Senhor, ajude-nos a cairmos sempre prostrados aos seus pés em sinal de constrangimento, submissão e amor!



terça-feira, 2 de junho de 2009

Existe algo de estranho no reino da "Dinamarca"

"Há os que adquirem conhecimento pelo valor do conhecimento - isso é vaidade de baixo nível. Há os que desejam tê-lo para edificar outros - isso é amor. E há outros que o desejam para que eles mesmos sejam edificados - isso é sabedoria."
Barnardo de Claraval
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Confesso que minha mente não concebe a idéia de uma aliança entre o sagrado e o profano. Ainda que as circunstâncias lutem implacavelmente para me fazer aceitar tal pressuposto, não consigo vislumbrar, à luz da Santa Palavra de Deus e da tradição histórica da santa igreja do Senhor, um fim saudável e vitorioso para os que aderem tal aliança.
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Ontem foi uma noite especial no Instituto de Teologia! Discutíamos, em Teologia Contemporânea, os pensamentos de Karl Barth sobre "A Comunidade", no seu livro "Introdução à Teologia Evangélica" (Editora Sinodal). Após um debate sadio que desembocou num ambiente profícuo e salutar, tomei a palavra e disse à classe: "Meus irmãos, entendemos que se a Palavra entrar em nossos corações, ela nos obriga a transmitir uma palavra à sociedade. A Palavra de Deus, uma vez dentro de nossa mente, impele-nos à realizações comportamentais".
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Não duvido dessa verdade barthiana, até porque é genuinamente bíblica. Sabemos que há muitos pontos na teologia de Karl Barth que devemos nos aprofundar e, até certo ponto, deixar de lado no que tange à adoção de uma linha a ser seguida, mas especificamente aqui, quando ele pensa a relação entre a Palavra e a Comunidade, percebo uma ortodoxia desembocando na ortopraxia, ou seja, a prática do amor.
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E toda essa ação noturna, numa sala de aula de uma academia teológica, levou-me a algumas indagações:
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Por que muitos homens de Deus, ou ditos homens de Deus, que tiveram um envolvimento com o sagrado no início de seus ministérios, conseguem se sentar à mesa dos ímpios e fazer negociatas?
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Por que lidam com a Igreja (a "Comunidade" Barthiana) como se fosse uma empresa da família?
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Por que muitos não conseguem entender que a cultura, os tempos e tantos outros aspectos da vida mudaram, mas as verdades fundamentais do Evangelho não mudará jamais?
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Por que essas atitudes me levam a crer cada dia mais que muitos não aceitam mais os pressupostos teológicos da escatologia, principalmente a vinda do Senhor e a vida eterna?
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Não adianta adquirir sabedoria, se esta não for usada para a edificação do corpo. A sabedoria que foge a essa essência, não é a sabedoria que vem do alto. Faz-se necessário entendermos que as verdades teológicas que sustentam historicamente a Igreja são imutáveis e é por elas que devemos lutar, custe o que custar.
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De um subversivo, mas crente em Jesus e no seu Evangelho.
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Sola Scriptura.
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WJ

terça-feira, 19 de maio de 2009

REFLEXÕES SOBRE A TRINDADE

"Eu não sei qual das três pessoas da Trindade eu mais amo, porém isso eu sei, eu amo a todas três"
Samuel Rutherford
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A doutrina da Trindade é de difícil entendimento, no entanto, é uma doutrina bíblica. Destarte, não se pode ter outra atitude se não aceitá-la. Trata-se de três pessoas, autônomas e dissolúveis, e um Deus em essência.
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Assim descreve o Pr. Joel R. Beeke sobre a Trindade:
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"Quando estamos motivados pelo grande amor de um Pai que deu Seu único Filho, e somos movidos pelo Filho que Se deu a Si mesmo, e somos movidos pelo Espírito Santo que tem a paciência de operar em pecadores tão difíceis como nós, somente podemos caminhar de uma forma gostosa e desejosa com este Deus Triúno".
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Que maravilha! Percebe-se na história humana o envolvimento de Deus. Há uma preocupação em Deus de se fazer presente na vida e na história do homem. Nessa relação vertical, e de pura passividade do homem, presencia-se o envolvimento nítido de um Deus triúno. O Pai que ama o homem e dá Seu Filho; o Filho que ama o homem e Se dá e o Espírito Santo que opera no homem, pecador e mortal.
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Há um conceito de Trindade pensado por William P. Young, que o atrela à relação de amor e relacionamento. Eis o que ele diz:
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"Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um (...) O importante é o seguinte: se eu fosse simplesmente Um Deus e Uma Pessoa, você iria se encontrar nessa Criação sem algo maravilhoso, sem algo que é essencial. E eu seria absolutamente diferente do que sou. (...) E os homens estariam sem amor e relacionamento. Todo amor e relacionamento só são possíveis para vocês porque já existem dentro de Mim, dentro do próprio Deus. O amor não é limitado. O amor é o voo. Eu sou o amor".
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No conceito de Young, a Trindade se apresenta e se relaciona na existência para levar ao homem
o entendimento da relação firme, sólida, essencial à vida, entre o amor e o relacionamento. Deus é amor. A Trindade existe harmonicamente.
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Pode até ser uma doutrina de difícil entendimento, mas, indubitavelmente, de fácil aceitação. Digo isso, pois todo aquele que se predispõe a aceitá-la, sente na alma a presença real e substancial das três pessoas na essência de um único Deus Triúno.
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Sola Scriptura.
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WJ

quarta-feira, 13 de maio de 2009

LI "A CABANA" E RECOMENDO

"Um dia, porém, ele recebe um estranho bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo."

Com o coração encharcado de prazer, alegria e comoção, acabo de ler o livro, magnífico, "A Cabana", de William P. Young, Editora Sextante.

Trata-se de uma obra de ficção em que o autor utiliza uma linguagem simples para dissecar assuntos complexos, tais como: a doutrina da Trindade, a centralidade de Deus, o amor incondicional de Deus, a singularidade do homem, etc.

É a história de um homem, Mackenzie Allen Phillips, envolvido em crises existenciais e traumáticas. Suas crises chegam ao apce quando sua filha, de seis anos, é cruelmente assassinada numa cabana.

Passam-se três anos e meio e Mack, como é chamado Mackenzie, recebe um bilhete assinado por "Papai", nome pelo qual sua esposa se referia a Deus, dizendo que o aguardava para um encontro na Cabana. Mack vai ao final de semana para a Cabana e lá tem um encontro surpreendente.

Bom, daí para frente vocês podem, e devem, ler essa obra. O que quero compartilhar é a forma simples como o autor consegue, nos moldes de um romance, discutir assuntos complexos da teologia. Parece até que estamos diante de uma teologia puritana e prática. Afirmo que só não estamos, porque a linha defendida pelo autor foge à da reformada.

Na Cabana, Deus conversa com Mack, como se fosse um homem.... E durante esses diálogos, Mack recebe a cura interior gradativamente. É incrível a forma simples como podemos, e, creio, devemos, nos comportar diante do Sagrado. Deus é o Emanuel, "Deus conosco", é o Ser que se historifica, temporaliza, "arma entre nós a sua tenda".É o Deus que vive conosco e vive em nós. A partir do momento que encararmos Deus como um ser que não quer se distanciar de nós, muito pelo contrário, indubitavelmente, teremos uma comunhão muito mais efeicaz com Ele.

A leitura de "A Cabana", além de nos proporcionar uma alegre e contagiante viagem, vai também nos fazer compreender mais sobre a relação íntima com o Senhor.

Leia, você não vai se arrepender.

Sola Scriptura.

wj

sexta-feira, 1 de maio de 2009

É TEMPO DE VOLTAR

"Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante mim." (Is 49.16)

Confesso que, às vezes, me pego pensando em tudo que já vivi. Então, vejo-me aos 13 anos de idade quando caminhava cerca de 3 km, a pé, para cultuar ao Senhor. Lembro-me perfeitamente das noites que passava em vigílias, sozinho, em meu quarto. Momentos que reservava para compartilhar com o Senhor de um diálogo sério e comprometedor. Penso, também, nas muitas horas em que passava lendo a Bíblia sagrada; lia a Bíblia 2 vezes ao ano e todo ano. Havia um ardor em meu coração que me conduzia a leituras devocionais, teológicas e similares.

Aí o tempo passa. Advêm os compromissos, as responsabilidades com o trabalho, a família, a igreja, enfim. Muitas vezes, não percebemos que o tempo vai sendo utilizado com outras ações. Não há mais tempo disponível para uma leitura, um estudo dirigido, uma noite de oração e meditação, pois no dia seguinte, há a necessidade de se levantar às seis horas. Aquela sobra de tempo que era tão comum, já não existe. Então, começamos, naturalmente, a deixar de lado a leitura, a meditação, a oração. Não digo que deixamos de lado, por completo, a vida de leitura, estudo sistemático da Palavra e a oração, mas que a essas ações é destinado um tempo muito menor, disso não se tem dúvidas. Então, o que fazer?

"Antecipei-me à alva da manhã e clamei; esperei na tua palavra. Os meus olhos anteciparam-me às vigílias da noite, para meditar na tua palavra." (Sl 119.147,148)

Em primeiro lugar, precisamos entender que não há motivo algum para que minha relação com o Senhor seja prejudicada. Urge a necessidade de que entendamos que nada pode assumir o lugar de mais importante em nossa vida do que a relação íntima com o Sagrado; e que essa relação advém com a leitura, a meditação e a oração. Logo, há a necessidade de se fazer como o salmista, dormir menos.

O salmista também passou por tudo isso. Sua vida era uma vida de oração, estudo, mas um dia se viu diante da responsabilidade, que tomava quase todo seu tempo - governar o povo. O que ele fez? Diminuiu as horas de sono. É o que precisamos fazer, hoje, diminuir as horas de sono. Dormir menos. Criar o hábito de ler, estudar e orar, nos momentos que temos e dormirmos menos. Ou dormimos mais tarde, ou acordamos mais cedo, mas precisamos dormir menos a fim de utilizarmos esse tempo na construção de uma relação mais íntima com o Senhor.

"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus." (Ef 5.16,17)

Que conselho magnífico o apóstolo Paulo dá ao seu filho Timóteo! Remir o tempo se iguala à expressão "cuidar do tempo", ou seja, usar o tempo de maneira mais satisfatória; não desperdiçar o tempo. Quanto tempo se perde na fila do banco, nas conversas entre amigos, nas idas e vindas a determinados locais.

Cheguei à conclusão de que, por mais que nosso tempo tenha se encurtado palas responsabilidades já descritas alhures, ainda temos tempo - menos, mas temos. O grande problema é que não estamos "remindo o tempo".

Precisamos voltar àqueles tempos em que alimentávamos a relação com o Senhor. Tempo em que estar intimamente ligado com o sagrado era o que havia de mais importante em nossa vida. Tempo em que gastávamos na leitura, no aprendizado, na meditação profunda e sistemática, na oração, no jejum, nas vigílias, enfim. Tempo em que o tempo era usado para um comprometimento mais estreito com tudo que se relaciona com o Senhor.

Eu preciso resgatar essa idéia. E, confesso que esse sentimento me consome de alguns meses para cá. Tenho lutado muito para não perder mais tempo. Muitos me encontram (quando me encontram) e dizem: "Ainda está morando em Angra?", outros: "Nossa, como você está sumido!" E é verdade, eu estou sumido mesmo, mas é porque estou remindo meu tempo. Quando não estou trabalhando ou na igreja, estou em casa lendo, orando. Tenho lutado muito para dormir menos. Só durmo tarde, independente se tenho que acordar às seis da manhã (horário que acordo todos os dias).

Há uma necessidade mais que urgente de voltarmos a essa meditação. Não podemos permitir que percamos a comunhão que tínhamos com o Senhor, por razões temporais.

Sola Scriptura.

WJ

quinta-feira, 30 de abril de 2009

NA CASA DO FARISEU, POR AMOR.

"E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele;
e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa." Lc 7.36

Esse texto retrata uma linda história de amor. Diria até, de uma mulher híper apaixonada por Jesus. Ela entra por detrás do Mestre, sem se interessar se seus pés estão sujos, pela poeira da estrada, com odor não muito agradável.... Não... Ela não liga pra isso. Seu objetivo é único: chorar aos pés do seu amado.

É uma linda história, que nos mostra o quanto precisamos amá-lo, sem olhar para o que Ele vai fazer por nós, muito pelo contrário, amá-lo pelo que Ele já fez.
No entanto, o texto começa apresentando exatamente um Mestre que se revela como um apaixonado pelo pecador. Seu amor é incondicional ao ponto de fazê-lo descer à casa de um fariseu. Diria, um leproso fariseu. Encharcado pela lepra da hipocrisia.

Os fariseus eram aqueles que se portavam como os mais excelentes filhos de Deus. Prendiam-se aos estereótipos, às aparências. Todos deveriam saber que estavam orando, jejuando, orfertando, enfim; o que faziam, faziam-no para que os homens soubesse; ou seja, agiam exatamente contrários aos mandamentos do Mestre.

E é na casa de um fariseu hipócrita e com a lepra da auto-exaltação que Jesus entra. Que coisa linda! O Mestre maior tem um objetivo. Sua vida é pra ser vivida dentro de uma ação pré determinada. Costumo dizer que a discussão sobre predestinação existe há muito tempo, mas todos os adeptos a essa calorosa discussão se curvam diante da assertiva: Jesus foi um predestinado. Predestinado a morrer morte de Cruz, predestinado a não pecar, predestinado a salvar, predestinado a amar, amar incondicionalmente...

Quero compartilhar três pontos sobre a descida e entrada de Jesus na casa de Simão, o fariseu:

(a) Não há circunstâncias pecaminosas que superem o amor de Jesus

Simão, o fariseu, rogou ao Mestre que entrasse em sua casa. Depreende-se desse texto que houve uma pré disposição no fariseu em rogar. Ele não pede, ele roga, implora.

Confesso que minha mente não concebe a idéia de que Jesus só entrou na casa de Simão porque houve esse dito "rogo". Acredito, piamente, que o Mestre permitiu ao fariseu rogar para que houvesse um processo de humilhação por parte desse pecador.

Não se pode negar o fato de que Jesus, ao entrar na casa de simão, desce às partes mais baixas, no contexto religioso. Entende-se, portanto, que não há circunstâncias pecaminosas que superem o amor de Jesus. Ele vai aonde está o mais terrível pecador. Seu objetivo é se revelar, é se apresentar como aquele que ama.

Foi assim que fomos atingidos pelo Senhor. Ele desceu até aonde estávamos (ou alguém acredita que, por si só, subiu aonde Jesus estava e se entregou a Ele?), e ali, naquela lama pecaminosa, encontrou-se conosco.

(b) Ele trata o homem como homem

É óbvio que muitos dos que ali estavam, pensaram a respeito do comportamento não muito convencional do Mestre; mas esse seria sempre o seu comportamento. Ele não faz distinção entre homem e homem.

Nós é que temos esse comportamento de sub dividir os homens em classes. Para a humanidade, o ser humano está dividido em classes; para a igreja, os homens estão divididos em classes; mas para Jesus não há divisão. Jesus olha e vê o homem dependente de seu amor.

Quando Ele entra na casa de Simão, Ele trata Simão como Simão. Um fariseu, com a lepra da hipocrisia, corrompido e dependente de seu amor salvífico. Não há como não entender que esse seria o tratamento que Jesus daria a Simão, pois sempre foi assim.

Muitas vezes não compreendemos por que recebemos do Senhor determinado tatamento; daí começamos a nos preocupar. Somos confrontados e isso nos leva à indagações profundas. Sabe?

Isso não é nada. Ele trata-nos como somos. Somos homens.

(c) Ele vai aonde o homem está

Foi o Mestre mesmo quem disse que os sãos não precisam de médicos, mas, sim, os doentes. Desta forma, compreende-se que Ele vai aonde o homem necessitado se encontra.

Ninguém consegue dar um passo em direção ao Senhor por vontade própria; logo, sempre é Ele quem dá o primeiro passo. Não interessa a Jesus aonde o homem esteja, Ele vai ao encontro do homem.

O que acontece depois, em relação à mulher, é algo maravilhoso e que nos revela grandes lições de amor, mas é fruto de um acontecimento marcante - Jesus na casa de um fariseu com a lepra da hipocrisia.

Que o Senhor nos ajude a compreender seu grande e imensurável amor!

Sola Scriptura.

WJ

sábado, 25 de abril de 2009

PR. JOSÉ WELLINGTON É REELEITO PRESIDENTE DA CGADB.

A 39ª AGO, realizada entre os dias 20 e 24 de abril, encerrou-se após a posse da nova Mesa Diretora. Como é de ciência de todos, o Pr. José Wellington foi reeleito para presidir a CGADB pelos próximos 4 anos.

Não se pode negar que a gestão do Pr. José Wellington à frente da CGADB, ao longo dessas duas décadas (ora na presisência, ora compondo a Mesa, mas sempre com o mesmo grupo), teve muito de positivo, incluindo aqui a elevação de nossa CPAD como a primeira Editora Evangélica do Brasil (e América Latina?). No entanto, penso que a razão por que há uma continuidade no poder deve-se a dois fatos:

1) O atual grupo que está à frente da CGADB não queria ficar de fora (na questão administrativa) do Centenário das Assembléias de Deus no Brasil (2011). Ganhando essa eleição, após mudança estatutária (de 2 para 4 anos de mandato), essa nova Mesa, presidida pelo Pr. José Wellington, estará incumbida de assumir os festejos do centenário. Trata-se de uma grande festa!!!!

Faço um comentário, estritamente pessoal, sobre esse ponto: Penso que é mais que justo uma pessoa entender que deva estar à frente da Instituição que presidiu ininterruptamente desde 1995, e que está compondo a Mesa desde o começo da década de 1980, nos grandes festejos do, tão esperado, Centenário das Assembléias de Deus. Por esta razão, meus parabéns ao Pr. José Wellington, que já marcou seu nome nas páginas da linda história das Assembléias de Deus, e que com esse feito, com certeza, estará entre as maiores lideranças que o Senhor já levantou nas Assembléias de Deus (no meu modesto ponto de vista, atrás apenas dos Pastores fundadores, Daniel Berg e Gunnar Vingren).

2) Ainda há um pensamento contrário à idéia de se transferir a responsabilidade de guiar os caminhos da CGADB a essa nova geração. Nunca me esqueço de um Pastor que pregou na Capela do IBAD (Pindamonhangaba - SP), em minha época de seminarista, e disse que num diálogo entre dois pastores, o da antiga geração dizia: "Que tipo de homens assumirão 'nossas' igrejas?!!" E dizia isso com uma preocupação profunda. Enquanto o Pastor da nova geração retrucava: "Que tipo de igreja, receberemos das mãos dos líderes mais antigos?!!" E, também, dizia isso com uma preocupação profunda.

É de se notar que há uma grande preocupação dupla: uma por parte da "velha guarda" (com todo respeito), que por zelo ou coisa similar, não vê na nova geração condições para assumir a direção da CGADB. Outra, por parte da nova geração, que vê um "atraso" enorme na "velha guarda". Pensa que a velha geração não acompanhou, como deveria, os avanços da pós modernidade, e, por isso, estaria ficando para trás; não extraindo tudo que deveria e poderia para a realização de um trabalho muito mais salutar.

Meu modesto comentário sobre esse tópico é o seguinte: O período de transição é sempre complicado. No entanto, um dia os da "velha guarda" foram novos e assumiram os trabalhos com os mesmos olhares que olham hoje, e deram conta do recado. A obra é do Senhor! Não podemos correr o risco de fazermos como Josué, que não fez um líder substituto.

O fato é que não haverá alternativa, um dia eles terão que transferir o "poder". Cabe à nova geração amadurecer cada dia mais. Penso que o Senhor, que é o dono da obra, está, com tudo isso, dizendo a essa nova geração: "Ainda é tempo de se preparar e amadurecer, vai chegar o dia em que vocês estarão à frente da CGADB".

É hora de se voltar e fazer grandes reflexões.

O Pr. Samuel Câmara foi meu professor em Pindamonhangaba. Trata-se de um homem voltado para a obra missionária. Já comprovou sua capacidade na administração das Assembléias de Deus do Amazonas e, agora, em Belém tem feito um grande trabalho, mas alguma coisa ainda está faltando, pois perdeu a eleição para presidente da Convenção do estado em que preside a igreja-mãe. Isso não se pode deixar de ver, quando se trata de um candidato a presidente da CGADB.

Minha oração e desejo é que tenhamos o entendimento e a compreensão de que essa obra é do Senhor e Ele está no controle de todas as coisas. A eleição da nova Mesa foi a vontade do Senhor.

Sola Scriptura.

domingo, 5 de abril de 2009

PORQUE EU ACREDITO EM JESUS

Confesso que muitas vezes me pego pensando e meditando aleatoriamente... e nessas viagens, muitas vezes sinto minhas convicções, muito bem plantadas em meu coração a cerca dos eventos futuros, serem sacudidas; abaladas de tal forma que preciso me refazer para não acontecer comigo o que aconteceu com o salmista Asafe (Sl 73).

Sei, perfeitamente, que é loucura acreditar no espiritual; no entanto, o próprio Paulo quando foi ter com os de corintos também não foi em palavras de doutos, mas levando a mensagem da loucura da cruz. É de se entender que o cristianismo, o evangelicalismo possui nas loucuras da cruz a sua base sólida.

Ao perceber a forma como o cristianismo de muitos se desenvolve, passo a indagar sobre a verdadeira conduta do autêntico servo do Senhor. Não há como mesclar espiritualidade sadia com uma práxis não condizente com tal espiritualidade.

Muitos vivem uma história de cristianismo completamente antagônica à descrita nos evangelhos. Isso me faz lembrar duma resposta dada por Gandhe a respeito do cristianismo: “Acredito na mensagem do Cristo, mas não no cristianismo da igreja”. É de nos deixar arrepiados, quando um ímpio confessa que o cristianismo da igreja não é condizente com a proposta do Cristo.

Acredito em Jesus, independente de qualquer ações ou teorias:

a) Jesus está muito acima dos dogmas.

Penso que é de suma importância os dogmas de uma instituição, mesmo sendo evangélica. Penso que também constituem marcas históricas, por conseguinte, devem ser preservadas por nossa geração. No entanto, acredito piamente que a proposta de Jesus – as doutrinas bíblicas – está acima dos dogmas. Não podemos nos prender aos dogmas e coloca-los acima de tudo, inclusive da doutrina.

A doutrina apresentada por Jesus é o caminho mais curto entre o homem e o seu Senhor. Seguir as doutrinas de Jesus incondicionalmente é cumprir e fazer cumprir os ideais da Palavra do Senhor. Enquanto os dogmas, muitas vezes, nos aliena, a doutrina de Cristo nos coloca à luz da realidade histórica.

b) Jesus está acima dos pressupostos teológicos.

Acredito no estudo sistemático da teologia, e acredito na teologia como a ciência que visa ao estudo de Deus e seus atributos. Sou um amante do estudo sistemático, do pensar livre e do contraditório. No entanto, penso que a doutrina prescrita na Palavra do Senhor é mais que suficiente.

Aprendi que aonde a Palavra não pode ir (e não há lugar que ela não possa ir), não será o homem com seus estudos sistemáticos e profundos que conseguirá ir. Portanto, defendo a tese de que não precisamos depreender idéias daquilo que claro e evidente quanto à sã doutrina. Os pressupostos teológicos são para debates acadêmicos, mas não devem nortear a conduta de fé. A crença em Jesus é mais que suficiente para nos fazer ultrapassar todos os limites e alcançarmos aquilo que o Senhor nos propôs.

A minha conclusão é concisa: acredito que mais do que nunca precisamos confiar em Jesus e entregarmos nossos caminhos a Ele, pois Ele é fiel e justo para nos fazer descansar.

Soa Scriptura.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

E AGORA... AS CINZAS

Mas porque com este feito deste lugar a que os inimigos do Senhor blasfemem, o filho que te nasceu morrerá. 2 Sm 12.14
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Deixando de lado a questão histórico-religiosa que envolve todo o processo carnavalesco, o fato é que estamos na chamada “quarta-feira de cinzas”. Um período em que os foliões (nem todos, é óbvio) estão se recuperando dos festejos que levaram o corpo ao êxtase nos últimos quatro dias.

É o dia de juntar as cinzas do que se restou; ajuntar os cacos, como dizia minha avó. É o dia de se deitar e relaxar, relaxar e relaxar. Amanhã é um outro dia... e a vida continua: trabalho, casa, escola...

Mas é também para a Igreja Santa um dia de se pensar sobre recomeço. Entendo que estamos necessitados de um mover do Espírito que nos leve a uma introspecção tal que nos conduza a reflexões profundas sobre nossa conduta diante do mundo e da sociedade.

a) Urge a necessidade de juntar os cacos

Algumas indagações devem ser feitas: O que fizemos nos transcorrer desse ano? E nesse período de carnaval? Como temos nos comportado diante da sociedade carente pelo Evangelho de Jesus?

É preciso juntar os cacos do que sobrou. É interessante observar que se ainda há cacos, há alguma coisa para apresentarmos ao Senhor. À semelhança do que falou o Senhor a Jó: “Pelo menos há esperança para a árvore: Se for cortada ainda se renovará, e não cessarão seus renovos. Se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco no pó, ao cheiro das águas brotará, e dará ramos como planta.” (Jó 14.7-9).

Ainda estamos perto das águas que alimentam e saciam a sede! Juntemos os cacos e apresentemos ao Senhor, pois Ele é capaz de nos apresentar o caminho do sucesso e da grandeza espiritual.

b) Urge a necessidade de orar

A Igreja precisa orar mais. Temos a necessidade ímpar de vivermos uma vida de oração. Sei, perfeitamente, que oro menos do que orava e muito menos do que devia, mas hoje estou sendo tocado pelo Senhor a voltar a ter uma vida de oração mais vívida. A oração, na linguagem de Caio Fábio, é “mente que tagarela com Deus”. É a relação íntima entre dois seres. Orar é necessidade imediata da Igreja.

Penso que é de suma importância a oração congregacional, além de genuinamente bíblica, mas estou me referindo à oração individual, aquela sobre a qual o próprio Senhor Jesus falou, “entra, feche a porta do seu quarto e o Senhor que te vê em oculto te recompensará” (Mt 6.6). Não resta dúvida de que essa postura é uma necessidade mais que urgente da Santa Igreja do Senhor nos dias atuais.

c) Urge a necessidade de rever seus conceitos

Precisamos rever nossa conduta enquanto servos e representantes do Reino. Qual tem sido nossa prática diária? Temos dado o exemplo desejado pelo Senhor?

Quantos equívocos cometemos, mesmo com a intenção de fazermos o correto. Muitas vezes ferimos nossos irmãos no afã de lutarmos pela verdade (ou suposta verdade). Esse é o momento que o Senhor nos tem dado para a ortopraxia.

Bom, nessa reflexão pós carnaval, meu desejo é que nós, enquanto Igreja do Senhor, logo, portadora do baluarte da verdade sagrada, conduzamo-nos pelo caminho da reflexão e do amor.

Sola scriptura

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O QUE ESPERO DA ASSEMBLEIA DE DEUS

Dei meus primeiros passos na fé em uma Igreja Batista. Foram momentos mágicos, dos quais me lembro até o dia de hoje. Adorava quando minha avó me levava aos domingos para participar da Escola Bíblica Dominical na Primeira Igreja Batista de Angra dos Reis. Após o ensino nas classes, íamos para o templo ouvir as maravilhosas e profundas mensagens proferidas pelo pastor da igreja, Pr. Manoel Luís Sobrinho - homem de uma capacidade e envergadura invejáveis.

No entanto, após alguns anos, fui com meus pais para a Assembleia de Deus, igreja que aprendi amar e trabalhar para o Senhor. Aqui gastei minha adolescência e juventude; vivi quase toda minha vida, ingressei no Seminário e no Santo Ministério. Aprendi que devemos dar frutos onde Deus nos planta, e acredito fervorosamente que o Senhor me plantou na Assembleia de Deus para aqui servi-lo com todo meu coração.

Não posso negar, portanto, que a Assembleia de Deus tem se moldado aos parâmetros atuais e, com essa postura, se distanciado de alguns marcos antigos. Não quero entrar no mérito dessa questão, mas posso afirmar que essa postura tem trazido alguns retrocessos, embora alguns queiram avistar somente os avanços.

Tudo bem, o fato é que estamos às portas de uma Convenção - 20 a 24 de abril de 2009, no Pavilhão de exposições de Carapina, Vitória/ES - que se diferencia das anteriores por duas razões fundamentais: primeira, elegeremos a nova Mesa Diretora para os próximos quatro (e não, dois) anos; e, segunda, essa nova Mesa conduzirá as Assembleias de Deus nos festejos do seu centenário. Isso tem feito com que muitos assembleianos amantes da instituição lancem nos blogs e meios de comunicação, seus sonhos e almejos das Assembleias de Deus.

Não poderia deixar de expor meus desejos. Ei-los, ao menos alguns:

a) Que saiamos dessa Convenção unidos. Confesso que tenho orado muito pelo futuro de nossa Convenção após as eleições no dia 23 de abril do corrente ano.

b) Que a nova Mesa e os que comporão os cargos de todos os escalões sejam verdadeiros homens de Deus, compromissados com os ideais de Cristo e o modelo de igreja assembleiana.

c) Que haja uma luta incansável para que as Assembleias de Deus tenha uma “cara”. Sei da dificuldade, por termos uma Convenção de Ministros, em que não há gerência nas Igrejas, mas que se tenha iniciativa de apresentar uma Assembleia de Deus unida em sua Doutrina.

d) Que uma minoria não decida a “regra do jogo”. Espero que as Assembleias de Deus faça as eleições em um dia determinado, mas que as urnas estejam espalhadas pelas Convenções Regionais e Estaduais. Não preciso ir a Vitória votar, poderia votar na sede de minha convenção regional, a CONFADERJ, por exemplo. Um Ministro do interior do Piauí, por exemplo, não precisaria vir a Vitória, antes votaria na sede de sua convenção regional, enfim. Com certeza, teríamos muito mais Ministros participando do processo eleitoral e a Mesa sairia com mais autoridade.

e) Que as Assembleias de Deus pense e repense sobre a busca incansável de se obter um canal de televisão. Penso que mais importante que isso, é a manutenção de uma agenda educacional e social. Poderíamos ter um Hospital Assembleiano, um Colégio Assembleiano, um Asilo Assembleiano, etc. Quanto ao canal de televisão; deveríamos investir na evangelização utilizando a mídia, mas não há necessidade de se obter um canal. Até porque, o canal de televisão pertencerá à Assembleia de Deus, mas ficará no nome de quem?

f) Que as Assembleias de Deus não seja vista como uma empresa ou um pequeno feudo. Que a ideia (que já faz parte da prática) da hereditariedade desapareça.

g) Que haja um pensamento de se emancipar igrejas com condições de se manter. É de puro mal gosto o que vemos em nossa querida denominação; Presidentes se fartando enquanto um incontável números de fiéis trabalhadores são escravizados.

É isso que espero da minha querida Assembleia de Deus. Sou um Ministro Assembleiano, e aprendi amar minha denominação, mas entendo que ainda estamos muito aquém daquilo que o Senhor determinou para nós.

Sola Scriptura.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

DEUS É ALTAMENTE SOBERANO (PARTE II)

“O apóstolo Paulo estava decidido a levar o evangelho a qualquer lugar, mas não
estava pronto a pregar um outro evangelho; ninguém seria capaz
de torná-lo disposto a isso. Paulo não estava disposto a camuflar,
amenizar, abreviar ou ampliar o evangelho.”
C. H. Spurgeon
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Dando continuidade ao artigo anterior, onde foi discutido a tese da soberania de Deus, por entendimento subjetivo de que se trata de uma doutrina bíblica e histórica, é importante salientar que se trata de um assunto abrangente, instigante e, no mínimo, com margens a múltiplos entendimentos. O que se pretende aqui não é o seu esgotamento – o que seria muita pretensão -, mas expor, de forma bíblica, aquilo que norteia meus pressupostos doutrinários e teológicos.

b) Ele é soberano em Sua mensagem

Foi proposital a citação do “Príncipe dos pregadores” - C. H. Spurgeon -, não somente porque se trata de um autêntico servo do Senhor, mas pela clareza como resume a relação do apóstolo com seu chamado evangelístico e missionário.

Paulo foi o homem que, talvez, mais entendeu a profundidade e virgindade do evangelho de Jesus. Sabia que seu papel na história era o de anunciar, proclamar a todos a respeito do Senhor, e o fazia com tamanha intensidade!

O evangelho do Senhor é o evangelho capaz, é a mensagem completa. Lembro-me, ainda quando criança, de que um pastor em seu sermão afirmava que onde a Bíblia não podia entrar (e não há lugar em que ela não possa entrar), homem algum entraria. É interessante que essa afirmativa fincou em meu coração de forma que jamais a pude tirá-la. Hoje entendo perfeitamente o que esse pastor quis dizer com tal afirmação. O Evangelho é a mensagem completa do Senhor Jesus Cristo; e Cristo é altamente soberano em sua mensagem, por isso, não há necessidade alguma de alguém enxertar ou temperar essa mensagem para conseguir êxito em seu sermão.

A mensagem do Senhor explícita em sua palavra é o todo de Deus para a humanidade; é o completo de Deus para nós. Acredito piamente na autorevelação de Deus aos seus servos. Aconteceu assim no passado. Mas, entendo que tudo aquilo que o Senhor desejou para seu povo como doutrina, princípio está na Bíblia Sagrada; e está exatamente por que Ele é altamente suficiente e soberano em sua mensagem. Não há uma mensagem que seja de Deus e, ao mesmo tempo, seja passiva de um complemento. Acredito em um Deus completo, soberano.

c) Ele é soberano em Si

O evangelista João assim assevera:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Filho Um unigênito, para que todos aqueles que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3.16)

Esse texto, além de ser um texto muito lido nas igrejas e de particular interesse por parte de muitos irmãos, tem uma relação profunda com a imanência de Deus e, por si só, é capaz de aprofundar o assunto em questão: A soberania de Deus em Si mesmo.

O maior dos sentimentos, pelos quais muitos deram suas vidas; escreveram um incontável número de romances, poesias, etc; firmaram uma forma íntima de viver; entregaram-se, entregaram e foram entregues; enfim; aqui é simplesmente um sentimento que nasce no coração de Deus; um sentimento que explode no coração de Deus. Deus é o agente. É o que tem as rédeas da situação.

O amor é um substantivo abstrato, ou seja, só existe dentro de uma existência. A linguística define algo abstrato como sendo tudo aquilo que não possui existência própria, por isso, necessita de uma existência anterior para existir. O amor passa a existir na existência de Deus. É Deus o primeiro Ser que permite sentir esse sentimento profundo, o qual dá o nome de amor. Que lindo! Ele é soberano em Si, na sua própria existência. Ele pratica a ação de amar sem que houvesse ainda o amor. O verbo precede o substantivo. Ele verbariza, Ele age, Ele é.

Depois, percebe-se que esse amor que nasce em sua existência explode em seu coração não de uma forma aleatória, mas objetiva. Ele ama e seu amor tem um objeto - a humanidade. Aqui, precisamos parar e pensar um pouco. A Teologia Marginal prega que Deus é o objeto de nossa adoração e de nosso amor. Isso pode até soar bem aos nossos ouvidos, mas fere a soberania de Deus. Na verdade, nós é que somos objetos do amor de Deus. Deus amou o mundo. É ele quem ama primeiro; e o objeto de seu amor é a humanidade.

Então quer dizer que não amamos a Deus? Não é isso que digo. Acredito que amamos a Deus sim, mas não como causa. Não amamos a Deus primeiro, muito pelo contrário. Amamos a Deus como consequência. Primeiro Ele nos amou.

Ele é soberano em si; Deus não precisa de nada para ser o que é. Ele simplesmente é; e o é por excelência.

Não estou na igreja para ser salvo; não sou fiel a Deus para ser salvo; não dizimo para ser salvo; não faço nada para ser salvo. Não. Sou salvo em Cristo por graça e por causa disso é que estou na igreja, sou fiel a Deus, dizimo e faço o que faço. Há uma grande diferença aqui.

Ele é soberano em Si.

Sola Scriptura