra o quanto precisamos amá-lo, sem olhar para o que Ele vai fazer por nós, muito pelo contrário, amá-lo pelo que Ele já fez.
No entanto, o texto começa apresentando exatamente um Mestre que se revela como um apaixonado pelo pecador. Seu amor é incondicional ao ponto de fazê-lo descer à casa de um fariseu. Diria, um leproso fariseu. Encharcado pela lepra da hipocrisia.

Os fariseus eram aqueles que se portavam como os mais excelentes filhos de Deus. Prendiam-se aos estereótipos, às aparências. Todos deveriam saber que estavam orando, jejuando, orfertando, enfim; o que faziam, faziam-no para que os homens soubesse; ou seja, agiam exatamente contrários aos mandamentos do Mestre.

E é na casa de um fariseu hipócrita e com a lepra da auto-exaltação que Jesus entra. Que coisa linda! O Mestre maior tem um objetivo. Sua vida é pra ser vivida dentro de uma ação pré determinada. Costumo dizer que a discussão sobre predestinação existe há muito tempo, mas todos os adeptos a essa calorosa discussão se curvam diante da assertiva: Jesus foi um predestinado. Predestinado a morrer morte de Cruz, predestinado a não pecar, predestinado a salvar, predestinado a amar, amar incondicionalmente...

Quero compartilhar três pontos sobre a descida e entrada de Jesus na casa de Simão, o fariseu:

(a) Não há circunstâncias pecaminosas que superem o amor de Jesus

Simão, o fariseu, rogou ao Mestre que entrasse em sua casa. Depreende-se desse texto que houve uma pré disposição no fariseu em rogar. Ele não pede, ele roga, implora.

Confesso que minha mente não concebe a idéia de que Jesus só entrou na casa de Simão porque houve esse dito "rogo". Acredito, piamente, que o Mestre permitiu ao fariseu rogar para que houvesse um processo de humilhação por parte desse pecador.

Não se pode negar o fato de que Jesus, ao entrar na casa de simão, desce às partes mais baixas, no contexto religioso. Entende-se, portanto, que não há circunstâncias pecaminosas que superem o amor de Jesus. Ele vai aonde está o mais terrível pecador. Seu objetivo é se revelar, é se apresentar como aquele que ama.

Foi assim que fomos atingidos pelo Senhor. Ele desceu até aonde estávamos (ou alguém acredita que, por si só, subiu aonde Jesus estava e se entregou a Ele?), e ali, naquela lama pecaminosa, encontrou-se conosco.

(b) Ele trata o homem como homem

É óbvio que muitos dos que ali estavam, pensaram a respeito do comportamento não muito convencional do Mestre; mas esse seria sempre o seu comportamento. Ele não faz distinção entre homem e homem.

Nós é que temos esse comportamento de sub dividir os homens em classes. Para a humanidade, o ser humano está dividido em classes; para a igreja, os homens estão divididos em classes; mas para Jesus não há divisão. Jesus olha e vê o homem dependente de seu amor.

Quando Ele entra na casa de Simão, Ele trata Simão como Simão. Um fariseu, com a lepra da hipocrisia, corrompido e dependente de seu amor salvífico. Não há como não entender que esse seria o tratamento que Jesus daria a Simão, pois sempre foi assim.

Muitas vezes não compreendemos por que recebemos do Senhor determinado tatamento; daí começamos a nos preocupar. Somos confrontados e isso nos leva à indagações profundas. Sabe?

Isso não é nada. Ele trata-nos como somos. Somos homens.

(c) Ele vai aonde o homem está

Foi o Mestre mesmo quem disse que os sãos não precisam de médicos, mas, sim, os doentes. Desta forma, compreende-se que Ele vai aonde o homem necessitado se encontra.

Ninguém consegue dar um passo em direção ao Senhor por vontade própria; logo, sempre é Ele quem dá o primeiro passo. Não interessa a Jesus aonde o homem esteja, Ele vai ao encontro do homem.

O que acontece depois, em relação à mulher, é algo maravilhoso e que nos revela grandes lições de amor, mas é fruto de um acontecimento marcante - Jesus na casa de um fariseu com a lepra da hipocrisia.

Que o Senhor nos ajude a compreender seu grande e imensurável amor!

Sola Scriptura.

WJ